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Sexta-feira, 30 de Janeiro de 2009

Mais uma que está no meu velhinho mp3 player

 

 

Johnathan Rice - The Acrobat

 

Já agora,

quem quiser esta ou outra música das que tenho postado

é só mandar-me um email para:

babuinopensador@sapo.pt

 

Não me importo de ter uma secção de discos pedidos...

Faz-me lembrar um amigo meu chamado Tózé.

Bem engraçado que ele é...

sinto-me:

publicado por Peter WouldDo às 00:05

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Quinta-feira, 29 de Janeiro de 2009

A janela indiscreta

O meu quarto novo tem uma janela para o exterior.

E essa janela fez-me muito feliz no primeiro sábado no quarto.

Acordei e tinha o sol a bater-me na cara.

Há quase um ano que isso não acontecia.

Foi um momento bem simpático.

 

Mas a mesma janela tem inconvenientes...

Alguns dias depois do episódio do sol (nunca mais houve sol em Londres desde esse dia) cometi uma pequena loucura.

Posei semi-nu para dezenas de pessoas.

Passo a explicar.

Menos de 20 metros de distância separam o meu quarto de dezenas de olhares de cinco em cinco minutos.

A janela tem vista para a Picadilly Line do metro de Londres.

Eu estava a vestir-me, depois de um duche, com a cortina aberta e posei inconscientemente.

E posso dizer que ainda tive sorte, porque algumas vezes o metro pára mesmo em frente à minha janela para esperar que o anterior saia da estação que fica perto.

Agora imaginem o que seria de repente virar-me e deparar-me com duas carruagens cheias de pessoas a olhar para mim…

 

Mas, tenho de admitir que até gostei da experiência.

E acho que vou fazer disso um passatempo.

Convêm dizer que esta é a linha que traz passageiros do aeroporto de Heathrow.

Já estou a imaginar eles a chegarem pela primeira vez à cidade e a pensarem:

“Será que aqui é toda a gente assim?”

Pelo “assim” refiro-me apenas à nudez e não ao tamanho de nada…

Quem sabe não me torno em mais uma atracção desta cidade.

Claro que a TFL (empresa que gere os transportes) me teria de pagar uma pequena comissão pelos bilhetes vendidos a mais.

Por outro lado, teria de remover as mulheres condutoras de comboios, para evitar acidentes.

Bem, pelo menos projectos de emprego para o futuro não me faltam…

 

 

PS: Inspirei-me na janela da Liz para falar da minha.

sinto-me:

publicado por Peter WouldDo às 00:14

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Quarta-feira, 28 de Janeiro de 2009

Casa nova, estórias novas

 

Falei pouco sobre a casa nova, e já cá estou faz hoje duas semanas

Somos seis a viver nela. Quatro portugueses e dois espanhóis.

E o problema de se viver com portugueses (se bem que morava com uma brasileira) é que eles podem a qualquer momento descobrir a existência deste blog e lê-lo.

Sobretudo porque são bem maiores utilizadores de internet que a Magda.

Aliás, aproveito para dizer Olá aos três portugueses que vivem agora comigo, para o dia em que descobrirem este blog.

Mas, claro que as estórias engraçadas serão aqui contadas, e sem censura.

E até acho que já encontrei uma nova personagem para algumas das estórias:

O Fidel.

Pode dizer-se que ele é o elemento aglutinador da casa.

Para além no nome, nada tem de ditador.

À excepção de que não gosta que ninguém se sente na sua manta peluda, colocada sobre o sofá.

Este espanhol tem uma personalidade forte, e gosta de fazer valer as suas vontades.

Mas quando a S (a outra espanhola) não está em casa ele porta-se bem.

Quando ela está em casa, o Fidel fica mais arrogante.

Acho que é dos mimos que ela lhe dá.

Convém dizer que há mais que afecto entre eles.

Pode mesmo chamar-se amor ao que os une.

E pelo que conheci até hoje do Fidel, ele seria um bom substituto para a Magda, como personagem das minhas estórias.

Até porque têm comportamentos idênticos em certas situações.

Embora o Fidel não me deixe recados escritos, já me mostrou que não gosta que mexe na sua manta.

Só tenho pena que ele não consiga ler os posts do meu blog.

Não por ser espanhol, mas por não saber utilizar um computador.

Falarei em breve mais dele.

 

 

Ah, quase que me esquecia, o Fidel é um gato.

sinto-me:
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publicado por Peter WouldDo às 00:02

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Terça-feira, 27 de Janeiro de 2009

Sorry, mas hoje não estou com vontade de escrever nada

Já tenho uma cambada de posts começados mas não acabados.

Mas nem um deles me apeteceu terminar.

Simplesmente não estou com disposição.

E para não quebrar a média de um post por dia vim cá escrever esta coisa híbrida entre um post e um tapa buracos.

Espero que não gostem.

Caso contrário, o que escrevo quando tenho vontade deixa de fazer sentido.

Ainda pensei em escrever uma estória do gênero da estória para pensar, que escrevi em Julho, mas ainda me voltavam a chamar maluco.

Por isso, escrevo só isto.

Acho que já chega.

 

Ah, é verdade, fico por cá mais dois meses, pelo menos.

Prolongaram-me o contrato até fim de Fevereiro.

Disseram-me que foi porque precisaria de dinheiro para comprar uma prenda para o dia 14.

