. Filme da semana - "An Edu...
. O Sonho
. A diversão faz toda a dif...
. A carteira regressou ao d...
. A minha primeira semana d...
. Truque fantástico de cart...
. Regresso depois de férias...
| Get a free website hit counter here. |
"Sonho?
Era passar uma noite sem dores!"
Idoso com idade a rondar os 70 anos
in Histórias com Gente Dentro, SIC, ontem à noite, terça-feira
Vou tentar lembrar-me desta frase nas próximas manhãs,
quando estiver preparado para dizer que dormi mal a noite.
PS: Parabéns Shewiiiiiiii
Confesso que as siglas na língua inglesa me irritam profundamente.
Desde estar a ver um episódio de CSI e ouvir falar de S&M e demorar uns cinco minutos a perceber que é de Sadomasoquismo que eles estão a falar.
Até aos anúncios de emprego que pedem para enviar currículos ASAP.
Mas que raio são currículos ASAP, pensei eu quando vi pela primeira vez esta sigla.
Nada que uma pesquisa no Google não ajudasse a decifrar: As Soon As Possible.
E conforme fui conhecendo mais siglas, fui reflectindo sobre outras que já estavam tão assimiladas que já nem pensava no seu significado.
AKA – para quem vê esta sigla antecedendo os nomes dos filmes em inglês, por exemplo, quer dizer Also Known As.
Ou então antes dos knicks de cantores de Hip Hop ou jogadores de futebol.
É passear pelas ruas mais antigas de Londres e ver nas portas das pequenas lojas um letreiro com BRB.
Be Right Back.
É estar a ler um folheto e no canto inferior direito ler PTO.
Please Turn Over
É receber um email com FYI.
For Your Information
É estar a converser no messenger com um inglês e receber LMAO.
Laughing My Ass Off
Até a expressão portuguesa “amigo colorido” tem direito na língua inglesa a uma sigla: FWB
Friend With Benefits
Até o melhor amigo em direito a uma sigla: BF.
Best Friend
As siglas inglesas irritam-me de uma maneira que fico com CEP.
Cabelos Em Pé.
Vi e recomendo.
Um daqueles filmes com uma história simples mas capazes de nos surpreender.
Ainda não está marcada a estreia para Portugal, nem encontrei o título em português, mas não deve ser difícil de descobri-lo quando sair.
Aqui fica o trailer:
E bom fim de semana.
Pois eu hoje já estou de folga...
“Vai ao Google” deve ser das frases que eu mais repito.
E se o faço é porque me safo muito bem nas pesquisas que lá faço.
Eu até me auto classifico de muito bom googlador.
Se os directores Google soubesse da minha existência acho que me contratavam logo…
…para lhes ir buscar o café de manhã.
Sou óptimo a ir buscar cafés.
Pergunto sempre se querem com uma, duas ou nenhuma pedra de açúcar.
E no regresso não entorno nem uma gota.
Agora que penso, logo a seguir a fazer pesquisas no Google, devo ser um dos melhores da minha rua a ir buscar café.
Na verdade eu já era bom a ir buscar café mesmo antes de vir para Londres.
Cá só tive de me adaptar e começar a perguntar se querem chã.
E leite adicionado.
Ainda é das coisas que mais me fascina nos ingleses, essa de juntar leite ao chã.
Que mania.
Ou é leite ou é chã.
Agora os dois juntos?!
Quando lhes pergunto porque é que não põe logo directamente os sacos de chã no leite ficam a olhar com cara de parvos para mim.
Depois dizem que não é a mesma coisa.
Que primeiro tem de ser feito o chã e só depois adicionado o leite.
Chá branco.
Bedelheque.
Quase sempre a diversão é a melhor forma de resolvermos os problemas.
Alguém sabe qual é a forma mais divertida de passar a noite de Halloween?
Qual é?
Qual é?
Ir a um bar de salsa.
Não há nada mais estranho do que ver um lobisomem, o Drácula e o Frankenstein a dançarem salsa.
Tenho de reconhecer, no entanto, que me senti deveras inadaptado.
As miúdas que lá estavam eram quase todas latinas e, mesmo depois de estudá-las a fundo, não tive grande sorte.
O sistema é mais ou menos assim: o rapaz chega-se a elas, pergunta-lhes se querem dançar e quase sempre a resposta é sim.
No entanto, (tinha de haver um no entanto) elas quando estão a dançar com alguém contrariadas fazem cara de enjoadas.
Nesses casos, o rapaz fica com a moral em baixo.
Ah, e elas dançam contrariadas para não estarem paradas.
O meu problema, no sábado à noite, é que não conseguia que nenhuma dançasse comigo.
Preferiam estar paradas.
Eu e os meus dois amigos portugueses.
E quando já em desespero eles se agarraram a dois “monstrinhos”, eu decidi que tinha de “atacar”.
Procurei à minha volta duas miúdas que estivessem juntas.
Tentei ver qual das duas era a mais bonita, e concentrei-me na outra, a segunda mais bonita.
(as probabilidades de sucesso são sempre maiores se formos à amiga frustrada com quem ninguém quer dançar)
Mas o meu plano tinha ainda uma segunda parte: esperei que lá fosse um totó convidá-la para dançar.
Mesmo depois de ela recusar, o totó ficou a tentar convencê-la.
Era a minha deixa.
Perante um totó e eu as minhas probabilidades de sucesso com a segunda mais bonita eram enormes.
E assim funcionou.
Ela aceitou dançar comigo.
Claro que em parte para se ver livre do totó.
E por incrível que pareça a minha moral não ficou em baixo, mesmo quando ela começou a fazer cara de enjoada.
