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Segunda-feira, 30 de Março de 2009

O Céu como eu o vejo

 

 

Numa cidade como Londres os credos são quase tantos quantos os existentes em todo o mundo.

E olhem que são muitos: 4200 diferentes credos (entre eles religiões, igrejas, tribos, movimentos, e por aí fora…)

E perante este número surge-me uma questão que penso ser pertinente: esta gente quando morre vai toda para o mesmo céu?

Descomplicando: O céu é só um para todas as religiões?

É que se é aquilo um dia pode dar para o torto, se é que já não deu.

Alguns crentes até já devem ter sido despromovidos para o inferno por terem arranjado problemas no céu.

E a haver desacatos entre crentes de diferentes credos só um Deus pode apaziguar os ânimos.

Mesmo não sendo ele igual para todos.

Aliás, também nesse campo pode haver dificuldades.

Imaginem os Deuses a andarem à porrada depois dos crentes terem começado…

Partindo do pressuposto que os Deuses estão no Céu.

Mas a estarem, ficarão sempre numa sala à parte com climatização, banheira de hidromassagem e outros benefícios a que só um Deus tem direito.

Voltando à luta entre deuses, de certeza que com o Buda ninguém se mete.

Com aquele tamanho e gordura bem ao estilo de um lutador de Sumo, os outros devem parecer franguitos.

Já do Maomé, desconfio que cá em baixo os seus crentes fazem dele um gajo mau, mas na verdade ele deve ser um mariquinhas, lá em cima.

E, claro, o gajo da Igreja Universal do Reino de Deus já deve ter limpado os bolsos aos Deuses todos…

O Céu deve funcionar por representações.

Tipo Organização das Nações Unidas.

Em que nas mesas, e à frente dos sentados, está uma placa a dizer o credo e o cargo do representante.

E, claro, quantos mais crentes na Terra mais poder tem cada credo.

O que faz dos Cristãos o grupo mais poderoso com 2,1 mil milhões de crentes.

Logo depois vêm os Islamitas, com 1,7 mil milhões de crentes.

Em terceiro surgem os… Ahhhhhh, estava-me a esquecer dos não crentes (ateus, agnósticos e outros)…

E para vão estes quando morrem?

Outra pergunta pertinente.

A não ser que no Céu haja uma área reservada para eles.

Tipo uma sala para fumadores num restaurante.

Com mordomias inferiores aos crentes, claro.

E sem representante na Organização das Religiões Unidas (ORU).

Já agora, sabem como se despedem os Deuses uns dos outros?

 

“Até amanhã se EU quiser”

 

sinto-me:

publicado por Peter WouldDo às 00:04

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Sexta-feira, 27 de Março de 2009

Novo trabalho traz novos amigos

 

 

Tenho a revelar que a minha vida mudou, desde que abracei esta carreira de jardineiro/carpinteiro/trolha.

Por estranho que possa parecer, desde que comecei este trabalho que tenho sido convidado para mais festas e encontros.

E até parece que tenho mais amigos.

A minha vida social levou uma completa revolução.

Mais gente me liga para ir tomar café.

Pedidos de amizade no Hi5 e Facebook que nunca mais acabam.

Não tem explicação.

Ou melhor, se calhar até tem.

Acho que são todos uns interesseiros e se estão a aproveitar do meu estatuto…

Fazem para serem vistos comigo, e alguns até têm o descaramento de pedirem para tirar uma foto a meu lado.

Depois, no dia seguinte, lá tenho eu que aparecer ao lado de Paris Hiltons e companhia.

Eu, que nunca gostei muito de aparecer em fotos…

 

É que cá por Londres não é fácil encontrar alguém que faça o que eu faço.

Economistas, contabilistas, financeiros e bancários são aos molhos.

Engenheiros e advogados aos chutos.

Médicos e enfermeiros é atirar uma pedra e acerta-se num de certeza.

Agora um jardineiro/carpinteiro/trolha não é coisa que se encontre por aí.

Acho até que será uma combinação em vias de extinção, se é que alguma vez houve outro especimem da raça humana a fazê-lo.

