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Quarta-feira, 29 de Outubro de 2008

Arte contemporânea ou enigmas... eis a questão! - 4 de 5

 

Antes de mais convém esclarecer que esta gravura não foi escrita em minha homenagem.

Quando cheguei à casa já constava na casa de banho.

E como no meu quarto morava um rapaz, presumo que tenha sido para ela.

Infelizmente, esta gravura também já não existe.

Há dias atrás encontrei-a colocada no meio do vidro do armário colocado mesmo por cima do lavatório.

Presumo, mais uma vez, que a intenção fosse que eu o lesse bem...

Talvez tenha feito algo que desagradou à Magda.

Mas juro que se fiz não foi de propósito.

No entanto, essa mesma localização fez com que o vapor dos banhos o "descolorasse".

E Magda lá entendeu retirá-lo, depois de ter ficado parecido com as gravuras de Foz Côa.

 

Do que gosto mais na gravura é da expressão "pra mim limpar".

Para além da forma reduzida da palavra "para" (reparem que isto não é escrita de messenger) o uso do "mim" em vez do "eu" revela inovação.

Recordem que há outras gravuras espalhadas pela casa.

E também com erros.

Assim, o coitado do meu antecessor não poderia duvidar de quem pintou a gravura.

 

Depois, reparem na subtileza dos exageros de Magda.

O "cheio" sublinhado para dar maior enfâse, como se de facto o banheiro estivesse cheio de cabelo que ela não pudesse entrar nele.

Depois, os lugares por onde há cabelos: chão, tapete e pia.

Acho que neste caso ela foi amiga do rapaz, porque na casa de banho há também um armário e até um vaso, de que falarei na próxima gravura.

De certeza que da maneira que ele deveria ser, até o vazo ficava cheio de cabelos...

Bem, já estou a imaginar que aqui deve ter morado o Tony Ramos.

Só pode... com tantos cabelos...

É que ela ainda por cima diz  "está ficando" e não "fica".

O que pressupõe que se ia acumulando...

 

Ela só pode dar graças pelo rapazinho limpinho que tem agora...

sinto-me:

publicado por Peter WouldDo às 23:17

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Terça-feira, 28 de Outubro de 2008

Porque eu sabia que os bons dias viriam...

Hoje, terça-feira, comecei no novíssimo emprego.

É que a vida é mesmo assim.

Numa altura andamos lixados para arranjar um trabalho, e quando nos aprecebemos temos dois.

Foi o meu caso. Tinha eu trabalhado alguns dias na EUK quando veio a resposta de uma entrevista que tinha feito há duas semanas atrás.

A mesma entrevista em que pediam para evar fato, e eu levei casaca de pele... castanha.

 

Hoje, entrei pela primeira vez nos armazéns Harrods... e para trabalhar.

Devo ser das poucas pessoas no mundo que na primeira vez que entrou naquele lugar fantástico o fez para trabalhar.

Mais uma vez não me livro dos armazéns.

É que também ali vou trabalhar nessa secção.

Mas acho que o chefe foi com a minha cara.

Primeiro, lembrava-se da minha entrevista (e sei que foram algumas) porque disse:

- Oh, You!

Segundo, porque de entre as funções possíveis da secção me deu a melhor.

Enquanto que outro que também começou hoje vai empacotar coisas compradas pela internet para serem enviadas, eu vou buscá-las.

Enquanto ele fica oito horas fechado na cave, eu vou ter a oportunidade de andar a recolher encomendas por todas as secções do Harrods, o que me permitirá conhecer aquele mundo fantástico e um monte de pessoas que lá trabalha.

 

Só no regresso a casa, sentado no Metro, me apercebi de como a minha vida mudou nos últimos meses.

Ainda há cerca de meio ano, estava eu deitado a ver televisão, sozinho num T3 em plena cidade de Mirandela, quando decidi que queria mudar de vida.

Resolvi que queria ir para Londres.

Hoje, estou a escrever este post, depois de um dia de trabalho no Harrods, sozinho apenas num quarto, em plena Londres.

 

O sonho está realizado...

sinto-me:

publicado por Peter WouldDo às 23:19

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Quarta-feira, 22 de Outubro de 2008

Custou, mas consegui...

Mentiria se não dissesse que já andava desanimado.

Três semanas depois de ter chegado a Londres ainda não tinha trabalho.

Tantas expectativas criadas, tantas facilidades relatadas e até constatadas...

Mas custava arranjar alguma coisa.

