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Sexta-feira, 27 de Fevereiro de 2009

FIM DA GREVE – Os portugueses de “cá de fora”

 

Parece que resultou o meu pedido de comentários.

É que sem eles a motivação para continuar a escrever diminui.... bastante.

E já não estava habituado a dois posts seguidos sem qualquer comentário.

Eu sei que vocês vêem cá para ler e não para comentar.

Mas considerem o comentário como a minha alimentação diária para continuar a escrever.

Quase 200 visitas em 24 horas e oito comentários de diferentes pessoas (Guiga aquilo não vale).

E por isso, estou de volta ao activo.

 

 

Hoje vou falar de portugueses.

E escrever que amo os portugueses que andam por esse mundo fora a esconder que são portugueses.

Bem, amar se calhar não é a palavra certa.

Eu venero esses portugueses.

E esta semana conheci um deles.

A minha primeira reação foi logo perguntar-lhe se queria que lhe lavasse os pés ou limpasse a casa de banho.

Tudo de borla.

Conheci uma rapariga que jamais descobriria que é portuguesa, porque ela faz questão de esconder o distintivo com o nome e tem um sotaque britânico quase perfeito.

Soube que ela é um desses portugueses porque me disseram e eu fui perguntar-lhe se era verdade.

Ao que ela respondeu:

- Yes I am, but don’t tell anyone!

E a conversa acabou ali, porque eu próprio perdi o interesse em saber o que quer que fosse, apesar de a venerar.

Acima de tudo porque a minha pergunta em português teve direito a resposta em inglês.

Esses portugueses não são o que eu gosto de chamar de tugas.

# Um tuga tem orgulho em o ser e não tem problemas em mostrar o que é.

# Um tuga emociona-se ao ouvir A Portuguesa.

# Um tuga compra cerveja Super Bock ou Sagres no estrangeiro mesmo que ela custe o dobro.

# Um tuga arrepia-se quando outro tuga faz sucesso no estrangeiro.

# Um tuga diz que o Cristiano Ronaldo é o melhor do mundo mesmo sendo ele tão feio.

 

E é aqui a parte em que explico porquê venero os portugueses que escondem que são portugueses.

Acima de tudo porque gostava de ser como eles.

Obviamente que não em relação à capacidade de esconder a minha origem ou nacionalidade.

Mas gostava de ser como eles em relação à minha beleza:

- Sim, sou feio. Mas não digas a ninguém!

E gostava de o conseguir esconder tão bem quanto eles.

Talvez assim tivesse mais sorte junto do sexo feminino…

 

PS: Ainda não arranjei nick para este tipo de portugueses... alguma sugestão?

 


publicado por Peter WouldDo às 00:02

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Quinta-feira, 26 de Fevereiro de 2009

GREVE

VENHO POR ESTE MEIO INFORMAR QUE ENQUANTO NÃO VOLTAR A TER UM NÚMERO DECENTE DE COMENTÁRIOS NÃO VOLTO A ESCREVER.

 

 


publicado por Peter WouldDo às 00:01

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Quarta-feira, 25 de Fevereiro de 2009

Adepto de futebol tuga em Londres II

CONTINUAÇÃO DO POST DE SEGUNDA

 

A JORNADA DO ADEPTO DE FUTEBOL TUGA

 

As gajas eram o cálice sagrado para o adepto português.

Na mente não paravam de correr as palavras de um amigo: Tens de ir ao Red Light District, porque ouvi dizer que era só casas de gajas…

Ao ver um jovem que achou com cara de quem gosta de gajas, parou para lhe perguntar:

- Where find girls??

- Girls!?

- Yes, good girls!

- Huuuuum, maybe in Soho, theres a lot of porno houses.

- Boa, casas de pornografia! – soltou o tuga.

E lá se fez ao caminho.

Soho aparecia no mapa, e a chegada foi rápida.

Mesmo estando na cidade errada (já que o amigo tinha confundido Amesterdão por Londres) acabou por encontrar as casas que queria.

Entrou na primeira que viu.

Na entrada as habituais revistas e filmes, que podem ser vistos nas salas privadas.

Mas o que lhe chamou a atenção foram outras salas privadas.

PREÇO: 20 pounds

- Só 20 libras? Isto é uma pechincha…

Entrou.

Era uma sala com apenas uma cadeira, virada para dois buracos na parede.

Um deles tinha claramente o formato necessário para meter uma nota.

A de 20 que pediam à entrada.

O outro era redondo e deixou o tuga a questionar-se para que serviria.

Depois de olhar várias vezes à volta achou ter descoberto para que serviria e pensou.

“Ahhhh, assim o preço já é bem mais puxado que em Portugal.”

Meteu a nota de 20 no buraco superior, baixou as calças e meteu algo no buraco redondo, ao nível da cintura.

Passados poucos segundos já ele exclama:

- Ui que mão fria! Ahhhh

Dois minutos.

Calças para cima e saiu.

Estava satisfeito, e levava que contar para Portugal.

Perdão, levava ideia para negócio para Portugal:

- Como é que nunca me lembrei disto. Posso contratar gajas velhotas e tudo, que eles não vêem quem está do outro lado. Ganda negócio!!

Neste momento estará dentro do avião de regresso a Portugal.

Daqui a uns meses lembrem-se desta história quando começarem a surgir em Portugal notícias de que o desemprego começa a diminuir

 

sinto-me:
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publicado por Peter WouldDo às 00:05

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Terça-feira, 24 de Fevereiro de 2009

Carnaval de Notting Hill

Olá pessoal, acabei de chegar do Carnaval de Notting Hill e estou muito estafado.

Para não dizer que estou cansado, esfalfado ou fatigado.