Respondi-lhes que não tinha namorada.

Quase que voltavam atrás não fosse dizer-lhes que estava a brincar.

Agora vou comprar uma prenda mas não tenho a quem a dar.

Há candidatas?

Dizem que sou bom rapaz... (a minha mãe, pelo menos)

sinto-me:

publicado por Peter WouldDo às 00:38

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Segunda-feira, 26 de Janeiro de 2009

Hoje é o último dia da tua vida! Que farás?

Põe esta música a tocar.

 

 

 

Agora pensa no que farias se um dia acordasses e ficasses a saber que esse seria o último dia da tua vida.

Algo que nunca tenhas feito e sempre desejaste fazer?

Ou que já fizeste e gostavas de repetir?

Farias de forma diferente algo de que te arrependeste de fazer?

Tentavas corrigir alguma coisa?

Ou ganhavas coragem e levavas-la/o ao teu lugar secreto?

 

Eu perderia pelo menos quatro minutos e 17 segundos a ouvir esta bela música...

sinto-me:

publicado por Peter WouldDo às 00:10

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Sábado, 24 de Janeiro de 2009

Música da semana - Seabird


publicado por Peter WouldDo às 00:02

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Sexta-feira, 23 de Janeiro de 2009

Fiquem a conhecer o Mundo Harrods

 

O mundo Harrods cada vez me fascina mais.

Há dias em que parece que entro noutro planeta quando faço o check-in para começar a laborar.

São tantas as diferenças para o mundo real de cá de fora, que aquilo parece um conto de fadas. Só com fadas...

Passo a explicar as diferenças:

 

Quando andamos numa escada rolante do metro de Londres, por exemplo, se colocámos a mão no corrimão podemos no mínimo sujá-las e no máximo apanhar uma doença mortal.

No Harrods se colocamos as mãos num corrimão de uma escada rolante ficamos com elas cheias de creme, o que pode ser útil quando nos esquecemos de fazer em casa.

 

As mesmas escadas rolantes do metro de Londres têm umas escovas junto ao chão para evitar que as pessoas fiquem presas.

Já no Harrods, essas escovas servem para engraxar os sapatos.

 

Qualquer pessoa sabe que o ser humano liberta, por vezes, gazes pouco amigos do olfacto.

Mas, no Harrods, esses gazes são no mínimo Gucci by Gucci até a um bom Prada ou Jean Paul Gaultier, nos caso das senhoras.

 

Cá fora, no mundo real, 90 por cento das pessoas que andam com sacos e bolsa pendurados no braço são mulheres.

No Harrods, os 90 por cento são atribuídos a homens.

 

Por isso, sempre que entro no “tasco” sigo uma rotina:

Ando dez minutos de escadas rolantes para hidratar a pela das mãos e engraxar os sapatos.

E depois passo pela casa de banho das senhoras para me perfumar, já com um saco plástico, com o lanche dentro, colocado no braço.

Há que ser romano em Roma.

sinto-me:
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publicado por Peter WouldDo às 00:00

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Quinta-feira, 22 de Janeiro de 2009

Verbo Googlar

 

 

Ontem, numa conversa online, senti necessidade de dizer que tinha pesquisado algo na internet, mas de forma mais simples.

E a primeira coisa que me veio à cabeça foi “googlei”.

E o verbo “googlar” pelos vistos já aparece como neologismo no português.

E quando queria ser o primeiro a conjugar o verbo googlar no Pretérito Perfeito, descobri que o contrafacção já o tinha feito.

Mesmo assim, e ao contrário do que ele pensa, considero de uma grande utilidade este verbo.

E vou mostrar-lhe que é possível fazer conversa com ele:

 

Queria saber mais sobre ti, por isso googlei-te.

Porque me googlaste?

Não fui eu, mas ele que te googlou!

Bem, só te falta dizer que fomos nós que googlamos.

Não não, porque já te disse que não fiz nada. Por isso vós é que googlastes.

És sempre o mesmo a atribuir culpas: eles isto, eles aquilo, eles é que googlaram o pessoal. Vê se cresces…

 

 

Curiosidades:

Este blog foi, a 22 de Janeiro de 2009, o segundo em todo o mundo a conjugar em português o verbo googlar no pretérito perfeito.

E o primeiro a mostrar quão útil ele pode ser. 

 

sinto-me:

publicado por Peter WouldDo às 00:21

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Quarta-feira, 21 de Janeiro de 2009

Os dois lados de ser o escolhido

  

Ontem chegou uma chamada telefónica ao departamento onde trabalho pedindo para que uma encomenda fosse levada da recepção ao gabinete do Al-fayed (pai do gajo que morreu com a Diana), e dono do tasco.

De seguida vi o chefe que recebeu a chamada a levantar a cabeça à procura de alguém para enviar.

E escolheu-me a mim.

Quando me disse o que tinha de fazer até senti algum orgulho por ter sido o escolhido.

Pelo meio das explicações, revelou-me que a encomenda tinha de passar primeiro por uma máquina de raio-x, na segurança.

Lá segui caminho.

Durante o percurso pus-me a pensar e cheguei à conclusão de que a honra não tinha sido assim tão grande.

Pelo contrário: eu estava a correr perigo de vida, no caso de dentro da encomenda estar uma bomba.

Mas o que terá levado o chefe a escolher-me a mim? Qual terá sido o critério?”, questionava-me.