 

Até as minhas conversas se tornaram mais interessantes com essas pessoas.

Às vezes dou por mim sentado num bar e quando digo que sou jardineiro/carpinteiro/trolha, num ápice se junta à volta de mim uma multidão de pessoas a perguntar como é ser tudo isso.

Perguntam-me de qual gosto mais desses três trabalhos.

Pergunta à qual logicamente respondo que é como escolher qual o filho preferido: não se consegue.

Denoto um interesse fora do comum no meu trabalho.

E quando lhes começo a falar no meu projecto de pôr uma sebe a dar maças passam-se dos carretos.

Tenho de me deixar disso.

De sair tantas vezes.

Começo a sentir que qualquer dia ainda posso ser raptado.

Não seria a primeira vez que os norte-americanos raptam alguém para fazer estudos.

Se algum dia eu deixar de postar já sabem que o meu desti…

 


publicado por Peter WouldDo às 00:17

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Quinta-feira, 26 de Março de 2009

Parti um frasco de Quitoso

 

 

Há dias, ia eu a entrar numa das casas de banho cá de casa e, sem querer, deitei a baixo um dos armários.

E, dos vários frascos, latas e embalagens que caíram só um frasco partiu.

Por azar, tinha de ser o frasco de Quitoso do “Marco Paulo em início de carreira” cá da casa!

Bem, na verdade não era Quitoso, mas sim a versão inglesa da coisa.

O acidente deixou-me preocupado.

Em primeiro lugar porque não sei as consequências que isso pode ter naquele ambiente muito próprio.

Deixar que uma das espécies se reproduza ilimitadamente pode fazer nascer um predador.

E nesse caso aquele habitat quase perfeito fica comprometido

Por outro lado temo que aquela imitação de “vazo de manjerico” possa afrouxar e perder o vigor que tem.

E a 24 de Junho o S. João já não teria tanta piada

Mas a própria sobrevivência da minha paixão pelos Simpsons pode também estar em risco.

Isto se o projecto de imitação da Marge Simpson fracassar…

Juro que não tenho dormido a pensar no assunto.

Mas também não sei se é por estar a pensar neste assunto ou se é do cheiro com que a casa ficou infestada com esse líquido…

É que o Quitoso (e a imitação inglesa também) cheira muito mal.

Eu de certeza que o devo ter utilizado em pequeno, nos tempos de escola primária.

Mas se fosse hoje preferia rapar a cabeça a ter de andar com aquele cheiro atrás de mim.

 

Voltando à actualidade, sinto-me em dívida com o meu colega de casa e por isso decidi…

… não, não vou comprar outro frasco.

Essa solução seria simples de mais.

Vou pedir a um amigo meu que é biólogo para de vez em quando passar cá por casa para tomar conta daquele “habitat” de pequenas espécies.

 

Para terminar, deixo-vos um exercício.

  1. Encontrar as diferenças entre estas quatro imagens
  2. Descobrir quem é o meu colega de casa


 

 

sinto-me:

publicado por Peter WouldDo às 00:04

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Quarta-feira, 25 de Março de 2009

Esqueci-me de dizer que tenho um novo trabalho

 

 

Ontem, por incrível que pareça, esqueci-me de postar aqui.

Não é que de vez em quando eu não fique sem escrever nada.

Mas nunca tinha sido por esquecimento.

Acho que deve ser do sol que tenho apanhado na cabeça…

 

É verdade, eu ainda não falei que tenho um novo trabalho.

Um trabalho que me permite ficar mais moreno.

Coisa que não consegui durante a semana de férias em Portugal.

Cómico, no mínimo.

No dia seguinte à viagem de regresso já tinha onde ganhar para sobreviver.

A minha nova função é um cruzamento entre jardineiro, carpinteiro e trolha.

Há dias em que arranco sebes e árvores.

Outros em que planto grainha.

Manhãs em que deito abaixo muros.

Tardes em que carrego sacos de areia e cimento.

E momentos em que serro, corto e lixo tábuas para prateleiras.

Uma diversão que tem sido obtida sempre debaixo de um sol anormal para este país.

Consequência: o moreno habitual que se vê num trolha.