Porque isso poderia dar má imagem de mim.

Ou seja, vou ter de escrever apenas duas linhas.

E a continuação da história de ontem vai ter de ficar para amanhã.

 

Aquilo foi dançar até fartar.

Nunca pensei ver tanta farra numa zona tão chique como aquela.

Até velhotes vi com máscaras de estilo veneziano.

E brasileiras a sambar.

Por momentos pensei ter visto a Magda, mas lembrei-me que um dia ela me disse que

"faz frio em Londres, hein!"

Eram serpentinas por todo lado e o fogo de artifício também foi giro, apesar de se notar os cortes nas despesas devido à crise.

Ouvi alguém dizer que nos anos anteriores tem sido fantástico, com fogo de artifício chinês.

E que este ano tiveram de recorrer a uma empresa pirotécnica portuguesa que vende foguetes mais baratos, já que não cumprem as normas de segurança exigidas pela União Europeia.

A mesma pessoa disse que apesar dos foguetes portugueses serem feitos por crianças, estas não podem depois comprá-los nas lojas.

Não fosse estar acompanhado e juro que teria interrompido o senhor (inglês, claro) para lhe esclarecer que há quiosques que também vendem a crianças.

Mas como não o fiz, o senhor lá ficou a pensar que havia descriminação em Portugal.

Paciência.

 

Mas adorei a noite de ontem.

Que terminou com um óptimo chocolate quente com marshmelows por cima.

Huuuum, tão bom.

Foi esquisito porque foi um chocolate quente com um sabor parecido a chã...

Mas isso deve ter sido porque a malga na foi bem lavada, já que também conseguia ver café ressequido de outras utilizações.

Nada que pudesse estragar a noite.

 

Devo esclarecer que não ia mascarado.

Nem vou dizer a frase do costume: Ai eu já ando mascarado todos os dias.

Aliás, essa frase já mete dó...

Que falta de originalidade para quem a diz todos os anos.

Vou inventar uma para a substituir.

Quando alguém quiser complementar a frase de que não se mascarou diz:

PORQUE O CÃO DA MINHA VIZINHA MIJOU-ME O ÚNICO FATO DE MACACO QUE TINHA E O DE SEREIA AINDA ESTAVA A SECAR, PORQUE NO FIM DE SEMANA FUI PARA O MAR...

Não precisam de agradecer por esta ajuda.

Mas que queriam, depois de uma noite tão animada.

Uma vez mais peço desculpa mas não consigo escrever mais que estas duas linhas.

Volto amanhã.

sinto-me:

publicado por Peter WouldDo às 00:02

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Segunda-feira, 23 de Fevereiro de 2009

Adepto de futebol tuga em Londres

 

Um adepto feroz do vitória de Guimarães vem de visita a Londres num fim-de-semana.

Para além do problema de não poder ver a sua equipa jogar ao vivo no domingo à noite, também não pode ver na televisão.

Isto se não tiver a coragem de procurar um café ou restaurante português com a ZON.

Mas a vida de este tuga maluco por futebol em Londres é muito mais complicada…

Na chegada a Londres depara-se com o total desconhecimento pelo cachecol preto e branco que trás ao pescoço ou o casaco com a palavra VITÓRIA em letras grandes.

O londrino menos atento vai considerá-lo mais um maluco que acha que o reinado da rainha VICTÓRIA foi de facto o melhor de todos (1819-1901).

Embora o preto e branco, tanto do casaco como do cachecol, levem qualquer um a pensar que é adepto do Fulham.

Depois da frustração de falta de impacto da vestimenta, o adepto vitoriano tem de levar histórias para contar aos colegas que ficaram na terrinha.

Resolve entrar num bar tipicamente inglês para provar a cerveja inglesa e engatar umas garinas.

O tamanho do copo (pint = 0,568 litros) assusta-o logo, e o preço habitual também (acima das duas libras).

Depois de provar o sabor e achar a cerveja deveras “soft” resolve pedir um pires de tremoços para acompanhar.

Mas apercebe-se que não sabe dizer nem pires nem tremoços em inglês.

Deita a mão ao dicionário bilingue que trás na mochila e procura ambas.

“Ora pires em inglês é saucer… e tremoços é… lupin”.

One saucer of lupin’s please”, está preparada a frase para dizer ao empregado.

Frase dita e a reacção do empregado é a de quem não sabe o que são lupins.

- Cum caral….o que não sabe o que são tremoços… deixa ver então como se dizem amendoins…

“Ok, One saucer of peanuts, please”

Novamente surpresa do empregado que lhe sai com a pergunta:

“It as to come in a saucer?”

A capacidade bilingue do tuga dá para ele entender que o que está agora a causar problemas é o pires.

Pede então “just peanuts”.

Chegados os amendoins num saco plástico minúsculo e mais uma conta de duas libras para pagar, os palavrões começam a multiplicar-se…

- Que chulice… dois euros [a confusão habitual de denominações] por uma merda de um saquinho…

A refeição habitual de um tuga adepto de futebol tem de ser sempre acompanhada por um jogo na televisão, seja de que equipa ou divisão for.

Mas ai surge novo problema: o cricket também é transmitido nos canais desportivos ingleses

- Que é aquilo… parece basebol mas o gajo atira a bola para o chão…

“E tenho a certeza que não se está a jogar na América, que é o único sítio onde se joga o basebol, porque os gajos são indianos…”

“Xiiiiii, e os gajos tentam acertar com a bola nuns paus…”

“Parece o jogo da patela que jogamos em Portugal, só que com uma bola…”

“E o meu Vitórinha a jogar lá em casa”.

Resolve então mandar um sms para um amigo para que este lhe diga o resultado.