 

A primeira coisa que me veio à cabeça foi o facto de eu não ter filhos, ao contrário de quase todos os outros colegas:

Aquele tuga ali ainda não tem descendentes por isso não faz falta nenhuma. Huuum, mas ainda pode vir a ter ao contrário dos velhos…

Irrra, que se foram feios como ele…

É mesmo esse que escolho”, deve ter ele pensado.

 

Outra hipótese plausível é a minha simples insignificância:

Vou escolher aquele ali que se morrer não faz cá falta”, pode também ter passado pela cabeça dele.

 

Nos dias que correm, a religião também não é de pôr de lado:

Ora bem… os hindus não porque a Índia já foi uma ex-colónia nossa.

Islamitas nem pensar porque a haver bomba na encomenda foi colocada por eles e depois a vingança ainda seria maior.

Fico com os judeus e os palestinianos…

Palestinianos não, porque com os bombardeamento cada vez há menos.

Judeus também não, porque o Tony Blair está em Israel e ainda lhe faziam mal…

Não tenho outra escolha…

Espera lá, está ali aquele cristão a olhar e que ainda por cima é do país do Cristiano Ronaldo. Que se lixe o gajo.

 

A orientação sexual também não pode ser excluída:

Ora… mulheres não porque fazem cá falta.

Os velhotes não fazem concorrência.

Os islamitas é que era de arrumar com eles porque podem casar com quatro mulheres… mas por outro lado no paraíso teriam mil virgens…

Olha-me aquele macho latino ali escondido. Já te fo…es

 

A verdade é que a encomenda não tinha bomba nenhuma.

Mesmo assim não me livrei de uma salva de palmas ao entrar no departamento.

Como um herói que acaba de sobreviver a uma rajada de tiros.

Bem, o chefe também pode ter pensado que eu seria o único a conseguir sobreviver a uma forte explosão…

 

Peter, wake up. Your break is finish”, disse-me um colega.

Tinha adormecido durante a minha meia hora de descanso e a sandes de fiambre e a banana tinham ficado por comer.

 

sinto-me:

publicado por Peter WouldDo às 00:18

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Terça-feira, 20 de Janeiro de 2009

Um pequeno pulo e talvez o início de algo

 

 

Hoje foi um dia muito especial para mim

Mas, para que percebam porquê, vou começar pelo início.

Um dia qualquer de Abril de 2008 apercebi-me que não estava contente com a vida que tinha.

E resolvi mudar.

Era na altura jornalista de um jornal local de Mirandela.

Um emprego que talvez alguns dos recém-licenciados em jornalismo e comunicação não se importavam de ter.

Olhei para dentro de mim e para as minhas paixões e perguntei-me o que queria fazer.

O cinema surgiu em primeiro lugar.

A essa paixão juntei a minha pouco modesta fantasia de que sou bom contador e criador de estórias.

O resultado foi a necessidade de procurar mais formação em guionismo.

O local óbvio para procurar essa formação seria Londres, já que os Estados Unidos eram financeiramente insuportáveis.

Um emprego garantido numa pequena cidade de Inglaterra (mais uma vez pequena, depois de ter feito Erasmus numa pequena cidade da Holanda, e ter trabalhado em Bragança e Mirandela) e lá segui eu com o objectivo de passados alguns meses me mudar para a capital.

Foi o que aconteceu no final de Setembro.

Surgiram depois os problemas em conseguir uma fonte de rendimento em Londres, que lá acabou por aparecer no Harrods.

Procurada a estabilidade mínima financeira, conseguida apenas em Dezembro, era altura de começar a procurar essa tal formação.

Foi o que se passou ontem à noite, com a participação num workshop de guionismo.

E que bem que correu.

No meu pensamento fiz até um paralelismo com o que vai acontecer hoje (terça dia 20) nos Estados Unidos: a tomada de posse de Obama.

Assim como os americanos têm esperança depositada nos dias que se seguem a essa tomada de posse, também eu tenho uma grande esperança que a pequena formação de ontem seja o primeiro passo para a minha entrada na indústria audiovisual.

As figas estão feitas.

E para me auto motivar tenho uma frase do tutor do workshop de ontem: és o primeiro português que participa comigo nestes workshops (embora haja outros tutores)

Esses workshops são realizados pela Euroscript desde os finais dos anos 80.

Uma invenção genial, devo dizer, para que os guionistas e aspirantes possam ver o seu trabalho avaliado por outros, para além do seu umbigo e ego.

Participei apenas como observador (25 libras) e não levei nenhum guião para ser avaliado (45 libras).

O problema é que tudo o que tenho escrito é em português.

Mas já fiz planos para começar algo em inglês, e no futuro poderei participar de outra forma.

Sinto-me bastante feliz, para contrastar com os momentos em baixo em que estive ainda há algumas semanas atrás.

E hoje só me apetece dizer que o que se passou ontem foi:

 

Um pequeno passo para Peter WouldDo-the-men,

Um grande pulo para Peter WouldDo-o-guionista.

 

WISH ME LUCK!

 

sinto-me:

publicado por Peter WouldDo às 00:22

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Domingo, 18 de Janeiro de 2009

O Segredo da Magda

Dia 29 de Setembro de 2008, segunda-feira.

Acordo relativamente cedo e levanto-me do chão do quarto de uma portuguesa que até ao sábado anterior não conhecia.