Senti-me como se tivesse atingido os Himalaias.
E se a noite não tivesse já sido estranha, ainda tive direito a sair do bar e a ver o… leiteiro.
A rotina de escrever no blogue foi-se.
Nas últimas férias, em Portugal, decidi que iria passar a fazer mais actividades.
Depois do trabalho, e nas duas últimas semanas, raramente vou directo para casa.
Como costumava fazer.
E o blogue é um dos que sofre...
Hoje, segunda-feira, estou ainda em Belfast.
Vim no sábado e regresso hoje à noite.
A cidade está constantemente a surpreender-me.
Umas vezes pela negativas outras pela positiva.
Será um bom exemplo de uma cidade sobre a qual criamos expectativas que depois não batem certas com a realidade.
Belfast é mesmo pequeno.
Ontem um amigo pedia-me uma comparação portuguesa e só me lembrava de Braga.
Embora logo depois tivesse reconsiderado e dito que Braga é maior.
Lembro que esta é uma capital.
Belfast transborda história recente.
O maior atractivo para que aqui tivesse vindo.
Fiz, vi e visitei quase tudo o que a minha colega de trabalho natural de Belfast me disse para fazer.
E acho que dois dias talvez tivessem chegado.
Confesso que esta tarde (segunda-feira) estou basicamente a passar tempo.
Nos próximos dias prometo contar algumas das aventuras que aqui vivi.
A passada sexta foi um dos dias mais frustrantes da minha vida.
Almocei um bela esparguete à bolonhesa, mas andei o dia todo com uma mancha de molho de tomate no pólo e ninguém teve a coragem de me dizer.
À noite fui com a mancha de molho de tomate à… ópera.
Haverá coisa mais frustrante do que assistir ao vido a uma ópera com uma mancha de molho de tomate no pólo.
Ir ao bar no intervalo e misturar-me com gente muito bem vestida quando eu para além de não estar bem vestido ainda tenho uma mancha de molho de tomate na roupa?
Se ainda tivesse ido ver um filme de terror poderia dizer que aquela mancha era na verdade sangue salpicado do ecrã.
Mas não, tinha de deixar cair molho de tomate no dia em que ia ver a ópera “La Grande Macabre”, dos La Fura Dels Baus.
Podia dizer que adorei e que foi fantástico, mas não foi.
Estava à espera de algo mais movimentado.
Falsas expectativas criadas…
Mas toda a tarde e noite poderiam ter sido muito melhores não fosse a mancha de molho de tomate no pólo, que só vi quando cheguei a casa e estava a lavar os dentes em frente ao espelho da casa de banho.
Lambi aquilo e ainda tinha o mesmo sabor que ao almoço.
Gostoso.
Então não é que a minha carteira apareceu…
Fui aos perdidos e achados do metro e lá estava ela à minha espera.
Com os cartões todos lá dentro.
E eu estive sempre optimista que ela ia aparecer.
O mais estranho foi quando me pediram quatro libras para despesas de processamento.
Como a alegria pelo reencontro era tão grande não custou muito dar.
Mas a frio, pagar quatro libras para recuperar uma coisa que é nossa custa um pouco.
E quando cheguei a casa e analisei a carteira ao pormenor dei por falta de uma coisa.
Uma das quatro fotos tipo passe desapareceu.
[silêncio]
Desconfio que foi a pessoa que encontrou a minha carteira que resolveu ficar com uma recordação.
Como sou materialista, não me dou por resignado e vou começar hoje mesmo uma busca.
Em busca da minha fotografia tipo passe.
Desejem-me boa sorte.
Acho que nunca falei da minha primeira semana de trabalho na matchesfashion.com
Chegou o dia.
A minha primeira semana de trabalho foi traumatizante.
Dormia mal, e no metro não parava de cismar no assunto.
Tudo devido ao trabalho.
Ou melhor, porque todos os dias depois daquelas oito horas os chefes me diziam… obrigado.
Eu ia para casa a pensar naquela palavra.
Questionava-me se seria essa a forma de pagamento: um obrigado.
Se no final do mês não teria direito ao salário, porque eles já me tinham pago diariamente com um… obrigado.
Se teria coragem de no dia seguinte fazer sorna sabendo que iria receber um obrigado.
Não fazia sentido na minha cabeça que alguém, que nem patrão é, pudesse agradecer a um subordinado pelas oito horas de trabalho exercido.
Isso nunca poderia acontecer juntamente com um salário ao fim do mês.
Pelo menos a sociedade assim me tinha ensinado.
Na sexta-feira, já completamente sonolento e cansado, decidi abordar um colega de trabalho:
- Eles pagam-te ao fim do mês?
- Claro! Eu trabalho, não trabalho?
- Sim, mas eles também te agradecem diariamente.
- Ahhh, mas isso faz parte da boa educação, e é uma forma de agradecimento pelo bom desempenho.
Afinal, alguns dos ensinamentos que a sociedade - onde vivi a maior parte da minha vida - me passou estavam errados.
Os chefes também são capazes de um simples… obrigado.
E somos na mesma pagos ao final do mês.
Hoje, segunda-feira, é dia de labuta cá na Inglaterra.
Isto ainda é uma monarquia…
Não há melhor forma de celebrar o meu regresso a Londres depois de uma semana de férias em Portugal do que… perder a carteira.
Foram à vida:
Numa análise já a frio sobre qual a pior perda da lista anterior fiquei em dúvida.
Se o bilhete do totoloto estivesse premiado, o caldo estava entornado.
Mas com a sorte que tenho, posso estar descansado.
A maior dor de cabeça acaba por ser os cartões bancários.
Logo na noite da perda tratei de os cancelar.