Alguns minutos depois surge a resposta: 0-1 ganha o Trofense.

- Ca pu..a que os p..r..u que aquele nabos vão perder outra vez em casa com uma equipa de merda.

Ainda bem que não fiquei lá para ver este jogo.

Vou aproveitar para procurar umas gajas por aí.

 

AMANHÃ CONTO O RESTO DA VISITA DESTE TUGA A LONDRES

 

PS: O Vitória de Guimarães perdeu ontem à noite em casa com o trofense por 0-1.

       Mas o Benfica também perdeu, eh eh.

sinto-me:

publicado por Peter WouldDo às 00:18

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Sábado, 21 de Fevereiro de 2009

Música da semana - Max Morgan

sinto-me:

publicado por Peter WouldDo às 00:56

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Sexta-feira, 20 de Fevereiro de 2009

Exposição na Saatchi

 Para descontrair para o fim de semana, hoje vou mostrar um pouco da exposiçãom que visitei no passado domingo na Saatchi Gallery. 

UNVEILED: NEW ART FROM THE MIDDLE EAST mostrava obras algo pecúliares, como podem ver nas fotos. [clicar para ver em tamanho maior]

Mas a melhor de todas está no vídeo.

 

Interpretações sobre as funções da mulher na região.

 

Pessoas em adoração.

Na verdade não passava de folhas de alumínio sem nada dentro.

 

 

Velhotes em cadeiras de rodas.

Apesar da , os velhotes são bonecos de cera (acho...), e vão movendo-se aleatoriamente.

 

OBS: títulos e descrições minhas

sinto-me:

publicado por Peter WouldDo às 00:02

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Mais um candidato a pai

Comecei, agora levo até ao fim.

 

A novela do rapaz que foi pai aos 13 continua.

Agora surge mais um candidato a pai da criança, depois dos outros dois.

E é nada mais nada menos que o irmão mais velho (16) do miudo de 13 anos (Alfie), que continua a ser o principal candidato...

Candidato porque os sites de apostas já pegaram no caso e estabeleceram odds para cada um deles.

São quatro, para já...

Podem ler a notícia, clicando na foto para ela ficar maior.

 

 

 

Os testes de ADN sempre vão ser feitos.

Prometo continuar a acompanhar o caso.

 

sinto-me:
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Quinta-feira, 19 de Fevereiro de 2009

As piores invenções do Homem

A gravata é das invenções mais horripilantes do Homem.

Diria até que deve ter sido inventada por uma mulher, só para fazer com que o homem se sentisse ridículo o resto da vida.

Olhando para a história da humanidade acho que não se encontra nada que tenha feito tão mal à nossa evolução (Homem com H grande) como seres inteligentes.

Podem dizer que a pólvora pouco fez muito mal ao mundo.

Ou que a bomba atómica matou milhares.

Até que o Castelo Branco irrita centenas.

Mas o mal causado pela gravata bate tudo isso.

Qual é o objectivo de termos um pedaço de pano pendurado ao pescoço?

Para disfarçar deram-lhe cores e padrões…

Gravata preta é sinal de luto.

Com bonecos da Disney é sinal de paternidade.

Se tem plantas pertence a um amigo do ambiente.

Florzinhas e cor-de-rosa é homosexualidade.

E uma gravata vermelha é sinal de muita fé de que o Benfica voltará um dia a ser campeão.

 

Lá no tasco obrigam todos os funcionários que trabalham nos pisos de vendas a usar gravata.

Até os das limpezas.

Imaginem um abaixado a limpar uma casa de banho, bem junto a uma sanita.

Está-se mesmo a ver onde a gravata vai entrar…

Depois, a gravata é um símbolo sexista.

Tirando a Demi Moore no filme Striptease, só no Carnaval vemos mulheres com gravata.

E porquê?

Porque elas têm consciência do quão ridículo é, e evitam a humilhação.

É que se o laço não tivesse sido inventado, ainda era capaz de aceitar o uso da gravata.

Homens deste planeta, sigam o exemplo do Mickey.

Mas quase tão mau como a gravata é o lenço de pano para assoar o nariz.

Quem, cum raio, quer andar com a matéria viscosa no bolso?

Não faz sentido.

Por isso é que os lenços de papel foram inventados.

E mesmo esses devem ser usados só uma vez, para não corrermos o perigo da viscosidade passar para o pano do bolso ou juntar-se aos trocos que carregamos lá dentro.

Mas mau, mau, muito mau é assoar o nariz com uma gravata de pano.

Especialmente se ela for cor-de-rosa…

Ver nunca vi… mas que os há, há!


publicado por Peter WouldDo às 00:04

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Quarta-feira, 18 de Fevereiro de 2009

Solomon & Jeremyas II

Desde o passado fim-de-semana que Londres conta com menos um hamster.

Ou melhor, desde o início desta semana porque ele só deve ter morrido na segunda-feira.

Embora tenha sido enterrado no sábado.

Passo a explicar: o Solomon enterrou um hamster que estava vivo.

Viu-o imóvel e fez-lhe um funeral e tudo, para os filhos verem.

Só o tinha há uma semana.

Custou oito libras e, com gaiola e restante parafernália, o preço total foi de 45 libras.

O único problema foi que o dono da loja se esqueceu de lhe explicar que os hamsters hibernam.

Para isso basta que haja uma forte mudança de temperatura para frio.

Que foi o que aconteceu na sexta-feira passada.

 

- Então porque é que quando descobriste que ele podia estar vivo não o desenterraste? - perguntou Jeremyas.

- Achas que tive coragem de desenterrá-lo? E os meus filhos poderiam ver e descobriam…

- Então os teus filhos não sabem que o enterraste sem ele estar morto?