Até já estou a pensar em comprar uma daquelas camisolas de alças.

Não só para realçar os músculos com que vou ficar ao carregar os sacos de areia e cimento.

Como para ficar moreno noutras partes do corpo que não apenas a cara, como actualmente.

E até já delineei objectivos para as próximas semanas:

- Pôr uma sebe a dar pêras.

- Aparecer na capa da revista dos jardineiros.

 

E com os objectivos nasceu um sonho:

Ser o jardineiro do mês na referida revista.

Para além de ganhar 1000 libras em material de jardinagem, ainda posso entrar numa passagem de modelos vestido só com calças de jardinagem de alças.

 

Só para terem ideia de como estou a evoluir, posso contar-vos que hoje aprendi a lixar correctamente uma tábua.

O problema maior deste novo trabalho é mesmo o inglês técnico próprio às profissões de jardineiro e trolha.

Por exemplo, 80 das ferramentas de um carpinteiro são para mim: THAT!

“Can you give me that?”, peço eu apontando para o objecto do qual desconheço o nome em inglês.

Este trabalho só serve para eu provar a mim próprio que consigo fazer tudo… ou quase tudo.

E a ideia de ser gigolô ainda não me saiu da cabeça…

 

sinto-me:

publicado por Peter WouldDo às 00:04

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Segunda-feira, 23 de Março de 2009

Hoje apetece-me abordar o cocó dos bebés

 

Desde as férias, e depois de ter visto a minha priminha, que me questiono porque é que os bebes que só bebem leite fazem cocó amarelo?

De certeza que haverá uma explicação lógica.

Mas como eu não a conheço, tenho de tentar descobrir através da lógica.

 

Para mim a explicação mais lógica é que o leite materno tem altas concentrações de caril.

O que alguma gente não sabe é que o caril é um condimento feito à base de outros condimentos.

São eles o pó amarelo de curcuma (açafrão-da-índia), cardamomo, coentro, gengibre, cominho, casca de noz-moscada, cravinho, pimenta e canela.

Se de facto as mães têm caril no leite, toda uma revolução culinária pode estar por ser feita.

E se esta descoberta tivesse sido feita há mais de 500 anos trás, Vasco da Gama nunca teria precisado de ir á Índia encomendar caril.

Bastaria abrir uma fábrica de extracção de caril do leite materno…

 

Outra explicação que tem lógica é a presença de tartrazina no sistema digestivo dos bebés.

Eu sei que algumas pessoas também não sabem o que é tartrazina, mas de certeza que conhecem o corante E102.

Se mesmo assim ainda não sabem o que é a tartrazina, digo-vos que é um pigmento sintético pertencente ao grupo funcional dos azo-compostos.

E as dores de cabeça são as principais reacções à tartrazina.

Ora, dores de cabeça não nos bebés, mas nos pais.

Isto porque se os bebes não param de chorar, originam dores de cabeças nos pais.

Cheguei à tartrazina porque este pigmento é frequentemente usado nas gomas e na gelatina.

Ora, duas coisas que as crianças adoram.

Fica tudo explicado…

 

Andei a pesquisar, e descobri uma descrição científica do cocó dos bebés por um médico brasileiro.

“o cocô do bebê começa a mudar, assumindo uma cor amarelo vivo, cor de gema de ovo, com um cheiro meio doce.

A consistência varia: pode ser viscoso, com uns grãozinhos, ou com aspecto coalhado.

Na segunda semana depois do nascimento, as fezes podem ficar mais líquidas e amarelas, o que até assusta os pais, que acham que se trata de diarreia.

É na verdade um cocô de "transição" entre o mecônio e o cocô da amamentação.”

 

Por isso, os pais não têm nada que se preocupar, porque seja qual for a razão, os bebés devem sempre cagar amarelo.

Seja ele amarelo vivo, amarelo cor de gema, amarelo com grãozinhos ou até amarelo-torrado.

Já sabem de onde vem o amarelo da bandeira portuguesa?

sinto-me:

publicado por Peter WouldDo às 00:04

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Sexta-feira, 20 de Março de 2009

Conselhos sobre inglesas

Ir de férias a Portugal é sempre bom.