Se no inglês nada a assinalar, já quanto ao cartão de crédito português eram de esperar novidades.
Então não é que como se a perda do cartão não fosse já uma dor de cabeça, quem é cliente da Caixa Geral de Depósitos ainda tem de desembolsar 30 euros.
QUE CHULOS.
É a gota que faltava para que o caldo ficasse entornado.
A próxima vez que for a Portugal vou tirar todas as minhas poupanças da Caixa.
E já pensei em slogans para esse banco do Estado:
Roubo?
Roubo é Caixa!
Foi assaltado?
Roubaram-lhe o cartão de crédito?
Então a Caixa Geral de Depósitos rouba-o uma segunda vez cobrando-lhe pelo cancelamento do cartão.
São 30 euritos.
Apesar de ter perdido a carteira no metro de uma das maiores cidades do mundo, ainda tenho esperança de a recuperar.
Primeiro porque não tinha lá dinheiro.
Segundo porque a pessoa que a encontrar deve ficar com pena de mim, depois de ver as minhas fotos tipo passe…
PS:
Eu ando à procura de um bilhetito para ir ver um jogo de futebol entre clubes grandes mas já há jogos esgotados para… Abril.
Estou de férias em Portugal.
Até à próxima segunda-feira dia 28.
Desculpem a minha ausência dos últimos dias.
Compreendam que tenho de aproveitar este sol fabuloso que cá encontrei.
E como já fui apelidado de "espreitador de decotes", tenho de dar razão a essa alcunha.
Nos primeiros dias cá tenho andado muito ocupado a não fazer nada.
Beijos e até ao próximo post, seja ele quando for...
O livro estava num momento fantástico.
Eu quase não tirava os olhos dele.
O metro abanava por todos os lados, mas eu continuava confortavelmente sentado a ler.
Mas no fim de um capítulo precisei de descansar o olhar e levantei-o do livro.
À minha frente estava um jovem indiano de aspecto um pouco duvidoso.
Ele viu-me a olhar para ele e fixou a atenção em mim.
E eu não consegui mais voltar a concentrar-me no livro e a cada parágrafo voltava a levantar o olhar para ele.
Reparei no brinco que ele usava na orelha esquerda.
No fio grosso que usava ao pescoço e na cicatriz do lado direito do mesmo.
Ao aperceber-se do meu desconforto ele começou a sorrir maliciosamente.
Vi-o a reparar no meu Swatch.
E no meu Nokia, quando o tirei do bolso para ver as horas.
Sim, o Swatch estava a funcionar, mas o nervosismo já era tanto que já não controlava o que fazia.
Reparou ainda no símbolo da Ralph Lauren do meu pólo.
Mal ele sabia que tinha custado 10 euros na feira de Barcelos, o império das falsificações do Norte de Portugal.
Segundos depois o sorriso desapareceu e eu pensei que toda aquela cena tirada de um filme tinha acabado.
Mas não.
Ele curvou-se para a frente colocando os cotovelos nos joelhos.
E assim permaneceu a poucos centímetros de mim.
Quase como se quisesse espreitar para o que Malcolm Gladwell tinha escrito sobre o Ponto de Desequilíbrio.
Eu já quase tremia.
A música que estava a ouvir deixou de fazer sentido.
Os Keane soavam ao rufar de uma bateria antes do trapezista saltar.
Só que naquele caso o trapezista era indiano e estava interessado nos meus valores.
Tinha de parar a música para que o meu nervosismo não aumentasse.
Tirei o meu velhinho leitor mp3 do bolso e desliguei-o.
E voltei a levantar o olhar.
A reacção do indiano tinha mudado.
Tinha a boca aberta e olhava para as minhas mãos onde jaziam o meu velho mp3.
Voltou a chegar-se para traz e encostou-se ao assento.
Meteu a mão direita ao bolso das calças e tirou de lá algumas moedas que me ofereceu.
- You need to buy a new one, man!
Depois tirou o seu Ipod do bolso, mostrou-mo e acrescentou:
- Like this!
Confesso que hoje ponderei seriamente não ir de férias a Portugal.
Eu sabia que o país estava mal, mas não sabia que tanto.
Chegou da tugalândia o João (português que vive cá em casa) e as notícias que ele trouxe não me podiam deixar mais preocupado.
Liguei imediatamente para alguns amigos e familiares para confirmar se o que ele dizia era verdade.
E tudo bateu certo.
Não fosse eu ter descoberto que ia a Portugal no fim-de-semana das eleições, e juro que não iria.
Depois lá ponderei os prós e os contras e lá decidi que tenho de ir.
No entanto, vou com algum receio do que me possa acontecer durante a semana que vou passar nesse país.
…
Não tenho palavras para a novidade que ele me trouxe.
…
O Toy tem novo álbum, com algumas versões, chamado “Recordações”?
Um dos temas é “Et si tu n´existais pas”
Já para não falar no tão aclamado “Nights in white satin”, afamado pelos The Moody Blues em 1967, quando o Toy ainda só tinha 4 anos mas já transpirava talento.
Segundo a wikipédia, ele começou a carreira aos 5.
E fez sucesso no bué-ré-ré e no 1-2-3.
Eu desconfio que as crianças engraçam com ele.
Talvez porque ele é da mesma estatura que elas.
Ou porque é gordinho.
Os putos ainda devem ser dos poucos que compram os álbuns dele.
- Oh mãe. Dá-me 10 euros…
- Já te disse que não. Aquelas gomas fazem mal aos dentes.
- Mas não é para gomas.
- Então para que é?
- É para comprar o último álbum do Toy.