Hoje, quarta-feira dia 22, comecei a trabalhar e já fiz as primeiras quatro horas.

O meu lugar no avião da Ryanair do dia 03 com destino ao Porto vai ficar vazio...

E os 33,58 euros que gastei vão ao ar...

Na prática, vou fazer algo parecido ao que fazia em Rugby.

Mas é um trabalho muito mais leve, limpo e calmo...

Por outro lado, só há certeza que dure pelo menos até fim do ano, e vou ganhar o salário mínimo, que são 5,73 libras por hora, antes de descontos. 

 

Como o horário é das 8 às 16, vou procurar um part-time para o final da tarde.

Juntar uns trocos para fazer um curso ou dois.

Mas antes disso já estou a pensar como posso melhorar o meu Cv até Janeiro, para depois me safar de outra maneira.

Projectos, pelo menos, não faltam.

O "Plano B" volta à gaveta.

Pelo menos durante algumas semanas...

 

Para terminar, e terem maior consciência de como as coisas estão díficeis cá, deixo-vos alguns números que recolhi durante os últimos dias da imprensa:

 

  • As vendas imobiliárias estão ao nível mais baixo desde que há registos. Ou seja, há 30 anos.
  • O desemprego atingiu, esta semana, o nível mais alto dos últimos 10 anos no RU.
  • Nos últimos três meses, 164 mil pessoas ficaram sem emprego no RU.
  • Um milhão e 790 mil pessoas estão desempregadas no RU.
  • No próximo ano, as previsões apontam para os 2 milhões e 250 mil desempregados.
  • Em Londres, e nos últimos três meses, o número de desempregados subiu em 39 mil.
  • São actualmente 304 mil os desempregados existentes na capital.

 

sinto-me:

publicado por Peter WouldDo às 17:53

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Terça-feira, 21 de Outubro de 2008

Depois do menu, o mistério das pêras

De facto, sempre me interessei por alguns pormenores.

Por vezes coisas que pouca gente tinha reparado até ao momento.

A últimas delas não tem a ver com pernas de frango mas com fruta.

 

No sábado fui comprar fruta, que é parte essencial da minha alimentação.

Para além de maças e banaras, comprei quatro pêras.

No domingo fui ao supermercado comprar o restante para a minha alimentação.

Entre a mercearia comprei uma lata de... pêras em calda.

 

A minha admiração pelos teóricos que dizem que 2 + 2 não é 4 sempre foi grande.

Mas incompreendida.

No domingo isso alterou-se.

 

Ao final da noite resolvi comer as pêras em calda, e no interior da lata de estavam oito metades.

Ou seja, quatro pêras no total.

Achei engraçada a coincidência com a compra das quatro pêras inteiras no sábado e resolvi dar uma olhada nos recibos.

Como ando a registar os meus gastos, para saber o total por semana, tinha-os guardado.

As pêras inteiras tinham-me custado 87 pences.

A lata de pêras em calda... 37.

 

Ou seja, para além de virem dentro de uma lata que custa dinheiro, de estarem já prontinhas a comer e terem ainda uma calda que aproveitada e adicionada a água dá sumo, as pêras em calda custaram menos de metade das inteiras.

 

Ora digam-me lá se neste caso as contas simples não são difíceis de perceber?

 

sinto-me:
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publicado por Peter WouldDo às 22:18

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Segunda-feira, 20 de Outubro de 2008

Arte contemporânea ou enigmas... eis a questão! - 3 de 5

AVISO: ESTE POST PODE CAUSAR DORES DE CABEÇA

 

A mim, pelo menos, causou...

Só uma semana depois de instalado cá em casa é que decifrei o próximo aviso.

Até lá, sempre que me cruzava com ele na cozinha fazia de conta que não o via.

Para não ter de o tentar decifrar.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Como ás vezes gosto de ser mauzinho, não o vou explicar.

Fico à espera das vossas sugestões...

 

Boa Sorte!

sinto-me:

publicado por Peter WouldDo às 22:14

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Domingo, 19 de Outubro de 2008

O mistério do Menu 8

Os ingleses são malucos por galinha.

Podia ter escrito pito, mas não quiz usar linguagem foleira...

Há um restaurante de fast-food que vende galinha frita em quase todas as esquinas de Londres.

No Sábado não resisti, e foi a um aqui ao pé de casa que está sempre cheio de clientes.

Meti-me na fila e lá fui olhando para os menus...

Observando melhor, apercebi-me que quase toda a gente pedia o mesmo menu.

O 8!