Nada de suposições erradas.

É amiga de outro português com quem estive em Rugby, e que veio passar o fim-de-semana a Londres.

O primeiro destino é uma agência de envio de dinheiro para o estrangeiro.

É lá que na zona de Stamford Hill está o maior número de anúncios de quartos.

E eu preciso de um.

De todos os que vejo há um que se realça, por estar escrito em português e pelo preço: 85 libras com tudo incluído (mais uma vez peço para não fazerem suposições erradas com isto do tudo incluído).

Ao telefone, com uma voz feminina, combino uma visita para poucos minutos depois.

Instantes depois chegava ao pé de mim uma brasileira a rondar os 1,70 metros, rechonchudita, cabelos escuros compridos e muito simpática.

É a Magda.

Já na casa, Magda mostra-me o quarto (2 metros por 4).

Depois vamos para a cozinha falar de pormenores.

Terei internet, sem pagar mais que os 85 por isso, não terei de limpar nada à excepção do meu quarto e tenho todos os utensílios da cozinha à minha disposição.

Por outro lado, terei de ser o mais limpo possível:

“O rapaz que istava aqui era muito limpo. Durante o tempo todo que istêvi não vi uma só pinginha na sanita”, disse-me Magda.

Uma frase que jamais esquecerei e que por vezes ainda me faz acordar de noite a rir.

Muito faladora, Magda realçou bem cedo na nossa conversa que ao contrário de muitos brasileiros se encontrava legal no país.

Não sei porquê, mas a vontade dela em contar essa curiosidade não me caiu bem, e estranhei.

Magda conta-me ainda que no outro quarto da casa vive ela e mais duas brasileiras.

Saio da casa de Magda já com a sensação que tinha descoberto o meu poiso em Londres.

Ainda vejo mais um quarto, mas decido-me pelo da Magda.

Já à noite, mudo-me para lá.

É aqui que fico a conhecer Eva e Tiana.

As outras duas brasileiras (idades a rondar os 40) que vivem com Magda.

Na terça-feira já as duas me contavam que estavam fartas da Magda e da sua mania das limpezas (a desenvolver num post para breve).

Contam-me que até a roupa delas no guarda-roupa e armários ela mexe, para colocar à sua maneira.

No sábado seguinte, tinha a Magda ido trabalhar, os desabafos das duas brasileiras voltam.

Entre as muitas perguntas que faço, questiono-as que emprego é esse o da Magda, em que ela só tem de lá estar ao Sábado.

A resposta delas é a revelação do maior segredo de Magda:

“Ela é garota de programa. Você não sabia?”

Para ser sincero, chegou a passar-me essa possibilidade pela cabeça, mas a rechonchudisse (acabei de inventar esta palavra) dela fez-me colocar essa hipótese de lado.

A profissão da Magda obviamente não lhe permitia estar legal no país.

Mas, do que eu mais gostava eram as desculpas dela.

Dizia que era baby-sitter de uma menina de um casal muito rico, que só precisavam dela ao sábado.

Chegava sempre no domingo de manhã, perto das 9, mas fazia pouco barulho para que eu não me apercebesse.

Um desses sábados saí de casa sem levar as minhas chaves.

Já perto das 11 da noite liguei-lhe para lhe perguntar se me podia ajudar.

Respondeu-me que estava na casa dos patrões que era longe e que iria lá pernoitar porque eles tinham chegado tarde.

Safei-me com o nosso senhorio que é judeu (o sábado é sagrado para eles) e esperou pela meia-noite para me ir abrir a porta.

 

O segredo está revelado.

Confesso que em nada mudou a minha atitude perante ela.

À excepção do dia em recebeu o primeiro cliente em casa.

Mas esse dia dá outro post.

 

 

PS: Ontem fui a casa da Magda buscar o resto das minhas coisas, mas não estava ninguém.

Liguei-lhe várias vezes para o telemóvel, mas não me atendeu o telefone.

A despedida ainda não está feita.

Será que ela agora também trabalha ao domingo?

sinto-me:

publicado por Peter WouldDo às 23:57

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Sábado, 17 de Janeiro de 2009

Música da semana - Anggun

 Anggun - Snow on the Sahara


publicado por Peter WouldDo às 23:50

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Sexta-feira, 16 de Janeiro de 2009

Dia cansativo, o da mudança de casa

São 00:18 e acabei de chegar com a terceira carga.

Estou todo roto.

Posso dizer que em vez das oito horas a trabalhar estive sete dentro do metro.

Li tudo o que havia para ler.

Três jornais grátis e algumas páginas de uma revista que comprei.

Completei dois Sudokus dos mais difíceis.

E ainda dormi por uns minutos, sem deixar passar a estação certa.

Mas, o mais interessante é que ainda deixei algumas coisas no quarto.

A Magda, simpática, deixa-me lá ir no domingo buscar.

Será aí a despedida final.

E por isso, só na segunda posso contar TODA A VERDADE SOBRE A MAGDA.

Desculpem lá o suspense, mas depois da despedida faz mais sentido.

Agora vou fazer a cama para dormir.

Amanhã tenho de me levantar às seis.

Menos duas horas de sono para acumular às que não tenho dormido.

No entanto vem aí um fim de semana de folga.