- Mas o álbum do Toy também faz mal… só que ao cérebro.
- Buáááááááááá, logo este que tem aquela música dos The Moody Blues de 1967.
- João Nuno, não te quero a ver a fazer birras. Pega lá os 10 euros.
E lá está o Toy a facturar.
Eu vou mais longe e afirmo aqui perante milhões de pessoas que desconfio que a Pixar, apercebendo-se do sucesso do Toy junto das crianças decidiu nomear um dos seus primeiros filmes de “Toy Story”.
Em português, “A Estória do Toy”.
Embora no filme o Andy (o Toy renomeado) nunca chege a emigrar para a Alemanha nem se torne num “Nome incontornável da música ligeira portuguesa”.
PS: O álbum custa 14.95 euros, com 10% de desconto para cartão jovem…
Justin Timberlake? Tu não és o Justin Timberlake?
Eu olhei ao redor, e não vi mais ninguém à excepção de um pretinho, que aparentava 6 anos, que rapidamente me respondeu.
- Não olhes para mim porque o Justin não é de cor.
Voltei-me para a miúda e respondi-lhe que não, não era o Justin Timberlake.
- Huuuum!, respondeu ela pouco convencida.
Retomei a minha caminhada do trabalho para o metro mas sem que antes ela voltasse à carga.
- Mas lá que és parecido és.
Voltei-me para trás e sorri.
Depois segui caminho com o meu saco de compras do Sainsburys, uma espécie de homólogo inglês do Pingo Doce.
Durante os segundos seguintes da caminhada trouxe à mente todas as imagens de que me lembrei do Justin.
Para fazer a comparação parei junto a um carro estacionado e olhei para o meu reflexo na janela.
Continuo a achar que não tenho qualquer parecença com o Timberlake, à excepção do corte de cabelo, talvez, e por vezes a barba grande.
Além do mais, o Timberlake nunca andaria pelas ruas de Londres empunhando um saco de compras do Pingo Doce.
A miúda estava ou bêbada ou a ter ilusões.
Por isso, a minha ideia de tentar entrar num bar do Jet Set segundo a desculpa de que era o Justin Timberlake tem tudo para fracassar.
Mas juro que se a miúda me tivesse dito que era parecido com o George Clooney andaria por aí a beber Nexpresso a torto e a direito.
E o pretinho que não parou de se rir?
Eu sei que em Londres tudo é possível.
Mas mesmo assim fui apanhado desprevenido.
Chegava eu à plataforma do metro onde embarcaria rumo a casa, depois de mais um dia de trabalho, quando assisto ao espectáculo.
Um grupo gay de três elementos numa sessão fotográfica, ao que penso para a capa do álbum.
Para que pudesse postar o vídeo, tive de andar à procura de um programa de edição que me permitisse rodar o vídeo em 180 graus.
Isto porque para não dar nas vistas filmei com o telemóvel ao contrário.
O resultado está aqui.
Infelizmente sem som.
Repararam nas pessoas que entretanto chegam?
Riso geral…
E no nervosismo do elemento mais próximo?
Iniciante…
E nas barrigas de cerveja?
Estética…
E nos rabos “tapados” com fio dental?
Moda…
Depois da última foto (a do vídeo), os três homens vestiram roupas “a sério” e foram embora como se nada fosse.
E Londres continuou igual a si mesma.
Quando trabalhei na pastelaria fui obrigado a comprar umas sapatilhas brancas, já que fazia parte da farda, mas eles não forneciam.
Quis o destino que pouco mais de uma semana depois eu deixasse o trabalho.
Dessa forma fiquei guardador de um par de sapatilhas órfãs, já que eu me recusava a perfilhá-las.
Nunca na minha vida me achei capaz de um dia comprar um par de sapatilhas brancas.
Quando o fiz foi quase que se não estivesse presente no meu corpo.
Um pormenor que levou a que me enganasse duas vezes a meter o código do cartão multibanco na altura do pagamento.
Os dias foram passando e quase diariamente olhava para as sapatilhas que jaziam no armário.
Quase pareciam olhar para mim a pedirem para serem usadas.
Aos poucos comecei a olhar para os pés daqueles que pareciam calçar branco.
Reparei que não são assim tão poucos.
Mas notei também que os utilizadores de sapatilhas brancas formam uma espécie de sociedade secreta.
Tão secreta que parece que eles próprios não sabem da sua existência.
E há uma moda, código de deontologia dessa sociedade secreta.
O branco das sapatilhas há muito que deixou de ser branco.
Eles fazem até para que o branco seja sujo.
E eu comecei a enterrar o meu preconceito de que sapatilhas brancas só são utilizadas por cantores de Hip-Hop e membros de gangs nos Estados Unidos e Chelas.
Um dia, a chover, eu olhei para o armário com as palavras da minha mãezinha em mente: “quando chove pega em calçado que não deixe passar água”.
E do armário a seguinte frase:
“Nós não deixamos passar a água e somos muito confortáveis. E a lama de certeza que nos tira este branco que até faz doer os olhos.”
Confesso que cai na tentação, bem à imagem de Adão, aqui há uns anos atrás.
Calcei-as e gostei do que vi.
Combinavam até com as calças de ganga na perfeição.
Ia na rua e ninguém olhava para os meus pés, ao contrário do que eu pensava que ia acontecer.
No trabalho, uma empresa de moda, ninguém comentou.
Estava passado no teste.
E ao final do dia elas estavam de facto menos brancas e mais sujas.
No dia seguinte tive de as usar outra vez.
Foi quase preciso uma petição do outro calçado do armário para que as parasse de usar.
Estou apaixonado pelas minhas sapatilhas brancas sujas.