É uma boa oportunidade para receber conselhos sábios.

E tenho alguns a agradecer ao Pimentel, de Mirandela.

Perante algumas queixas minhas, lá me disse ele:

 

“Se queres papar inglesas tens de ter em conta o seguinte”:

- É mais fácil “papar” inglesas indo ao Algarve do que na Inglaterra;

- Tens de dizer que és primo do ZéZé;

- Deixa crescer o bigode;

- Não fales inglês perfeito, e acrescenta sotaque algarvio;

- Durante a conversa não utilizes na mesma frase as palavras Cristiano e Ronaldo;

- “Ataca” logo na primeira noite senão elas perdem o interesse;

- Se possível já depois de 2 litros de cerveja

- Não bebas a mesma quantidade senão ficas mais bêbado que elas;

- Não tentes perceber o que elas dizem depois dos 2 litros de cerveja;

- Do dia seguinte não lhes ligues para o telemóvel;

- Aliás, não lhes peças o número de telemóvel;

- Não fiques desiludido com o sexo na primeira noite, mas também não esperes sexo com elas sóbrias;

- Se não gostares de papar a primeira inglesa deixa lá, há sempre outras a quererem o mesmo;

 

Apontei todos estes conselhos no meu Moleskine.

Pode ser que um dia me sejam úteis.

E jamais me esquecerei que tenho o Pimentel sempre disponível para me dar conselhos sobre mulheres.

Sobretudo das inglesas.

sinto-me:

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Quinta-feira, 19 de Março de 2009

A minha aldeia

É tão bom regressar à nossa aldeia, e rever gente que nos conhece desde pequenos.

É sentirmo-nos em casa.

E a sensação de termos imensa gente a quem darmos bom dia é sensacional, faça-se a redundância.

E as pessoas lá vão respondendo:

- Olá Luís.

 

Tudo seria perfeito se fosse esse o meu nome.

Mas não é.

É o do meu irmão.

Bem mais velho.

E como ele viveu toda a vida na aldeia - superior já a 40 anos - as pessoas usam o nome dele para nós os dois.

Será o mesmo que chamar Planta a todas as margarinas [tinha escrito manteigas].

Ou Kispo a todos os casacos feito num pano que faz barulho quando roçamos as mangas no corpo.

Há uns anos atrás, quando era ainda um sonhador e pensava ser possível não me chamar Luís na minha aldeia, eu ainda corrigia as pessoas.

- Não é Luís, é Pedro.

- Ah pois é. Desculpa, mas confundo-me sempre.

- Eu sei, rosinha.

- Rosinha!? Não me chamo Rosa!

- Ah pois é, Desculpe.

Mas penso ter sido por volta dos 20 anos que me resignei a ter dois nomes.

Aquele que uso em S. Cristóvão de Selho, a minha aldeia.

E que é o do meu irmão.

E o que uso no resto do mundo, e é o meu nome de batismo.

 

Uma explicação.

Quem nunca viveu numa aldeia desconhece que as mulheres mudam de nome por altura do casamento.

Uma espécie de ritual de amadurecimento.

Quem é Rosa fica rosinha.

As Laurindas passam a laurindinhas.

Maria é substituído por miquinhas.

Teresinha é o substituto de Teresa.

Fátima dá lugar a fatinha.

Estes só para me referir às mulheres da minha rua.

Os “inhas” das aldeias serão o equivalente aos “donas” das cidades.

 

Regressar à aldeia de onde saí há nove anos pode também ser estranho.

Uns crescem, outros mudam-se, e a percentagem de pessoas que conheço desce a pique. Actualmente, as caras que conheço rondarão os 30 por cento.

Já os nomes não serão mais de 5 por cento.

Isto num universo a rondar os 3000 habitantes.

E tirando a minha família (cerca de 10 pessoas) mais uns quantos amigos, serei para sempre Luís, em S. Cristóvão de Selho.