Uma bebida de lata, uma pacote (tipo Mac) de batatas fritas, um peito de frango frito e... três coxas.

Tudo por 3,29 libras, qualquer coisa como 4,24 euros.

Nada mal, achei...

Mas pelo caminho a casa pus-me a pensar:

- "Bem, se a maioria das pessoas pedir o menu 8, que tem um peito e duas coxas, como raio fazem eles?? terão as galinhas deles três coxas cada??"

A dúvida não largou o meu pensamento o resto da tarde.

Para mim, há algum mistério do Menu 8.

A explicação mais simples é dizer que eles simplesmente compram mais coxas que peitos, e que a proporcionalidade nas vendas não tem nada a ver com as compras...

 

Mas, mesmo assim, eu acho que aquele Menu 8 ou está a desestabilizar o mercado das galinhas, ou há algum mistério por detrás... tipo as galinhas deles terem três coxas...

sinto-me:

publicado por Peter WouldDo às 22:00

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Sábado, 18 de Outubro de 2008

Arte contemporânea ou Enigmas... eis a questão! - 2 de 5

Devo um pedido de desculpas aos meus leitores por não ter produzido nada no blog, nos últimos dias.

Só peço desculpas porque temas não faltam.

Mas a internet não anda boa cá em casa, o que até já produziu um discussão... mas sobre ess assunto escrevo numa próxima.

 

Neste post voltamos aos avisos cá da casa. Ao segundo de cinco.

Se tinha dúvidas se estes avisos eram arte contemporânea ou enigmas, a resposta está neste: SÃO ENIGMAS.

 

Boa sorte a quem o decifrar...

 

Se este aviso não existisse, a gente saberia que depois de utilizar um electrodoméstico deve desligar a tomada.

Mas, depois de lermos este aviso ficamos com a dúvida sobre o que devemos fazer.

Depois de desligar o electrodoméstico devemos ligar a tomada???

Mas isso é o oposto do que era suposto fazer.

 

 

O melhor é mesmo não utilizar o electrodoméstico...

 

PS: reparem que electrodoméstico está escrito na forma brasileira, sem o "C" antes do "tro" .

sinto-me:

publicado por Peter WouldDo às 14:26

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Segunda-feira, 13 de Outubro de 2008

Notting Hill pode ser um problema

 

Hoje [segunda-feira] tinha uma entrevista marcada para o café de um clube de ténis, em plena zona de Notting Hill, uma das mais ricas de Londres.

Lá tive eu de me aperaltar.

Banhinho, roupa nova, perfuminho, gelinho no cabelo e um sorriso de orelha a orelha.

Foi uma entrevista rápida a rondar os 20 minutos, mas apaixonei-me três vezes, e uma delas pela gerente que me fez a entrevista.

Na quinta-feira, ao que tudo indica, farei algumas horas de experiência.

Mas acho que não vou conseguir superar esse calvário.

Se em 20 minutos me apaixonei três vezes, não sei o que poderá acontecer em três horas, por exemplo.

Só por isso.

Queria aproveitar a oportunidade para pedir ao “destino” para que não seja este o meu futuro trabalho em Londres.

O sofrimento seria imenso e não sei se estarei preparado.

Já agora, a gerente chama-se Gigi, é loira, tem olhos azuis e outras qualidades que não vou estar aqui a enumerar.

Mas mesmo as simples praticantes amadoras de ténis não se fazem rogar no que à beleza diz respeito.

Já de saída do clube deparei-me com quatro Porsches estacionados à entrada.

Bem, acho que sempre irei fazer a experiência.

Mas só porque há lá uma mesa de ping-pong e eu já não pratico há muito.

Ou há alguém que pense que há outros motivos??

 

sinto-me:

publicado por Peter WouldDo às 17:54

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Sábado, 11 de Outubro de 2008

Arte contemporânea ou enigmas… eis a questão! - 1 de 5

Está a fazer duas semanas que me mudei para a actual casa, ou quarto, como quiserem.

Na prática é o sexto quarto onde durmo na Inglaterra.

Como cá estou há cerca de quatro meses, dá uma média superior a um quarto por mês.

Mas a casa onde estou agora é especial.

Não só a companhia: vivo agora com três brasileiras, quando antes vivi quase sempre com gajos.

Mas sobretudo a arte que há cá em casa.

É arte contemporânea, sem dúvida, que reúne a cor e a língua portuguesa numa combinação perfeita.