São confortáveis.
Mas na verdade, acho que é porque me sinto como um membro de um gang americano que sabe cantar hip-hop quando as calço.
Para as próximas férias em Portugal já tenho programado passar algumas horas a acrescentar os novos exemplares às minhas colecções.
Entre outras coisas, eu colecciono moedas e postais.
Também era acérrimo coleccionador de calendários, mas fiquei-me pelos dois milhares.
Comboios, barcos, carros, jogadores de futebol, paisagens, mulheres nuas.
É nomear um tema ao calha e eu tenho um calendário de certeza absoluta.
Até do papa e de uma meia dúzia de santinhos.
Mas a febre dos calendários passou-me, sem eu saber porquê.
Por agora fico-me pelos postais e moedas.
Nos postais já andarei perto do milhar.
Quanto às moedas não faço a mínima ideia nem do número nem do valor que tenho.
E já estive bem perto de pegar nelas todas e amealhar o seu valor, já que grande parte são euros e cêntimos dos vários países da zona euro.
Resisti.
Com as que levo vou aperfeiçoar a minha colecção de libras e pennys.
É que eu não me contento em ter uma moeda de cada valor.
Eu quero as do máximo de anos possíveis.
E novas.
Dou comigo, por vezes, a perguntar-me para quê esta paranóia de juntar postais moedas.
E na verdade não tenho uma resposta lógica que me satisfaça.
Mas logo depois o meu lado mais criança ganha força e manda calar o adulto que há em mim.
Em criança era dos maiores coleccionadores do meu bairro.
Ainda tenho as cadernetas de cromos de futebol de vários anos.
E quando reparei que as meninas não coleccionavam cromos de futebol mas sim folhinhas, virei-me para essa área.
Era a forma de estar mais perto delas, se bem que os rapazes não viam isso com bons olhos.
Depois veio a febre dos bonés.
Lá por casa ainda devem andar uns 20.
Os cachecóis de clubes de futebol também fizeram parte do meu espólio.
E ainda tenho o sonho de os colocar a preencher uma parede da minha casa, quando a tiver.
Ultimamente tenho-me tornado num grande coleccionador de tampas.
Não de garrafas mas de mulheres.
Mas isso é tema para um próximo post.
Intervalos publicitários
A personagem principal do filme está quase a ser morta ao tentar salvar o grande amor da vida dele quando começa o intervalo publicitário.
Em Portugal temos tempo para ir à casa de banho mijar nas calmas, pelo caminho pegar num iogurte do frigorifico e comê-lo até ao fim, ir apanhar a roupa que estava a secar no estendal, ir ao quarto buscar uma camisola de manga comprida porque entretanto ficou frio, voltar à casa de banho e dar uma olhadela no autoclismo que parece estar avariado, voltar à sala e ainda ver cinco minutos de anúncios, entre os quais o novo álbum do Emanuel.
Mas pelo menos sabemos que temos pela frente mais 45 minutos de filme.
Na Inglaterra, a personagem principal do filme não chega sequer a conhecer a gaja e já é intervalo.
Um gajo põe-se a pé para ir mijar e ainda mal abriu a braguilha e já o filme está a rolar outra vez.
Como o autoclismo está avariado, se fico lá a tentar consertá-lo quando volto à sala já é intervalo outra vez.
Levanto-me para ir buscar um iogurte e mal tenho tempo de o abrir, pois o filme voltou à acção.
Levo o iogurte para a sala e como-o enquanto vejo o filme.
Consequência: deixo cair iogurte na t-shirt.
Passados cinco minutos começa o terceiro intervalo, durante o qual tento limpar o iogurte da t-shirt.
É então que me lembro de que tenho a roupa a secar, mas não tenho tempo de a apanhar porque entretanto recomeçou o filme.
Volto à sala e enquanto me sento reparo que começou a chover.
Não posso, porém, apanhar a roupa senão perco a cena em que a personagem principal quase morre ao tentar salvar o grande amor da vida dele.
No intervalo seguinte nem sequer tento apanhar a roupa porque voltou a ficar molhada.
Opto por ir buscar uma camisola de manga comprida ao quarto porque ficou frio ao chover.
Volto a correr para a sala porque o filme já recomeçou.
No intervalo seguinte desisto de fazer seja o que for porque fiquei estafado com tantas correrias e fico a ver os cinco minutos de anúncios publicitários, entre os quais o novo álbum do Emanuel.
Conclusão:
Tirando a publicidade ao novo álbum do Emanuel, a televisão cá na Inglaterra é bem diferente da de Portugal…
Tenho andado mais animadito.
E em grande parte fica a dever-se às férias de uma semana que já marquei para Portugal.
Em Setembro vou à Tugalândia ver família, amigos e demais.
Para os amigos da ESEC que me lêem fica o pedido para que arranjem disponibilidade para um encontro em Coimbra no fim-de-semana de 26 e 27.
Seria óptimo rever o pessoal e aquela cidade, que deixou saudades.
Também quero apanhar sol na praia.
Desde 2007 que não vou à praia apanhar sol.
“A frase anterior é chocante, eu sei…”
Não fossem aquelas semanas a trabalhar à trolha/jardineiro/carpinteiro e estaria da mesma cor que os ingleses.
Deitar-me numa praia à noite a ouvir o mar é outra das coisas que quero fazer.
Já nem falo da lista de pratos que quero comer ou das vezes que me vou empanturrar de bolos… a menos de um euro cada.
Não sei porquê mas tenho saudades da minha bicicleta portuguesa.
A minha bicicleta à homem.
Não a lilás que tenho cá, com quadro à menina.