- Claro que não, estás maluco! O que é que eles iam pensar do próprio pai?! Se ele pelo menos abrisse um olho quando lhe toquei…

 

Eu por acaso já tinha ouvido dizer que eles hibernam, sem saber, no entanto o motivo.

Por isso, resolvi googlar o assunto e acabei por descobrir alguém que fez exactamente o contrário do Solomon.

Aqui fica o relato da brasileira Renata sobre a sua hamster Mel.

Este é o momento que se segue a ter descoberto que ela estava a hibernar:

 

Então, rapidamente levei o leite comum ao fogo... e fui desenrolando a hamsters com minha mão com cuidado. O leite estando morno pra mim, coloquei num pires e fui pingando gotinha na boca dela aos poucos e acredito que por estar mais quentinho pra ela, ela foi aos poucos melhorando... peguei uma roupinha de porquinhos que tenho e aqueci no fogo levemente (o pano um pouco longe do fogo, sem que queime), colocando o corpinho da Mel sobre o pano quente, enquanto eu esfregava os outros lados com minha mão levemente, como se aquecendo... com o pano fiz várias vezes... percebi que ela tinha fome, mas tinha dificuldade pra comer, então fiz papinha de farinha láctea com leite morno e ela comeu uma colher rasa, bem rasa mesmo... A Mel então voltou da hibernação... graças a Deus, senti que consegui ressuscitar ela.

http://renatasolon.multiply.com/journal/item/5

 

 

Isto é que é amor…

Adorei a parte em que ela pega na roupa de porco e aquece no fogo, um pouco longe para não queimar.

percebi que ela tinha fome

Como é que se consegue perceber que um rato que está a dormir tem fome??

A Mel deve ter falado…

fiz papinha de farinha láctea com leite morno e ela comeu uma colher rasa

Xiça, que a rata come que se farta… a papa devia ser Cerelac, só pode.

E depois a descrição é tão perfeita que a Renata sente a necessidade de dizer que a colher era rasa.

Não era uma colher de sopa, era uma rasa.

Juro que me vieram as lágrimas aos olhos na última frase:

graças a Deus, senti que consegui ressuscitar ela.

Aquela mulher é uma curandeira…

Vou mostrar o texto ao Solomon!

sinto-me:

publicado por Peter WouldDo às 00:02

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Terça-feira, 17 de Fevereiro de 2009

Pai aos 13, mãe aos 15

A Inglaterra anda em alvoroço porque os media têm noticiado que um miúdo de 13 anos foi pai.

Chame-se a atenção que fez o filho aos 12.

A mãe tem 15.

Mas o melhor mesmo é lerem a notícia:

 

A 13-year-old boy has become a father - and insists he will be a good parent, it was reported today.

Alfie Patten's girlfriend Chantelle Steadman, 15, gave birth to Maisie Roxanne.

The boy, who is just 4ft and looks young for his age, told the newspaper: "I thought it would be good to have a baby," but admitted he did not think about how he would afford it.

"I don't really get pocket money. My dad sometimes gives me £10," he said.

Alfie, who lives with his mother Nicola, 43, in Eastbourne, was 12 when Maisie was conceived.

The pair, who have the support of their parents, kept the pregnancy secret until Chantelle's mother Penny noticed her daughter's swollen belly.

Alfie said: "When my mum found out, I thought I was going to get in trouble.

"We wanted to have the baby but were worried how people would react

"I didn't know what it would be like to be a dad. I will be good, though, and care for it."

Alfie's father Dennis said his son wanted to be a devoted and responsible father, but did not fully appreciate what he had taken on by having a child.

He said Alfie had wanted to be the first to hold his child. "He could have shrugged his shoulders and sat at home on his Playstation. But he has been at the hospital every day," he said.

 

A jornalista terá perguntado ao rapaz como seria financeiramente o seu futuro.

Ao que o rapaz respondeu:

“O que é financeiramente?”

Depois da explicação lá saiu aquele pormenor de receber do pai uma nota de 10 libras, de vez em quando…

 

Mas o mais interessante é que, ontem, surgiram nos jornais mais dois rapazes (14 e 16) a dizerem que eles é que eram os pais da criança.

Um deles chega mesmo a dizer que os pais de Chantelle os deixaram ir sozinhos para o quarto.

O outro diz que a criança tem olhos verdes como os dele.

Em resposta a jovem mãe Chantelle diz que perdeu a virgindade com Alfie (13) e que é dele que gosta.

Os outros dois já pediram testes de ADN.

Quando os pais destas crianças permitem que os media entrem assim na vida dos filhos, nada há dizer.

Apenas que com estórias destas não é preciso grande esforço para fazer rir quem quer que seja.

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publicado por Peter WouldDo às 00:16

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Segunda-feira, 16 de Fevereiro de 2009

Numa rádio, em Londres, é tudo em grande

 

Nos últimos dias tenho ouvido rádio, de manhã, no trabalho.

E como em Portugal, a rádio traz carradas de informações pela matina.

O problema é que em Londres é tudo em grande.

O trânsito demora uma carrada de minutos.

São vias e ruas que nunca mais acabam.

Acidentes aos molhos.

Uma informação tão chata que um condutor que não tenha dormido o que devia acaba por adormecer ao volante.

Algo que vai fazer com que o bloco de trânsito seguinte tenha mais um acidente uma rua com problemas para relatar.

Mas impressionante é mesmo a informação cultural.

Com tantos concertos, peças de teatro, filmes, palestras, exposições e outros acontecimentos, quando o bloco informativo termina já alguns eventos têm lotação esgotada ou mesmo terminaram.

Os passatempos também são de realçar.

Se as rádios de Londres resolvessem fazer perguntas tão fáceis como as que as rádios portuguesas fazem as linhas telefónicas locais congestionavam todas.