É tão bom sentir-me em casa…


publicado por Peter WouldDo às 00:04

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Quarta-feira, 18 de Março de 2009

Voos de avião na hora da morte

 

 

Segundo dados recentemente divulgados pelo Ministério do Céu, em todos os voos que já caíram, havia pelo menos uma pessoa a bordo e que tinha a sensação de que o voo ir correr mal.

Uma média que prova que há sempre alguém com razão.

O Relatório Anual das Crenças mostra ainda que 80 por cento dos católicos falecidos em quedas de aviões fizeram o sinal da cruz aquando do levantar voo.

E cerca de 50 por cento desses pretendiam fazer o mesmo ao aterrar, mas não puderam já que o avião se despenhou.

Em declarações ao Loucura Londrina, São Pedro admitiu que o número de fiéis a bordo de aviões tem vindo a diminuir ao longo dos anos, mas que os que voam continuam muito activos.

Entre os pedidos mais frequentes a Deus durante as viagens de avião está:

Que isto chegue são e salvo ao destino”.

Seguido de:

Só queria em notas o que se gasta em combustível para pôr isto no ar…

A surpresa surge no momento das quedas dos aviões com o “Ai mãezinha” a ser mais vezes dito do que o “Ai Meu Deus”.

“Apesar de estarem mais perto do céu, as pessoas continuam a sentir-se mais perto das mães do que de Deus, o que reconheço que merece mais atenção da parte do Ministério do Céu”, salienta São Pedro.

 

Entre as reacções dos fiéis à morte não parece haver nada fora do vulgar.

Quem é que apagou a luz?”, é de longe a frase mais dita, com quase 93,4 por cento.

A segunda frase mais dita é: “De quem é este braço?”.

E o “Tava a ver que nunca mais chegava a terra firme” é a terceira frase mais dita.

Já à chegada ao Céu, e já depois de uma pequena conversa com São Pedro, os fieis costumam dizer:

Xiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii, tanta nuvem!

Apesar de várias tentativas nossas, não foi possível obter dados relativos ao Ministério do Inferno.

Não sendo possivel, por isso, obter o número certo de fiéis que tiveram como destino aquela estância turística, depois de morrerem.

No entanto, segundo dados não oficiais, são cada vez mais os que acabam por ter férias eternas no inferno, devido às altas temperaturas que lá se fazem sentir.

O recente investimento em praias por parte do Ministério do Inferno também poderá ser um dos factores a pesar na altura da escolha.

Os pecados já não pesam assim tanto na divisão de fiéis na altura da morte.

 

Pelo menos assim espero, já que apesar de praias o Inferno não tem água.

E quem me tira a água, tira-me a vida…

 


publicado por Peter WouldDo às 00:04

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Terça-feira, 17 de Março de 2009

O voo de regresso a Londres

Não comi a salada de fruta, mas o meu vizinho do banco do lado pediu-ma.

O mesmo que logo após ter-se sentado me disse que estava chateado por não ter ficado mais perto da porta de emergência.

- Já quando vim foi a mesma merda - acrescentou ele.

Não tive coragem de lhe perguntar porque queria ficar perto da porta de emergência.

E poderia aqui entrar em suposições que dariam certamente um post engraçado.

Mas por respeito ao senhor não o farei.

 

Ainda antes das hospedeiras retirarem os tabuleiros pus-me a pé e sentei-me num banco do lado contrário do avião.

Na outra ponta dos três bancos estava uma miúda em quem já tinha reparado à entrada.

Abri o portátil e comecei a escrever outras crónicas.

Há cerca de dez segundo atrás reparei que ela tinha aliança na mão esquerda.

Pelo menos parece ser.

Isso leva-me a ficar retraído em meter conversa com ela.

Se bem que como ela está a ler a Visão, deverá ser boa conversadora.

Não sei que faça…

Ela acabou de pousar a revista e está sem fazer nada.

Agora seria o momento certo.

Mas não é de mim meter conversa nestas circunstâncias.

Até porque ela pode considerar-me um tarado, pois mudei de banco, e para mais perto dela.

Se agora meto conversa ainda vai pensar que costumo fazer isto sempre que ando de avião.

Será que haverá muita gente a fazer coisas destas nos aviões?