Não me posso esquecer do meu colchão super duro, em comparação com esta coisa que tenho debaixo de mim enquanto escrevo este post ou durmo durante a noite.
E as saudades de jogar às cartas a dinheiro?
Copas a 10 cêntimos a carta ou então ao rami a um euro a partida.
É só mesmo para passar o tempo.
Também tenho saudades de beber uma cerveja sentado numa das esplanadas da praça da Oliveira, em Guimarães.
Qui ça servida por um sobrinho.
Também quero ir ao Porto rever mais amigos.
Confesso que a lista das coisas que quero fazer já vai longa no bloco de notas.
A vida de emigrante é lixada…
Mas pelo menos serve para que dê-mos maior valor a pequenas coisas.
E nos apercebamos da importância de certas pessoas nas nossas vidas.
- Olá
- Não é Olá cá, é Walls.
- Walls?
- Sim.
- Então em vez de Olá diz-se “paredes”.
- Que queres que faça… os ingleses gostam de ser diferentes.
- Imagina que se chamava assim em Portugal…
- Ia dar para rir, não ia.
- Claro. Já tou a ver um puto: “Óh mãe dá-me um gelado da “Paredes””.
- Eh, Eh! Mas queres saber mais?
- Já que tas numa de desvendar, conta lá.
- Na França é Miko.
- Miko? Da Câmara Pereira?
- Eh, eh, boa piada.
- Que raio de marca… parece mais é nome de macaco e não de gelados.
- Essa está boa também.
- E sabes na Espanha como se chama a Olá?
- Frigo!
- rífico?
- Eh, Eh!
- De facto Portugal safou-se bem de levar com nomes muito esquisitos em vez de um simples Olá.
- Mas espera lá que ainda há mais esquisitos.
- Onde?
- Na Austrália é Streets.
- Ruas? Que nabos. Conta mais.
- Vamos fazer antes assim, eu digo como se chama e tu tentas adivinhar o país.
- Ok, vou tentar.
- Algida?
- Isso parece-me grego.
- Não, e na República Checa.
- Xiii, nem sabia que esses comiam gelado. Lá não é quase sempre frio?
- É.
- Comem os gelados no Inverso… Mas continua.
- Algida?
- Outra vez?
- Sim, é repetido.
- Não faço a mínima ideia. Isso parece-me italiano.
- Certo.
- Cá ganda máquina eu sou. Manda mais um.
- Kibon?
- Huuum, isso é o que se diz depois de se mamar um Magnum…
- Exacto, e não chegas lá?
- Não faço ideia. Deve ser praí na Bélgica.
- Cromo, estava-se mesmo a ver: é no Brasil.
- Xiii, pois é. Lá deve-se comer paletes de gelados com o calor que é. E tas a ver, tem lógica lá o nome.
- Pois tem. E agora, porque sei que gostas de apostas, se acertares o próximo pago-te um Corneto, se falhares pagas-me tu um.
- Deve ser difícil, não sei se quero apostar.
- Dou-te uma pista, já falamos nesse país nesta conversa.
- Huuuum, ok. Aceito.
- Onde é que a Olá se chama Ola?
- Deves tar a gozar comigo?
- Não querias que fizesse uma pergunta difícil pois não?
- Não, mas assim tão fácil…
- Então diz lá.
- É em Portugal, onde é que havia de ser?
- Errado, é na Bélgica.
- Xiiii.
- Anda lá pagar um Corneto da Olá.

Na Inglaterra não há Bollycaos.
Uma pessoa quer empanturrar-se com dois ou três bollycaos e é obrigada a comprar pães de cachorro e meter lá dentro Nutella.
Xiça, que estes ingleses são mesmo uns desmancha-prazeres.
Acreditem que da próxima vez que for a Portugal vou comer uns três Bollycaos para matar saudades.
É que cá nem aquelas imitações ou variantes, tipo Chipicao, Bimbocau ou Manházitos…
As crianças inglesas, apesar de em média serem mais gordas que as portuguesas, nunca foram submetidas a um lanche à base de Bollycaos e Caprisones.
Lembro-me daquelas tardes como se fosse hoje…
Claro que se hoje tenho as bochechas gorditas é aos Bollycaos que comi que devo essa característica.
Cá, de certeza, que há uns anos atrás se puseram com discursos moralistas de que os Bollycaos não eram nutricionais e baniram-nos dos recreios das escolhas.
Deve ter sido por volta do lançamento dos cromos TOU, no interior desses magníficos bolos.
Não sei se alguém se lembra, mas aqueles cromos eram fenomenais.
De tal forma que eu tinha amigos que nem chegavam a comer os Bollycaos pois só queriam era mesmo os cromos.
E eu ali ao lado não ia ficar a ver a desperdiçar aquela preciosidade.
Mais uns gramitas directamente para as bochechinhas.
Admito, porém, que também fui um grande coleccionador desses cromos.
Acho que ainda tenho algumas dezenas guardadas numa caixa de Ferrero Rocher num armário da minha garagem.
Quando for a Portugal tiro uma foto para provar a minha fidelidade.
E houve uma altura, quando saiam esses cromos, que pelo meio estavam prémios.
Entre os quais t-shirts.
Eu fui um dos felizes contemplados.
Já não tenho essa t-shirt, mas ela deu lugar a uma das alcunhas que eu já tive: Bollycao.
Dada por uma amigo do secundário, durante um jogo de futebol onde eu orgulhosamente vestia a famosa t-shirt.
Ele já nem se deve lembrar disso, mas marcou-me para o resto da vida.
Não tenho dúvidas em dizer que, assim como os travesseiros, o Caprisone, os Sugos ou as chicletes Gorila, o Bollycao marcou a minha vida para sempre.