Para além de que poderiam encher um teatro ou um estádio só de bilhetes oferecidos.

E discos pedidos???

Nem queiram saber.

Há rumores que um dia uma rádio de Londres, e depois de se ter inspirado na Rádio Clube da Pampilhosa, resolveu colocar discos pedidos por sms.

Recebeu tantas mensagens de telemóvel que durante uma semana só passou discos pedidos.

E dizem as más-línguas que uma boa parte das músicas eram do Tony Carreira e do Toy, esse belo exemplar da canicultura portuguesa.

Consequência da presença de um grande número dos emigrantes portugueses na cidade.

Acho que ainda tenho o número guardado no meu telemóvel desse dia.

Em Londres é tudo em grande.

Juro que às vezes chego a ter pena dos jornalistas das rádios de Londres.

Sobretudo dos jornalistas desportivos.

Acompanhar as equipas de futebol da cidade nos nacionais é informação garantida para quase duas horitas.

Ora temos Chelsea, Arsenal, Tottenham, Fulham, West Ham, Charlton, Queen Park Rangers, Crystal Palace, Leyton, Millwall, Barnet, Brentford e o Dagenham & Redbridge.

Isto só para falar nos nacionais.

Imaginem se eles resolvessem falar das equipas dos distritais.

Passavam as segundas-feiras inteiras só a dar resultados e tabelas classificativas e as sextas-feiras a fazer antevisões.

Não falo na publicidade, porque até eu estaria aqui uma eternidade só a escrever e vocês a ler.

Mas imaginem só que eles resolviam vender segundos de publicidado a todos os cafés Central ou talhos da cidade...

 

sinto-me:

publicado por Peter WouldDo às 00:02

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Sábado, 14 de Fevereiro de 2009

Música da semana - Guillemots

Guillemots - Made Up Love Song #43


publicado por Peter WouldDo às 22:02

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Sexta-feira, 13 de Fevereiro de 2009

Primeira desavença com o Fidel

Ontem foi dia de limpezas cá por casa.

Pelo menos para mim.

Nunca fui grande seguidor das limpezas sempre no mesmo dia da semana.

E assim, sempre posso fazer semanas com mais de sete dias…

Não sei se me faço entender.

A parte que me cabe é a casa de banho do primeiro andar.

Uma casa de banho dividida em duas.

Numa divisão a sanita, na outra a banheira e o lavatório.

(antes que perguntem, não há suporte para o rolo do papel higiénico, por isso não ando contrariado)

Luvas colocadas, pano e pistola com um líquido próprio e depois balde e esfregona.

Trabalho concluído deparo-me com um problema: a porta da divisão da sanita fecha-se sozinha o que dificulta a secagem.

Tinha de arranjar solução para o problema.

Olho à minha volta e… encontro a solução:

 

Não sei se é perceptível, mas a solução para segurar a porta foi o rato peluche do Fídel, que andava por perto.

Ou melhor, a cabeça do rato.

O problema foi quando o Fidel ia a passar pelo local e viu o melhor amigo de cabeça metida debaixo da porta.

- Que estás aí a fazer Raúl?

- Foi o Peter que me meteu aqui a cabeça a segurar na porta para que entrasse corrente de ar e o chão secasse mais depressa.

- O quê! Aquele gajo deve ter a mania das soluções simples… Nem pensou que te poderia estar a magoar?

- E não está, porque a minha cabeça é mole e feita de tecido.

- Não interessa. Ele tem que ter consideração pelas outras pessoas…

- Mas eu não sou uma pessoa!

- Eu sei que és um rato, mas ele pelo menos deveria ter-me pedido permissão para te colocar a segurar a porta. E podia sempre recorrer a um sapato. Olha, aquele que eu roí há dias.

 

Depois, zangado, Fidel veio falar comigo e antes de começar a miar nas alturas explicou-me a teoria da evolução de Darwin.

Toda a sua conversa era baseada na possibilidade dos descendentes do seu amigo rato Raúl um dia viram a ser humanos como os meus descendeste.

Perante essa possibilidade, Fidel garantiu-me que os descendentes do Raúl iriam dar porrada nos meus descendentes.

Obviamente não gostei da imagem que surgiu na minha cabeça e imediatamente pedi desculpa.

Se há coisas que eu não quero é chatices com gatos e descendentes de ratos.

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publicado por Peter WouldDo às 00:04

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Quinta-feira, 12 de Fevereiro de 2009

Desafio

 

Fui desafiado pela GorgeousMind para escrever seis coisas aleatórias sobre mim.

Aqui ficam:

 

- Sou muito teimoso, o que às vezes é positivo e outras negativo;

- Tenho dificuldade em concentrar-me num só objectivo, e acabo por não atingir a maioria;

- Sou convencido ao ponto de achar que um dia vou ser reconhecido pelo meu trabalho;

- Mudava o meu nariz, se pudesse;

- Gostava de ter mais de três filhos, mas as negociações começam em dois;

- Qualquer dia fujo para o meio de nenhures e sobrevivo do que cultivar lá;

 

 

As regras do desafio são:

1. Escrever as regras do desafio;

2. Linkar a pessoa que me desafiou;

3. Contar seis coisas aleatórias sobre mim;

4. Passar a seis blogs;

5. Ir aos blogs avisar que foram desafiados.

 

sinto-me:
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publicado por Peter WouldDo às 00:09

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Quarta-feira, 11 de Fevereiro de 2009

Privação de sono

Ando cheio de sono.

A quase recuperação no fim-de-semana já se esfumou e hoje ainda é quarta-feira.

Planeio todos os dias ir para a cama às 22h, mas acabo a ir perto da meia-noite.