O primeiro de cinco exemplos é a imagem seguinte:

 

 

Este desenho artístico está colocado na janela, mesmo or cima do lava-louça.

Gostaria de chamar a atenção para o pormenor das palavras da esquerda estarem reforçadas.

Isto foi o resultado de um retoque efectuado pela mesma artista (Magda) poucos dias depois de ter chegado.

Não sei se fiz algo que não devia, ou se foi apenas para apreciar a sua arte…

 

Quem observar com mais atenção vai encontrar os dois pontos de exclamação depois de “na hora”.

Isto serve para reforçar que é mesmo na hora e não daqui a um bocado.

Para lava-louça Magda encontrou substituição na palavra pia.

Uma espécie de eufemismo relacionado com a expressão “faz e não pies”.

Ou seja, Magda até tentou nem ser muito bruta na sua arte.

A última chamada de atenção é para a expressão “pano do prato”.

Não fiques a pensar que o prato é o dono do pano.

Ambos são da Magda.

Mas ela assim faz arte…

 

TO BE CONTINUED…

sinto-me:

publicado por Peter WouldDo às 16:32

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Terça-feira, 7 de Outubro de 2008

Amanhã é outro dia

Hoje, antes de sair de casa, fiquei melancólico.

Com um vazio bem grande cá dentro.

Ao contrário de outras vezes, desta vez sei o motivo. E não sou o único.

Apaguei todas as músicas mais animadas do meu mp3, coloquei Keane e outras músicas para pensar, e saí de casa.

Três currículos entregues em bares ou cafés e depois pus-me a passear em Oxford Street, uma das ruas mais comerciais e movimentadas de Londres.

Mas caminhava de uma forma diferente do que vinha fazendo até então.

Caminhava e olhava para as pessoas. Para os rostos.

Já não olhava para as portas e vitrinas das lojas com o intuito de encontrar um papel a dizer “Staff Wanted”.

Olhava para os rostos na busca de alguém com um vazio maior que o meu.

E acredita, não encontrei.

Só via sorrisos.

Quer dizer, havia loiros e morenas, altos e baixos, feios e bonitas, cheirosos e sem odor, convencidas, confiantes e tímidos.

Mas com sorrisos no rosto, ou pelo menos a ausência de tristeza.

Senti-me uma das pessoas mais tristes de Londres.

Porque também há dias assim.

E se não houvesse maus dias, os bons deixariam de o ser…

sinto-me:
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publicado por Peter WouldDo às 20:15

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Uma sandes simples, se faz favor!

Quanto mais evoluída uma sociedade é, mais complicada fica.

E a inglesa é um bom exemplo, não tendo eu vivido noutra mais evoluída que esta.

Então na comida o caso fica ainda mais extremo.

São as sandes de atum amigas dos golfinhos…

São as comidas macrobióticas.

É o açúcar light.

Os avisos nas embalagens informando que o conteúdo pode ser comido por um vegetariano.

And so on…

 

Bem, isto torna-se complicado ao nível da logística.

Imaginem uma prateleira de sandes com cerca de 50 metros num supermercado.

Tem as sandes de atum amigas dos golfinhos e as não amigas.

As de ovo que derivam de galinhas que comem milho biológico, outras de galinhas que comem milho geneticamente modificado e com ovos de galinhas portuguesas pica no chão.

Claro que também lá não faltam as sandes de presunto de porco limpo e as de porco sujo.

Os preços das mesmas são também muito variados.

E chegam a ser ridículos.

Por exemplo, as sandes de atum amigas dos golfinhos custam uma loucura [não me lembro do preço exacto, eh eh]

Já para não falar das sandes de ovo de galinhas pica no chão…

 

Mas o que me intriga mais é que as pessoas acreditam mesmo que as redes que pescaram os atuns que estão dentro das sandes que vão comer não mataram nenhum golfinho…

Espertos são os gajos que fabricam as sandes por se lembrarem dessa.

Aliás, eu acredito que a empresa que as fabrica já deve ter criado um departamento só para inventar mais tipos de sandes.

Aqui fica a minha sugestão: Sandes de carne de vaca que não se peida.

Sabiam que as vacas são das maiores responsáveis pela destruição da camada de ozono?

Ah pois é.

Num dia, os peidos de uma vaca podem produzir 350 litros de metano.

E pelo que dizem os entendidos, isso parece ser mau.

Não acreditam, vejam o vídeo seguinte:

 

O video também pode ser visto aqui.

sinto-me:

publicado por Peter WouldDo às 10:39

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Domingo, 5 de Outubro de 2008

Os perigos da roupa, numa cidade como Londres

Como estava muito vento, hoje resolvi sair à rua com um dos dois lenços palestinos que comprei em Barcelona.