Na semana passada fui obrigado a regressar aos meus cozinhados… fabulosos.
Ao meu leque variado de pratos que vai desde o delicioso arroz branco com sardinhas enlatadas ao penne à bolonhesa.
Sem esquecer, claro, os tão famosos noodles com almôndegas e as batatas cozidas com peixe, já que cá o bacalhau é caro e raro.
Se eu tivesse que me auto classificar como cozinheiro eu diria que sou um excelente cozinheiro preguiçoso.
A minha imagem de marca é esquecer-me que tenho fome e só me lembrar quando já é tarde para fazer um prato mais desenvolvido e a respectiva digestão do mesmo, antes de ir dormir.
Por isso, toca a desenrascar com mais uma lata de atum e um pacote de noodles.
Esta coisa chamada noodles entrou na minha vida em Setembro passado.
Confesso que até vir para Londres nunca tinha cozinhado esta massa que mais não é do que o cruzamento da esparguete com os pennes, dando origem a uma espécie de aletria oca no meio.
Os frequentadores dos restaurantes chineses de certeza que já comeram e sabem do que estou a falar.
E esta coisa entrou na minha vida porque deve ser o prato mais simples de cozinhar no mundo.
Compra-se um pacote que custa entre 10 cêntimos (os de marca mais chunga) e um euro e meio, deitar o conteúdo para uma panela com água a ferver e esperar.
Há até embalagens próprias para apenas levarem água e irem directas ao micro-ondas.
Para acompanhar nada melhor do que uma lata de meatballs (almôndegas) feitas com a mesma carne das salsichas.
Os noodles têm várias variantes de acompanhamento: uma lata de atum, uma lata de sardinhas em tomate, uma lata de sardinhas em óleo, salsichas, legumes salteados (a versão vegetariana), bacon refogado, camarão cozido.
Estas são apenas as que já tentei.
Claro que não como noodles todos os dias.
Vou variando com arroz branco.
Com praticamente quase os mesmos acompanhamentos.
Mas como tenho um leque de acompanhamentos a rondar a dezena, que deverá ser multiplicada por dois (noodles e arroz branco), consigo estar quase todas as férias da cozinheira cá da casa sem me repetir.
E isto sem contar com as batatas cozidas com peixinho.
Como podem ver, sou um cozinheiro tão evoluído que nem sequer falei em batatas e ovos fritos, o prato favorito de todos os homens, porque é também o único que todos sabem fazer.
É que eu cá gosto de fazer comidas saudáveis e …variadas.
Olá, tudo bem?
Já devem estar fartos de vir a este blog e verem sempre o mesmo post como último.
O Chochas e a mala perdida até já metem nojo.
Eu compreendo e peço desculpas.
Nas duas últimas semanas andei ocupado a fazer de babysitter dos meus sobrinhos, que me vieram visitar.
Depois conto mais pormenores.
E como hoje é sexta-feira, não faz sentido regressar hoje.
Prometo que na segunda estarei de volta à rotina.
Por isso, bom fim de semana e aproveitem o sol de Portugal que eu prometo aproveitar as nuvens de Londres.
Raio de tempo...
Que faço eu aqui?
O Chochas combinou as coisas bem combinadas e no sábado em que o irmão estava de visita a Londres conseguiu que a namorada levasse para sair uma amiga.
Estava prometida uma noite de diversão para os quatro.
No entanto, um senão: a amiga da namorada do Chochas só chegava nesse sábado à noite.
Nada que ele depressa não resolvesse.
Ia directa do aeroporto para o restaurante e divertia-se… mesmo com a mala atrás.
A noite corria de feição e de facto todos se estavam a divertir.
O irmão do Chochas parecia, inclusivamente, estar a fazer progressos com a amiga francesa da namorada francesa do Chochas.
Nos momentos em que estavam sós, ele sem saber francês e muito pouco de inglês ia divertindo a amiga que nada sabia de português e pouco mais que ele sabia de inglês.
Há temas em que a língua pouca diferença faz.
Se ao Chochas não ocorreu que a amiga da namorada pudesse ficar rapidamente cansada, à sua namorada isso fazia todo o sentido.
E quando a amiga lhe disse que ia embora descansar, a namorada do Chochas preferiu deixá-lo com o irmão a divertirem.
Pouco sentido faria acabar à meia-noite com uma noite de diversão a dois irmão que já não se viam há meses.
E eles que divertidos já estavam, com a ajuda de uns copos de cerveja e demais.
Foram-se as duas para casa e ficaram os machos.
Ficaram que é como quem diz…
- Vamo-nos embora deste bar que aqui só mesmo já acompanhados.
- Então e para onde vamos?
- Ali para uma discoteca que eu conheço em Leicester Square. É só gajas boas.
- Bora lá, que estamos à espera.
Já estavam ambientados, e o irmão a adorar a sugestão do Chochas quando este recebe um telefonema.
Era a namorada: a amiga tinha-se esquecido da mala no bar onde os quatro tinham estado.
Depressa chama o irmão e vão os dois a correr ao bar de onde tinham saído.
Todas as roupas da amiga da namorada para os cinco dias de férias em Londres estavam em risco.
Mas para a própria surpresa deles a mala estava seguramente guardada por uma empregada de mesa que se apercebeu do esquecimento.
Pegaram na mala e levaram-na para a discoteca a correr.
Os planos continuavam de pé, e a diversão também.
E que longa foi a noite…
Tão longa que às duas da tarde de domingo, quando o telemóvel tocou, parecia que tocavam os sinos de uma igreja bem perto.
Chochas atendeu, e do outro lado a namorada.