Segunda-feira, já sabem, um post à maneira.

sinto-me:

publicado por Peter WouldDo às 00:19

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Quinta-feira, 15 de Janeiro de 2009

Dia de mudanças

Hoje vou mudar de quarto.

Ah, e de casa também.

Caso contrário iria para o quarto da Magda.

Sei que muitos dos leitores deste blog vão ficar tristes com o fim das estórias da Magda.

Mas tinha de tomar esta decisão.

Para além de me sentir sozinho, já estava sem paciência para algumas coisas que se passavam cá em casa.

Mesmo assim vou cumprir o prometido, e contar tudo o que sei sobre esta rapariga chamada Magda.

Mas não hoje.

Aguentem só mais um bocadinho.

Amanhã conto mais sobre o novo poiso.

 

sinto-me:
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publicado por Peter WouldDo às 00:40

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Quarta-feira, 14 de Janeiro de 2009

Três estórias que sozinhas não davam um post

Os ingleses não sabem as horas à tarde.

Por isso, voltam a contar a partir do 1.

Não usam as 13, as 17 ou as 23 horas, por exemplo.

Quando lhes digo as horas com números depois do 12 ficam desnorteados.

Gosto tanto de os ver à nora, eh eh.

Por isso, lá no trabalho, deixaram de me perguntar as horas.

Pelo menos, deixei de ser o cuco lá do tasco.

 

 

Uma coisa que me irrita nos ingleses é a capacidade que eles têm para inovar quando não é preciso.

Um exemplo: telefono para um serviço público e atende a máquina.

“You are number one in the queue” (você é o número um na lista de espera)

Cum raio!

Fico mais de um minuto a ouvir esta mensagem que se torna enervante pois sei que sou o seguinte, mas fico uma eternidade a saber isso.

Prefiro a música enervante dos atendedores dos serviços púbicos portugueses, ou as telefonistas das câmaras municipais do interior que atendem: “Tou?”

 

 

Ontem, pela RTP, fiquei a saber que há uma actriz/cantora vimaranense que está a fazer sucesso aqui em Londres.

Chama-se Sofia Escobar e actua na peça teatral West Side Story.

Tem 28 anos e pode em breve ganhar o prémio de melhor actriz de musicais do Reino Unido em 2008.

A votação é online.

Por isso, que tal ajudarmos a tuga a ganhar aquilo?

 

procurem por "The VIAGOGO Best Actress in a Musical"

O último nome é o dela.

E não precisam de escolher mais nenhuma.

Se o fizerem melhor, os ingleses não descobrem que fomos nós, tugas, a fazê.la ganhar.

Eh, eh, eh

 

 

Votação:

http://www.whatsonstage.com/surveys/fillsurvey.php?sid=24

 

Notícia RTP/Lusa: 

http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?article=379827&visual=26&rss=0

 

PS.: quem está longe de Portugal ou gosta de ver canais lusos pela net, aqui fica um bom site:

http://www.adtvextra.com/liga/

Em cima, à direita, estão os streams 

sinto-me:

publicado por Peter WouldDo às 00:06

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...

Como gosto quanto baste do perigo, coloquei o tradutor de páginas do Google.

assim os ingleses (e não só) já podem ler este site.

Experimentem para ver como fica.

Engraçado...

Porque as frases não fazem qualquer sentido.


publicado por Peter WouldDo às 00:05

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Terça-feira, 13 de Janeiro de 2009

Que figurinha a dos trolhas ingleses

Dez horas da manhã, vou eu para o trabalho e que vejo?

Trolhas.

Até aqui nada de anormal, já que na Inglaterra também se constroem e reparam casas.

Mas estes trolhas ingleses tinham uma particularidade que me chamou a atenção:

Estavam de copo na mão a beber… café.

Café?????

Que cócózinhos…pensei eu.

Um verdadeiro trolha português a essa hora bebe a segunda Super Bock do dia.

Muito têm os trolhas ingleses a aprender com os portugueses…

Depois reparei que tinham capacetes amarelos na cabeça.

Acho que eles viram vezes de mais o “Bob O Construtor” e agora devem estar a emita-lo.

Em Portugal, no Inverno, os trolhas usam gorros coloridos com as cores das últimas casas que pintaram.

As botas biqueira de aço também não faltavam, como se isso fosse calçado para ser usado numa obra portuguesa.

Nunca para além de umas sapatilhas passou pelos pés de trolha português, quando não são chinelos de meter o dedinho…

Mas juro que o que me fez mais rir foi o cinto que os trolhas ingleses usavam com as ferramentas devidamente arrumadas.

Trolha que é trolha coloca o martelo no bolso de trás das calças de ganga.

E calças de ganga rotas nos joelhos, porque já foram muito usadas…

Era vê-los cheios de camisolas e ainda uma casaca por cima.

Um verdadeiro trolha tuga trabalha em camisolas de alça que já foram brancas.

Ou então t-shirts da Sumol ou dos Móveis Azevedo.

Mesmo no inverno e com temperaturas abaixo dos 10 graus positivos.

A cordinha de segurança para eles andarem nos andaimes também não faltava…

E depois a arrumação daquilo.

Até me metia impressão tanta arrumação.

A arei num saquinho, o entulho noutro, e nada de tábuas com os pregos virados para cima no chão…

Não tenho dúvidas que aquela obra reprovaria numa inspecção em Portugal.

E um trolha português despedia-se no primeiro dia de trabalho naquela casa.