No metro começo a fazer os sudokus, e adormeço sem que tenha colocado o segundo número.

No trabalho começo a esquecer-me das coisas.

Na pausa para café, em que estou a ler um livro, só avanço uma página por dia.

Adormeço sempre na segunda.

Quando acordo passa quase sempre da hora em que devia estar de volta ao posto.

Nos elevadores, e se vou com uma mulher, paro sempre a olhar fixamente para os decotes.

E quase sempre sou apanhado.

O que vale é que elas se apercebem que eu estou, na verdade, a dormir acordado.

Mal elas sabem que o faço a sonhar com os decotes delas.

Nas refeições sinto que a comida custa a passar da garganta para baixo, quase de certeza porque os restantes órgãos por onde a comida passa devem estar a dormir.

Quando tento dormir à tarde, sou interrompido pela música dance do Marco Paulo

É melhor explicar-me…

Marco Paulo é o nome que dou a um colega de casa português que aspira ser DJ.

Tudo devido ao cabelo igualzinho ao Marco em início de carreira.

Aqueles caracóis que já quiseram elevar a Património da Humanidade, mas a UNESCO recusou.

Alegou que custaria muito dinheiro na manutenção, devido ao custo elevado da laca.

O colega de casa soube disso e resolveu, como forma de protesto, fazer um monumento em homenagem ao penteado… na própria cabeça.

Mas como este tema é tão rico, um dia volto a ele.

 

Já nem sei o que fazer (em relação ao sono, e não ao penteado do Marco Paulo)

Como vou ter uma folga em breve, espero voltar à normalidade.

Que passa por:

  • Conseguir ir para a cama às 22h.
  • Acabar um sudoku em cada viagem de metro.
  • Ler cinco ou seis páginas do livro durante a pausa.
  • Olhar para os decotes sem ser apanhado.
  • Deixar de pensar no penteado do Marco Paulo em início de carreira.

 

 

sinto-me:

publicado por Peter WouldDo às 00:01

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Terça-feira, 10 de Fevereiro de 2009

Solomon & Jeremyas

No início do mês mudei de departamento.

E tenho agora dois novos colegas de trabalho.

Obviamente que os nomes verdadeiros deles não são Solomon & Jeremyas.

Apenas adoptei estes para os proteger da fama que este (e outros) post lhe possa trazer.

Decidi trazê-los até ao blog porque são de facto duas personagens muito peculiares.

Eles passam boa parte dos “tempos mortos” no trabalho a falar de um jogo online que costumam jogar: Call of Duty.

Para quem não conhece, é um daqueles jogos em que controlamos um soldado.

Basicamente, o objectivo é andar por aí a matar gente e a tentar sobreviver.

Eles, pelo que contam, formam uma equipa e tentam derrotar outras, online.

E aqui chegamos à parte interessante: eles nunca ganharam.

Mais longe ainda: é vê-los cheios de interesse a falar das derrotas constantes.

Eu até já os começo a ver como os piores jogadores de Call od Duty… do mundo.

- “Um gajo sozinho matou-me oito vezes, ontem. O máximo de vezes que tinha sido morto por um só jogador tinha sido cinco”.

 

O entusiasmo é tanto que já me levaram a pesquisar mais sobre o tal jogo, e estou muito perto de tentar jogar.

Mas corro o risco de ser ainda pior que eles.

Na realidade eles são tão fracos, tão fracos, que só falam da forma como morrem.

E, claro, tentam arranjar desculpas:

- “A equipa de ontem tinha de ter algum extra instalado. Não falhavam quase nen hum disparo.”

- “Ya, e não valia mesmo a pena um gajo esconder-se, que eles usavam o sniper.”

 

O mais hilariante da última conversa entre eles no trabalho é que pelos visto arranjaram maneira de matar.

Apesar de serem da mesma equipa, jogam um contra o outro.

Ou seja, andam a matar-se.

Não dá pontos, mas dá-lhes prazer de saber o que é vencer alguém.

E se por acaso eles estariam a começar a desanimar por nunca vencerem, esta solução vai recarregar-lhes mais baterias para continuar a jogar por mais umas semanas.

Por isso, se quiserem arriscar e passar pelo jogo, sempre podem ser um dos que os matam.

Isto, claro, se eles não estiverem já mortos…

 

http://www.callofduty.com/

sinto-me:

publicado por Peter WouldDo às 00:04

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Segunda-feira, 9 de Fevereiro de 2009

A relação dos humanos com a natureza

 

Não sei qual a utilidade dos toldos ingleses.

Se os portugueses servem para as pessoas se abrigarem quando chove (e não para tapar o sol como muito pensam) os ingleses nenhuma das duas funções têm.

A primeira porque as pessoas não fogem da chuva.

A segunda porque cá quase nunca faz o sol de que é necessário proteger.

Mas hoje vou falar da primeira.

Acho que o canal National Geographic poderia muito bem fazer uma análise psicossociológica dos ingleses e sua reacção perante as forças da natureza.

Chove e eles nem apressam o passo.

Neva e eles nem a limpam do casaco ou… da cabeça, imaginem.

 

Este senhor entrou no metro e em vez de limpar a neve do casaco ou da cabeça, foi ver o telemóvel.

Segundos depois começou-lhe a correr uma torrente de água pela cara.

O nariz parecia uma fonte de água natural.

Dois minutos depois já eram visíveis peixes no chão da carruagem.

Tudo água com origem na neve da cabeça do senhor.

Desconfio que o senhor é da Greenpeace e não quer ajudar ao descongelamento dos glaciares.

Vai daí e descobriu que o seu contributo poderia começar na própria cabeça.