- Então ainda dormias?
- Sim, a noite foi bem longa.
- Nem vale a pena perguntar se se divertiram.
- Claro que divertimos. Acho que o meu irmão nunca mais esquece esta noite.
- Também não quero pormenores. Quando é que podes vir cá a casa trazer a mala?
- Mala? Qual mala?
- Não brinques. A da minha amiga que foste buscar ao bar onde estivemos.
- Xiiiiiiiiii.
- Que foi?
- Acho que a perdemos…
Moral da história:
Quando resolverem perder uma mala façam-no num bar. Porque numa discoteca ninguém a guardará.
Ah, e já agora tentem não perder duas vezes a mesma mala, e na mesma noite.
Tenho um novo hobby.
Na verdade funciona mais como um desafio.
Fazer corar as mulheres.
No bom sentido, claro.
Há uns tempos atrás diria miúdas, mas agora essa classificação já soa mal e temo que terei de começar a dizer mulheres em vez de miúdas.
Voltando ao assunto, fazer corar uma mulher é algo que me dá prazer.
Adoro quando elas ficam com as maças do rosto coraditas em reacção a algo que eu digo.
Na maioria das vezes um elogio.
Dá-me uma sensação de poder que na maioria das vezes não tenho.
É como se a partir daquele momento sentisse que tenho o controlo do jogo.
Reconheço que sou um pouco tímido no primeiro contacto com um elemento do outro sexo.
E desde que descobri a técnica de fazer a mulher corar, que me sinto mais liberto.
Claro que fazer corar uma mulher pode ser conseguido de várias formas.
Uma delas é: “Tens uma coisa a sair-te do nariz”.
Obviamente não é com frases destas que eu faço as minhas tentativas.
Prefiro frases como:
“Já pensaste fazer rádio? Tens uma voz muita sensual.”
E tunga, está atingido o objectivo e a partir daquele momento até o número de telemóvel lhe posso pedir que não há problema.
O único problema é que como as mulheres são exigentes, depois de um elogio daqueles a fasquia fica ainda mais alta.
E com uma frase já fica difícil fazer corar a mesma mulher.
É preciso recorrer a flores, chocolates e outros presentes que mesmo não sendo caros já atingem as economias mensais.
São coisas a rever no futuro.
Para já vou treinando e fazendo evoluir a minha técnica.
Qualquer dia faço uma síntese das frases mais belas que já utilizei.
Mas também aceito sugestões.
Especialmente vossas, mulheres.
O que vos faz corar?
Eram cerca das 00:10 do passado sábado quando o Fidel, o gato cá da casa, faleceu vítima de ataque cardíaco.
Desde então que o ambiente anda pesado.
A dona, a espanhola, anda cabisbaixo, como seria de esperar.
O Fidel era um pouco obeso.
Mas segundo dizem eles, já fui muito mais gordo do que era actualmente, e depois de algumas dietas.
Apesar das melhoras, as mudanças de temperatura dos últimos dias parecem tê-lo afectado.
Sobretudo o muito calor do início de Julho.
Não fazia prever a sua morte, mas na verdade ele andava diferente.
Andava sonolento e mais preguiçoso que o costume.
Desde a minha infância que não me apegava tanto a um animal de estimação.
E por isso também eu fiquei afectado pela sua morte.
Para além de que perco mais uma personagem para o meu blog.
As conversas fictícias que tive com ele alimentaram este espaço e ajudaram-me a desenvolver a minha escrita de diálogos.
Facto curioso é que eu devo ter tirado as últimas fotos dele com vida.
Apenas dois dias antes, estávamos os dois confortavelmente no sofá quando eu achei chegada a altura de vos mostrar uma foto do Fidel.
Peguei no telemóvel e fui tentando.
Quis o destino que essas fotos fossem os últimos registos visuais dele.
Aqui ficam duas delas.
Fiquei tanto tempo com a vida a nu que acabei constipado…
(desculpem-me mas este trocadilho estava na minha cabeça desde que comecei a limpar o nariz frequentemente e a espirrar)
Escrevo este post sentado numa mesa do Macdonalds ao pé do meu trabalho.
Desde a semana passada que descobri que este local – ou esta mesa já que uso sempre a mesma – me traz inspiração.
E a verdade é que produzo muito mais.
Ajuda a internet à borla, já que tenho tido alguns problemas com a de casa.
Tem sido essa a razão para a ausência de novidades, aqui.
Reconheço que a falta de algum bom humor também.
Não quer dizer que ele esteja de volta.
Mas eu estou.
No fim-de-semana passado estive a rever alguns posts dos primeiros dias de vida deste blog.
Reparei que não recorria muito ao humor.
Falava de tudo um pouco, até de como arranjei um mapa de Londres.
Quando me lembro de como imaginava Londres antes de ter vindo para cá, parece tudo cómico.
Como qualquer estrangeiro sonhava um dia ver a rainha ao vivo.
Hoje que estou cá e sei dos problemas financeiros dela, só a quero longe, não vá ela ainda me pedir dinheiro emprestado.
Eles que vão mas é trabalhar, já dizia uma certa personagem dos Contemporâneos.
A única coisa que bateu certo foi o Big Ben.
Deve ter sido de o ter visto tantas vezes em fotografia.
Só que pensava que dava para ir lá acima.
Para quem pensa o mesmo tirem o cavalinho da chuva.
Aquilo é só ao longe…
Desejem-me as melhoras e se eu acabar por morrer com a gripe A fica desde já um beijinho para as meninas e um abraço para os meninos.
PS: Amanhã vou dar a notícia mais desagradável que este blog já deu, e não é a de que morreu o Michael Jackson.