Quase que aposto que se aqueles trolhas ingleses virem uma miúda jeitosa a passar ainda lhe dizem bom dia, sem mandar um piropo foleiro.

E ainda dizem que há crise na construção civil inglesa.

Há crise mas é de valores.

 

 

PS.: E não é que até a tradução da palavra trolha para inglês fica uma coisa abixanada…

“Maison’s Helper”


publicado por Peter WouldDo às 00:01

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Segunda-feira, 12 de Janeiro de 2009

2,4 milhões de doentes

Hoje é segunda-feira, e há sete dias atrás também foi.

E esse dia 05 de Janeiro foi também a primeira segunda-feira do ano.

Mas o que achei mais curioso foi o que li no jornal no dia seguinte.

Na terça-feira dia 06.

Alertava o The Times para o perigo financeiro que poderia ser os 2,4 milhões de ingleses que se deram como doentes na tal primeira segunda-feira do ano.

O jornal fazia contas aos medicamentos para a gripe que poderiam ser precisos para tratar tanta gente.

Entrevistava directores de serviço de urgências de hospitais e gente do ministério da saúde.

Quem lia a notícia ficava com a impressão de que algo de problemático andava no ar, para além de um simples vírus gripal.

Fiquei preocupado.

Uma preocupação que durou até à passada sexta-feira quando soube que no Harrods não houve doentes nessa segunda-feira.

Contaram-me que há uma política interna que impede os funcionários de meterem um sick day nessa segunda.

A curiosidade aumentava.

Antes do “porquê” da praxe, o meu interlocutor acrescentou que até cinco dias de doença a grande maioria das empresas inglesas paga da mesma forma os salários e muitas delas nem pedem comprovativos de doença, se isso não estiver sempre a acontecer, claro.

Quando a conversa acabou lembrei-me da notícia do The Times, e disse:

“Ahhhhhhhh”.

Tinha percebido que afinal não são só os tugas a descobrirem as regalias e falhas dos sistemas.

E o Harrods como tem uma autêntica Babilónia, precaveu-se contra esses falsos doentes.

Mas o raciocínio continuou:

“Que totós são estes jornalistas que não foram capazes de ver que esses 2,4 milhões de doentes na segunda-feira dia 05 de Janeiro eram afinal a percentagem de trabalhadores estrangeiros que têm no país. E nessa percentagem de certeza que está uma boa fatia de tugas.”

E se o Harrods tem esta política interna é porque o “efeito primeira segunda-feira do ano” se vem repetindo…

Quanto anos mais precisaram os ingleses para perceberem que não há nenhuma pandemia de gripes, e que estão a ser chulados pelos emigrantes?

sinto-me:

publicado por Peter WouldDo às 00:27

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Sábado, 10 de Janeiro de 2009

Música da semana - Jason Mraz

 Jason Mraz - Sleeping To Dream


publicado por Peter WouldDo às 23:46

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Sexta-feira, 9 de Janeiro de 2009

Agora é o rolo de papel higiénico...

Uma das arrumações de casa de banho que sempre gostei de ter é a colocação do rolo de papel higiénico voltado para fora.

Passo a explicar: a ponta do papel higiénico deve vir desde a parede pela parte superior do rolo.

Se não entenderam, vejam a foto.

 

 

Esta é a forma como gosto de o ter.

É interessante contar que sempre que vou a qualquer casa de banho deixo sempre o papel colocado dessa forma.

Isto, à excepção das casas de banho públicas com aqueles sistemas que não me permitem o acesso ao rolo.

Até recentemente tive a sorte de viver com pessoas que tinham gostos iguais aos meus no que se refere à colocação do rolo de papel higiénico.

Ou então, estavam-se a marimbar quanto a isso e apenas queriam que ele estivesse lá.

Mas, recentemente, o meu bem-estar higiénico foi abalado.

Vivo uma instabilidade constante com mudanças quase diárias do rolo de papel higiénico.

A Magda gosta dele colocado da outra forma.

Já não sei o que fazer, para além de voltar a colocá-lo “à minha maneira”.

Uma das ideias que me surgiu foi colocar um aviso - igual aos dela – dizendo para me deixar ser feliz.

Seria qualquer coisa assim:

“Por favor, deixeim o rolo colocado desta forma. Minha felicidade depende diço. Peter”

 

Com esta mensagem estaria a dar continuidade à média de um erro por cada cinco palavras.

E com o meu nome a assinar, a Magda saberia que não foi ela própria a escrever o aviso.

Nunca se sabe…

 

sinto-me:

publicado por Peter WouldDo às 00:08

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Quinta-feira, 8 de Janeiro de 2009

OBRIGADO

Ontem foi o dia mais feliz desde que cheguei a Inglaterra.

Acreditem!

Não só porque não trabalhei (este motivo era óbvio), mas porque tive imensas demonstrações de que apesar de longe não estou só.

O número de sms e comentários superou todas as minhas expectativas.

Pessoas que já não vejo há muito, outras que vi recentemente.

Algumas que não conheço, outras que começo a conhecer pelos inúmeros comentários.

Gente de quem esperava, outras que me surpreenderam.

Amigos que conheço muito bem, e outros que gostava de conhecer melhor.

A todos o meu muito obrigado.

Assim, até parece bom ficar mais velho…

Prometo que vou continuar a escrever mais e tentar ser melhor.