Já tinha ouvido falar destas pessoas que levam à letra a mania de ajudarem o ambiente.

Denominam-se eco-maníacos.

Sei de um que engarrafava os peidos para depois os introduzir numa garrafa de gás butano.

Ao mesmo tempo que evitava a produção de Co2, poupava uns trocos na conta do gás.

Sobre a senhora que ralava as unhas cortadas para fazer chá não falo, porque já devem conhecer essa estória.

Mas de certeza que não sabiam da existência de alguém capaz de fazer velas com a cera dos ouvidos.

E dizem que são mais duradouras.

Já pensei qual poderia ser o meu contributo, mas o chulé dos meus pés não é suficiente para encher uma bomba de gás lacrimogéneo.

Resta-me continuar a guardar os macacos que tiro do nariz.

Já dizia o poeta:

 

Macacos no nariz?

Guardo todos, um dia vou construir um castelo.

 

sinto-me:

publicado por Peter WouldDo às 00:02

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Domingo, 8 de Fevereiro de 2009

Música da semana - Powderfinger

 

Powderfinger - "Drifting further Away"

 

Esta é muita fixe, também.


publicado por Peter WouldDo às 00:03

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Quinta-feira, 5 de Fevereiro de 2009

Neve - sorte ou azar?

Não faz sentido, de facto, este blog chamar-se Loucura Londrina e não fazer qualquer alusão ao nevão caído durante domingo e segunda-feira.

Acreditem que foi uma verdadeira loucura londrina.

Que durou, durou, durou, quase toda a semana.

Bem o estilo britânico.

Por isso, aqui ficam três post sobre o assunto.

Para compensar a ausência dos últimos dias.

 

O que no domingo à tarde parecia pólen vindo das árvores, transformou-se à noite num espectáculo de se ver.

“Tão giro”, disse eu, acrescentando logo de seguida: “Estava a ver que não via neve, depois de ter nevado na minha rua em Portugal”.

Na manhã seguinte (segunda) acordo às cinco da manhã.

Uma hora depois abro a porta da rua e a primeira passada acaba cerca de 10 centímetros abaixo do nível da neve.

“Huuuuuuum, assim vou ficar com os pés molhados. Vou buscar um par de meia suplementar”.

Lembrei-me ainda de um conselho que já me tinham dado: colocar um saco plástico em cada pé.

Assim fiz e resultou na plenitude Tinha chegado à estação com os pés enxutos.

Poiucos minutos depois o maior azar do dia.

Chega um metro. (Mais tarde vim a saber que foi um dos poucos da manhã).

Porquê azar, pergutam.

Azar porque trabalhei das sete às 16, como um dia normal.

Mas quem ficou em casa (cerca de dois terços dos funcionários do Harrods) acabou por ser pago da mesma forma que eu.

Para compensar quem trabalhou, ficamos a saber que nos vão dar um dia de folga à escolha.

- “Huuuum, escolho a passada segunda-feira”.

- “Ah, esse dia não pode ser porque já passou!”, dizem-me.

- “Pois é. Xiça, se sabia tinha ficado a dormir. Para a próxima faço como os outros…”

 

E na verdade, não tenho dúvidas que com estas decisões, da próxima vez, uma grande parte do terço das pessoas que foram trabalhar não o fará.

sinto-me:

publicado por Peter WouldDo às 22:23

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O nevão de Londres e Portugal

Só nos aeroportos da cidade de Londres foram cancelados, na segunda-feira, 650 voos.

A uma média (por baixo) de 150 passageiros por voo, foram cerca de 100 mil as pessoas que ficaram em terra.

Durante todo o mês de Janeiro, o aeroporto do Porto teve um movimento a rondar os 300 mil passageiros.

Na mesma segunda-feira, ficaram em casa, sem irem trabalhar, 6,5 milhões de pessoas, na Inglaterra.

O equivalente à soma dos habitantes da área metropolitana de Lisboa e Porto, mais os concelhos de Coimbra, Braga, Setúbal, Guimarães, Bragança, Mirandela, Penacova e Sobral de Monte Agraço.

O prejuízo está estimado em 6 mil milhões de libras.

Qualquer coisa a rondar os 2% do PIB português.

Cerca de 99 por cento dos londrinos nunca viu um limpa-neve dentro da cidade.

Pudera, não há. (mentira, há alguns)

Ultrapassa os 99 a percentagem de habitantes da Serra da Estrela que se queixa de não poder ver a telenovela devido ao barulho ensurdecedor dos limpa-neve.

Os transportes de Londres tiveram de adaptar carruagens do Metro para limpa-neve dos carris.

O exército português usa algumas chaimites (tanques) como transporte de soldados desde 1966, mas tem feito várias adaptações, como mudar os motores.

sinto-me:

publicado por Peter WouldDo às 22:19

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Ai e tal... que nevou... e "prontos"

“Quantidade errada de neve, e fora do usual”, disse o mayor de Londres.

Um homem louro rechonchudinho.

“Mandamos tropas para o Iraque, mas quando neva na nossa capital pára tudo e não sabemos como reagir”, disse Kevin, um dos motoristas lá do tasco.

Que é magro e moreno.

Gordon Brown recebeu, na segunda-feira, na sua casa em Downing Street, o primeiro-ministro chinês e só tinha ao serviço um funcionário capaz de limpar a neve no passeio para ele passar.

Gordon Brown é moreno e rechonchudinho.

No domingo à noite, Paris Hilton foi vista vestida com uma blusa sem mangas e com os mamilos realçados.

Esta moça é loira e magra.

 

Como podem ver, não há qualquer lógica ou racionalidade entre a aparência de uma pessoa e as suas acções.