Bem, na verdade comprei mais de 10, na ilusão de fazer negócio em Portugal, mas descobri que os marroquinos já os vendiam a preços baixos…

Ganharam os meus sobrinhos…

 

Ia eu já a mais de 200 metros de casa quando me lembrei que estava a morar num bairro judeu.

Mesmo assim resolvi continuar a caminhada, sem que nada me tenha acontecido.

Bem, cheguei a ter uma luz vermelha no meio da testa, no que deveria ter ser uma mira telescópica de sniper, mas não chegaram a disparar.

Se calhar foi porque não levava a mochila com que costumo andar.

É que ela é perfeita para carregar bombas.

Sendo assim, acho que vou mesmo comprar um boné das SS que vi há dias numa loja aqui em Londres.

E no verão sempre vou tatuar uma cruz suástica no braço, para andar de t-shirt.

Um desejo meu antigo, desde que estudei a II Guerra Mundial no ciclo.

 

 

Mas descansem que não vou deixar crescer um bocado de bigode debaixo do nariz.

Isso é gay.

 


publicado por Peter WouldDo às 23:27

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Sábado, 4 de Outubro de 2008

A máfia da casa de banho

Que há tráfico de órgãos humanos já eu sabia.

De pessoas, então é de conhecimento comum.

Drogas já nem se fala.

Agora tráfico de vez para ir à casa de banho!

Uma máfia na minha própria casa!

Vai haver problemas.

 

Hoje, sábado, tinha uma entrevista de emprego marcada para uma casa de sandes.

Acordei já não muito cedo [consegui não dizer que acordei tarde] e quando ia para dar um duche, a casa de banho estava ocupada por uma das três brasileiras com quem vivo.

Mas a maior admiração foi que passados alguns minutos ouvi as portas da casa de banho e de um quarto a fechar.

Pensei: Já deve estar livre.

Qual quê!? Tinha entrado a segunda.

Mais alguns minutos e, comigo já mais atento, ouço uma delas a chamar baixinho pela terceira: 

“Podgi virr, já istou saindo!”

O quê? As brasucas formaram uma máfia para me passar a perna!

Conclusão: cheguei atrasado à entrevista.

Claro que a culpa não foi delas.

Eu é que devia ter acordado um bocado mais cedo.

Mas que vou ficar atento à máfia vou…

sinto-me:

publicado por Peter WouldDo às 23:58

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Sexta-feira, 3 de Outubro de 2008

Em Londres sê rápido

FOSCASSE QUE AQUI UM GAJO PRECISA MESMO DE SER RÁPIDO!

[O meu pensamento depois de desligar o telemovel do segundo anúncio de emprego que respondia]

 

Para quem ainda não conhecia, o site Gumtree é talvez o melhor companheiro para quem se muda para Londres. (Mas há outras cidades...)

Tem quartos para alugar, empregos, mensagens sociais, coisas para vender e até de coisas para oferecer...

Tem tudo.

Na parte de emprego, o site está dividido por áreas.

E posso dizer, a título de exemplo, que na área de amas e babysitters surjem por dia cerca de 40 novos empregos. (sim, estive a contá-los)

Mas, outras das características deste site é que é muito conhecido.

E quando digo conhecido falo de muitos milhares de visitas diárias.

E de desempregados, como eu.

Consequência, ou andamos da perna para ligar para um emprego, ou o lugar já está ocupado...

 

Em questões de emprego, telefonar para um anúncio do dia anterior... esqueçam.

Podem ter a sorte de ainda não estar ocupado, mas desconfiem do porquê.

Mas o mais engraçado que já me aconteceu, precisamente hoje, foi ligar à tarde para dois anúncios que tinham sido colocados de manhã e já estarem os dois preenchidos.

 

Mais uma vez: Foscasse que um gajo tem de andar da perna.

sinto-me:

publicado por Peter WouldDo às 23:51

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Quinta-feira, 2 de Outubro de 2008

A mania da não discriminação

ATENÇÃO, ESTE POST PODE CONTER COMENTÁRIOS RACISTAS

 

Se há algo que este país busca é a perfeição.

E como esse estádio é difícil de atingir, a coisa resulta quase sempre mal.

A tentativa de perfeição que mais me tem irritado desde que cheguei a Londres é a mania da não discriminação de raças.