Afinal, não tenho mais ninguém que me ouça/leia.

E ontem só faltou mesmo terminar a noite num belo jantar, que até estava destinado a ser no Nandos, depois da sugestão da Liz.

O que não foi possível.

Os motivos?

Conto no post seguinte.

Até já.

 

 

PS: Peço desculpa a todos a quem não dou os parabéns nos respectivos aniversários. É um dos meus muitos defeitos...

sinto-me:

publicado por Peter WouldDo às 00:20

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Quem diz que não tem medo dos dentistas?

Nos meus planos para ontem só uma coisa correu mal.

A consulta no dentista.

Andava a adiar uma visita ao senhor da “cadeira mágica”, mas teve que ser.

E quando a marcação teve de ser para o dia 7, até achei conveniente, pois iria tirar o dia de folga.

Mal eu sabia que iria reviver pesadelos de criança.

Acho que até posso ter descoberto o motivo pelo qual as crianças têm quase todas medo de ir ao dentista.

De certeza que é por são ingleses os dentistas que aparecem nos sonhos delas.

 

Mal entrei na sala dos tratamentos comecei logo a estranhar o aspecto.

Tudo muito pequeno para quilo que eu chamaria de consultório.

Pouco maior que o meu quarto.

Primeira pergunta do homem de bata branca: “A consulta é pelo NHS? (serviço nacional de saúde inglês)”

“É sim!”

“Então este check up vai custar 16,20 libras!”

“Mas eu vou precisar de tratar este dente que me tem doído…”

“Huuuum, mas aqui só diz check up. Bem, vamos tirar um raio-x e depois logo se vê”

Cá na Inglaterra os dentistas dão orçamentos.

Raio-x tirado e sou mandado para fora da sala, enquanto que ele é revelado.

Entra outro paciente.

Dez minutos passados, o outro paciente sai do consultório e eu volto a entrar.

“Bem, de facto este dente tem um buraco bem grande. Precisa de ser tratado. Quer com ou sem mercúrio?”

Não estava a perceber a pergunta e perante a minha indecisão, o homem volta à carga.

“Dizem que o mercúrio faz mal, por isso começamos a usar preenchimento sem isso, mas que custa mais caro.”

“Tem de ser privado o tratamento, não dá pelo NHS?”

“Pelo NHS só se for com mercúrio!”

“E quanto custa sem mercúrio?”

“Bem… por ser a primeira vez que vem cá faço-lhe 40 libras, o que é muito barato!”

“Ok, pode ser.”

“Mas vai ter de esperar que trate o outro paciente, porque não estava previsto o seu tratamento.”

“Ok, não há problema.”

Volto a sair do consultório, e de volta à sala de espera, onde aguardava por mim mais uma dose de música de filmes de cowbois e uma televisão com fotos de doenças dos dentes intercaladas com fotos de flores e bonitas paisagens.

O filme ainda estava longe de terminar.

Regresso para o tratamento já depois de ter pago 56,20 libras e já instalado na cadeira fico apavorado com o dentista a esguichar com a seringa da anestesia para o ar.

“Vai doer um bocadinho, mas depois não dói mais.”

Já doia e a primeira de três injecções ainda não tinha começado.

Três doses depois já eu suava.

Com as gengivas a crescer começo a salivar-me.

Mas nada de aspirador de saliva…

Durante o tratamento o meu peito serve de bandeja para colocar as ferramentas.

Termina as "obras", e eu ainda sem aspirador, quando já tinha mais de um litro de saliva dentro da boca e 350 gramas de bocados do dente que ele tratou.

Bebo água e quando vou para bochechar os dentes sai um géiser boca fora.

Tinha o lado direito todo dormente.

Nem a orelha sentia.

Se arranhasse o couro cabeludo daquele lado só ouvia o cabelo a ranger.

Eram sete horas quando o pesadelo terminou.

 

Passa pouco da meia-noite quando escrevo este post e ainda tenho a gengiva dormente.

Há minutos atrás ainda só sentia a ponta da língua.

Era como se essa parte do corpo estivesse a levitar dentro da boca…

O gajo deve-me ter confundido com um cavalo, só pode.

Percebem agora porque não houve jantar para ninguém?

Estou cheio de fome, vou comer uma sopa enlatada.

Se fosse uma criança prometia que não ia mais a dentistas.

Como sou adulto e responsável prometo que não vou mais a dentistas… ingleses.

 

 

PS: xiça, que isto ficou bué de grande...

sinto-me:

publicado por Peter WouldDo às 00:16

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Quarta-feira, 7 de Janeiro de 2009

Hoje é dia de loucuras

Hoje faço anos.

Não digo quantos porque não me apetece.

Mas são mais de 20 e menos de 30.

Arranjei maneira de ter folga, para ir ao dentista e a uma entrevista de emprego, mais logo à tarde.

Ao jantar apetece-me ir comer fora.

Sozinho vai ser engraçado.

Uma pequena loucura minha, já que hoje é um dia especial.

E não vou ao Mac.

Nem vou ao buffet de comida chinesa por cinco libras, sem bebida.

Ainda vou escolher.

Optei por não dizer a ninguém que hoje é o meu aniversário.

Ou seja, possivelmente ninguém em todo o Reino Unido sabe que há um cromo português em Londres que hoje faz anos.