 

sinto-me:
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publicado por Peter WouldDo às 21:54

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Quarta-feira, 4 de Fevereiro de 2009

A presença das senhoras da limpeza nas notícias

Isto anda mesmo mal de posts.

Mas se a crise atinge tudo e todos, porque não haveria de atingr também este blog?

Na verdade, ontem não tive tempo para escrever um textozinho para esta coisa.

Tive a visita de uns amigos no domingo, e que iam embora na segunda.

E na segunda nevou bué em Londres.

A neve origina cancelamento de vôos.

O cancelamento de vôos obriga as pessoas a ficarem nos locais onde foram passar férias.

E é aí que surgem os amigos.

Para dar abrigo.

O início de noite de ontem foi passado com eles a ver os jornais televisivos portugueses.

E toda a gente sabe que essas coisas a que chamam "noticiários" são o equivalente a séries humorísticas cá na Inglaterra.

Cá vai o resumo:

 

Na SIC fizeram uma reportagem especial sobre o encerramento do tribunal da Boa Hora.

Entrevistaram toda a gente.

E quando digo toda gente incluo, obviamente, a senhora das limpezas.

Mas, a personagem que mais me fez sorrir até foi uma outra senhora que todos os dias vai até àquele tribunal assistir a julgamentos.

O ponto alto da sua entrevista foi quando o jornalista lhe perguntou qual o julgamento de que tinha gostado mais.

A dona Celeste de Azevedo aproxima-se do jornalista (e à câmara), olha para o lado para ver se alguém está a ouvir, e começa a contar (falando baixinho) o que viu e ouviu num julgamento.

Foi espectacular vê-la a certificar-se que ninguém a estava a ouvir, quando ao mesmo tempo falava para uma câmara que iria reproduzir as suas palavras para, talvez, milhões de pessoas.

 

Depois uma passagem pelo sensacional jornal da noite da TVI.

Nesses belos minutos de TV o destaque vai para as greves de trabalhadores britânicos no Reino Unido.

Queixam-se que os estrangeiros lhes estão a tirar os empregos.

Confesso que fiquei sensibilizado com os senhores.

Nós, estrangeiros, estamos de facto a roubar-lhes descaradamente os lugares.

E por isso, vou lançar uma sugestão que para já se destina a todas as senhoras dalimpeza e mulher-a-dias do Reino Unido.

PAREM DURANTE 24 HORAS!

A porcaria que ficará deve chegar para esses senhores perceberem quanto precisam de vocês.

 

Por último a RTP e as notícias de falências.

Os funcionários de uma fábrica de agulhas, com medo de perderem o emprego, foram para o Rossio protestar com a intenção de serem recebidos pelo ministro da Economia, Manuel Pinho.

Na reportagem diziam que acabaram por ser ouvidos por dois assessores de um secretário de Estado.

Ou seja, o equivalente aos distritais de futebol na política.

E conta-se, segundo fonte anónima, que só não foram recebidos pela senhora das limpezas porque ela já tinha acabado o turno:

 

- Dona Maria chegue aqui.

- Que querem? Já piquei o cartão e estou de saída!

- Estão ali fora uns senhores que querem falar consigo!

- Que senhores? Não me venham com mais aspiradores porque já tenho dessas coisas que chegue em casa!

- Não é nada disso. São trabalhadores de uma fábrica de agulhas que querem falar com o ministro.

- E o Manel não tá aí?

- Não veio ao ministério hoje!

- E o TóJó, o secretário de Estado?

- Teve uma reunião no Porto.

- Ai, mas não pensem que eu os vou receber. Mandem então aí dois assessores estagiários. Eu ainda tou para receber umas horas extras que dei em Novembro.

 

sinto-me:

publicado por Peter WouldDo às 00:01

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Domingo, 1 de Fevereiro de 2009

O Meu Nome

Muitos de vocês já sabem, mas o meu nome verdadeiro é Pedro.

Eu ainda tentei disfarçar, traduzindo.

Mas algum comentadores não resistiram a revelar o segredo...

E Pedro é um nome que até gosto.

Apesar de me estarem constantemente a pedir bom tempo, e para acabar com a chuva.

Mas, para ser sincero, gosto ainda mais da forma como o meu nome é dito pelos ingleses.

Vou mais longe: acho que a forma como eles dizem o meu nome é o que mais gosto nos ingleses.

(qualquer dia faço um ranking das coisas que mais gosto nos ingleses)

 

Toda a gente sabe que a fonologia do meu nome em português é “pêdru”.

Dito por ingleses sai qualquer coisa como “pédjrou”.

O que cai bem nos meus ouvidos.

Estou até a pensar em ir mais longe e pedir a todos os meus amigos portugueses que me comecem a chamar assim.

Acho que não é pedir muito.

Até à minha família e à minha mãe estou a ponderar fazer esse pedido.

Sei que ela vai, muito provavelmente, chamar-me maluco.

E que depois vai alegar que o meu nome de baptismo é “pêdru” e não “pédjrou”.

E que eu sou português e não inglês.

E que vai terminar a conversa com um simples: OH, CALA-TE!

E eu vou esquecer a maluquice.

Mas mesmo assim vale a pena tentar.

Tenho quase a certeza que seria mais feliz se toda a gente me chamasse “pédjrou”.

 

Agora me lembro que em francês também não está mau… “pédrrrrrrô”

Em ucraniano é que não gosto.

Um dia conheci uma ucraniana, chamada Tânia, e quando ela ia para dizer o meu nome saiu uma coisa parecida com um espirro..

Fiquei sem saber se tinha pronunciado Pedro com sotaque ucraniano ou se estava constipada.

Vivo nesse dilema há sete anos.

sinto-me:

publicado por Peter WouldDo às 23:08

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