Não há Aplication Form (para concorrer a empregos) que não tenha uma parte onde perguntam a raça, e com um aviso ao lado dizendo que aquela empresa cumpre as regras de não discriminação.

Na prática, essas regras baseiam-se em cotas para africanos, asiáticos e sul americanos.

Como os serviços públicos são 100 por cento cumpridores, a coisa resulta ainda pior.

 

Hoje à tarde fui inscrever-me na biblioteca local.

A intenção era imprimir (mais barato) uns CVs.

Ordem dada no compuatdor, faltava pagar para levantar.

E aí é que surgiu o problema.

Depois de desesperar enquanto era atendida uma criança, fui atendido por uma senhora africana, que só trabalhava com a mão direita, e nunca se levantou da cadeira, mesmo quando foi necessário.

Pelo menos a esquerda não se chegou perto do teclado, ou do que quer que fosse.

Sem exagero, 10 minutos só para receber as cópias... isto depois de outros 10 atrás da menina que queria levantar um jogo.

 

LIÇÃO: as cotas para outras raças são normalmente preenchidas pelos lugares de porteiro e limpezas.

Como naquela biblioteca esses lugares não terão chegado para preencher as cotas, tiveram de dar um lugar de atendimento ao público a alguém de outra raça.

Como no concurso para aquela posição apenas terá concorrido aquela senhora, lá acabou por ficar com o lugar... sem ter jeito nenhum para atender pessoas.

Claro que isto são só suposições... porque a senhora até podia estar com problemas no braço esquerdo... e no rabo... e no cérebro!

sinto-me:

publicado por Peter WouldDo às 22:34

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Quarta-feira, 1 de Outubro de 2008

Fui ver os tripeiros antes do 4-0

Na terça à noite resolvi sair de casa para ver o ambiente à volta do Arsenal-Porto.

Uma viagem de bus e depois de Metro e estava eu no meio da confusão...

Logo aí deu para sentir uma diferença em relação, por exemplo, à multidão em que estive no domingo, em Picadilly Circus, mesmo na parte central de Londres.

A grande maioria dos adeptos do Arsenal fala... inglês, em oposição à maioria das pessoas com quem nos cruzamos numa tarde de domingo no centro de Londres.

E mesmo à semana, se a maioria fala inglês, na verdade de certeza que a maioria não é inglesa.

Mas deixemo-nos de maiorias e vamos aos tripeiros.

Logo no caminho para o Emirates Stadium ofereceram-me um bilhete para o jogo: 70 libras (88 euros).

Recusei mas depois de pensar por dois segundos, reconheço.

Segui caminho e andei à volta do estádio para encontrar os homens vestidos de azul e branco.

Mais à frente lá estavam. Ao pensamento veio-me a curiosidade de saber se eram adeptos que mostrariam ter posses para de facto gastar numa viagem e bilhete.

Mas logo um "fuago, bamos lá carago" deu-me a resposta.

A melhor foto que consegui foi esta.

Dá para ver pelo menos um dragão de azul e branco...

Só tenho pena de não ter visto a cara deste homens e mulheres depois do jogo, a que assisti num bar nas imediações do estádio.

 

No entanto, antes de lá chegar ainda recebi a oferta de outro bilhete: 50 libras (63 euros).

E desta vez só a ausência de notas na minha carteira me safou de ver os quatro golos do Arsenal.

Fica para a próxima...

Mais à frente vi... eu já conto e mostro o que vi noutro post.

sinto-me:

publicado por Peter WouldDo às 23:27

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Palhaço reformado a pedir esmolas...

Na verdade, acho que mesmo quando estive com a maior das bebedeiras nunca imaginei um palhaço reformado a pedir esmolas...

Mesmo quando fumei umas coisas mais esquisitas na Holanda isso me passou pela cabeça.

Mas também não será a última vez que a Inglaterra me surpreende, depois do vendedor de burrifadelas de perfume na casa de banho.

A ida ao Emirates Stadium fica mesmo na memória pelo homem vestido de palhaço.

Sei que estava na reforma, porque na verdade dava para ler na lata dos trocos algo como Associação dos Palhaços Reformados.

E para que o momento ficasse para a posterioridade, tirei esta foto que, humildade à parte, está EXPECTACULAR.

Ora digam que não...


 

PS: Quase que me esquecia... sempre que alguém metia uma moeda na lata, o palhaço abanava o espanador que tem na mão no nariz do oferente...

Que palhaço...

sinto-me:

publicado por Peter WouldDo às 22:46

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