É engraçado pensar nestas curiosidades.

Por outro lado, há um rectângulo de terra ali depois da Espanha de onde já me vieram alguns sms a dar os parabéns.

E como muitos dos leitores deste blog não têm o meu número, de certeza que vão comentar este post para me dar os parabéns.

E dessa forma vou bater o recorde de sete comentários do post anterior.

Por conseguinte, vou ficar super contente e continuar a escrever aventuras e estórias sobre a minha estada cá.

Que basicamente se têm resumido a aturar a Magda.

Tirando isso, o mundo parece um paraíso…

E vocês ainda não sabem tudo o que eu sei sobre ela.

Mas, prometo que conto.

Se os comentários deste post ultrapassarem os sete.

É tão bom fazer chantagem…

 

 

 

 

PS: pensava que havia um bolo entre os bonecos do sapo, mas só havia um presente. Parece que este ano vou ficar sem bolo... só se for ali ao café português comprar uma nata (pastel de belém). huuuuum mas essas são das congeladas e não valem nada. Christmas pudding também está fora de hipoteses. Um donuts também, porque têm buracos e não dá para colocar as velas. Bem, vou ter de recorrer ao pão de forma que tenho no armário. Coloco-lhe açucar e mel para ficar doce... como a vida de pobre é lixada...

sinto-me:

publicado por Peter WouldDo às 10:41

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Segunda-feira, 5 de Janeiro de 2009

"Tudo beim" comigo

Um dia chego a casa e deparo-me com o seguinte aviso na janela da cozinha, mesmo por cima do lava-loiça.

 

 

O papel mais pequeno, em baixo, foi a minha resposta.

Naquele momento não tinha mais nada para dizer.

Só podia responder na mesma “moeda”.

Literalmente da mesma forma.

E quando digo forma, refiro-me também ao ditongo “em” com um “i” pelo meio.

 

Mas, o que mais me irritou naquele aviso foi a parte do “Não quero e não gosto”.

Nunca ninguém me tinha dito isso.

Já me tinham dito “não gosto e não quero”.

Mas nunca naquela ordem.

Por isso, fiquei mesmo sem saber o que dizer.

E só quando olhei pela segunda vez para o papel e me apercebi que tinha sido a Magda a escrever, entrei em pânico.

Juro que, apesar de saber que só moramos nós os dois cá em casa, pensava que tinha sido outra pessoa a escrever aquilo.

E para que ela não pensasse que me poderia dar um ataque do coração ao descobrir que tinha sido ela e não ficasse preocupada comigo, disse-lhe que estava “Tudo beim” comigo.

Só me esqueci da palavra “comigo”.

E de colocar o meu nome.

Será que ela soube quem escreveu a resposta?

 

sinto-me:

publicado por Peter WouldDo às 20:59

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Domingo, 4 de Janeiro de 2009

Vírus perigoso cá por casa

Julgo que a Magda foi atacada por alguma espécie de vírus que provoca alguns sintomas complicados quando se vive em comunidade.

O primeiro desses sintomas de que me apercebi é a cleptomania.

Há algumas semanas atrás apercebi-me que o meu amaciador de roupa estava a desaparecer mais rapidamente que uma lavagem por semana, a utilização que lhe dou.

Não foi pelo valor (custou menos de uma libra) mas pela curiosidade que lhe coloquei uma marca com uma caneta permanente.

Um pequeno traço imperceptível ao olho brasileiro (isto é uma piada).

Na semana seguinte o nível de amaciador estava mais baixo que a marca.

Lembro que na casa só vivo eu e a Magda.

 

O segundo sintoma do vírus de que a Magda terá sido atacada é a desculpabilização.

Na semana passada deparei-me com dois avisos iguais dentro do armário dos líquidos e detergentes.

Um estava colocado no detergente para a roupa e o outro no amaciador.

 

 

Eu nunca utilizei nada da Magda.

Juro!

Ok, à excepção de uma manteiga com sabor a alho, que ela tinha no frigorífico.

E acho que ela não descobriu o meu esquema para detectar roubos no meu amaciador.

Por isso, só pode ter sido o tal vírus a levá-la a colocar os avisos.

O vírus adicionado à sua tendência para decorar a casa com gravuras escritas num português mais que correcto.

Veja-se o exemplo daquilo que deveria ser um “é meu” transformado num “e meu”.

Recordo que ambos os avisos são compostos por seis palavras, uma das quais é o nome dela, no qual ela nunca daria um erro (e até já nem sei…)

Sendo assim, fica uma percentagem de 20 por cento de erro.

Ou seja, um erro em cada cinco palavras que ela escreve.

Tentem fazer melhor, miúdos de seis anos…

Gostaria ainda de voltar a chamar a atenção para um facto que já referi neste texto.

Na casa só vivo eu e ela.

Sendo assim, para quê assinar os avisos?

sinto-me:

publicado por Peter WouldDo às 20:52

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Quinta-feira, 1 de Janeiro de 2009

A música do momento

 

Nunca uma música conseguiu demonstrar tão fortemente o que sinto neste momento...

 

 

 

Depois de a ouvir pela primeira vez (00:04 do dia 01 de Janeiro de 2009 na TSF)

coloquei a pergunta a mim próprio se valeria a pena chorar

se não temos alguém para ver as lágrimas...

sinto-me:

publicado por Peter WouldDo às 00:15

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