Tive uma ideia:

Vou à casa de banho e deixo o portátil com este texto virado para ela.

Pode ser que ela o leia e quando eu regressar ela meta conversa comigo.

Vou arriscar.

- Olá. Não fiques assustada, mas costumo escrever textos destes para o meu blog.

Merda.

Já me ia a pôr a pé, quando reparei que ela está a dormir.

Isto de demorar muito tempo a tomar uma decisão é sempre a pior decisão que se pode tomar.

 

Ah, é verdade, acabei por não a descrever.

Ela veste um casaco vermelho, calças de ganga azuis largas e sapatilhas Converse All Star.

Uma das coisas que me chamou a atenção foram os brincos dela.

Muito giros.

E tem o cabelo preso em rabo-de-cavalo.

Adoro ver as mulheres com rabo-de-cavalo.

Agora reparo que tenho os phones colocados mas não estou a ouvir música.

E acreditem que não foi para o estilo.

Simplesmente me esqueci de abrir o Media Player.

Na verdade ouve-se muito menos o barulho dos motores com eles colocados.

Vou dormir.

sinto-me:
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publicado por Peter WouldDo às 00:10

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Quinta-feira, 12 de Março de 2009

Vamos salvar os bebés!

 

Ainda é possível salvar os bebés!

Juntem-se a mim.

Não há direito de lhe fazerem o que lhes estão a fazer.

Tenho a certeza que a humanidade mudará para sempre.

 

Na segunda conheci pessoalmente uma priminha minha de cinco meses.

A Inês.

Já tínhamos trocado umas mensagens e fotos na net, mas ainda não a tinha visto ao vivo.

E quando a cheguei a casa dela, tive oportunidade de assistir ao momento de maior demonstração de amor de um pai pela filha: a mudança de fralda!

- Xiiii, nunca vi nada disto. Acho que ela nunca se tinha sujado tanto!

- Sim, sim, deves mudar a fralda muitas vezes…

- Tou a falar a sério. A fralda não deve ter ficado bem colocada.

- Quem é que a colocou?

- Fui eu, mas tinha ficado bem, tenho a certeza, porque tive tanto cuidado.

- Claro que deve, só que esta devia ter defeito.

 

Cerca de 37 toalhitas depois, o pai da Inês lá decidiu que se calhar era melhor mesmo dar-lhe um banho.

Banho dado com alguma perícia, tenho de reconhecer, e a Inês, deitada no sofá sem roupa, estava mais contente que nunca.

Mexia-se como grande agilidade, próprio de um bebé de 5 meses.

Até que… o pai começou a vesti-la.

E tudo mudou na vida daquele bebé.

Fralda (desta vez bem colocada).

Camisola interior.

Fato de macaco.

(E já a Inês quase não conseguia mexer os braços)

Mais uma camisola.

(E a Inês estava completamente paralisada como que dentro de um fato de astronauta)

E fosse ela para a rua ainda levava com um casaco por cima.

 

E é aqui que acho que é possível fazer alguma coisa pelos bebés.

DEIXEM OS BEBÉS LIVRES.

Eles precisam de se mexer.

Vamos combater os pais de todo o mundo que vestem os bebés.

Eles precisam de exercitar os braços e as pernas.

Não há direito de deixar imobilizado um bebé com roupa, como alguém que partiu todo os ossos e leva gesso no corpo todo.

sinto-me:

publicado por Peter WouldDo às 00:09

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9 Meses

 

Faz hoje (quinta feira, 12) nove meses que fui para Inglaterra.

E achei engraçada a curiosidade de ter vindo de férias aos nove meses.

Como se uma licença de parto se tratasse.

Ou uma nova fase estivesse para se iniciar.

Muita coisa mudou nestes meses.

Mais do que estava à espera.

Ainda estou longe de chegar a algum lado.

Mas pelo menos agrada-me o caminho que vejo para percorrer.

E é nestas alturas que alguém que arriscou ir à procura de um sonho diz, àqueles que não têm coragem de o fazer, que esta é a melhor sensação do mundo:

A de nos sentirmos no caminho certo.

É um lugar-comum dizer que só nos arrependemos do que não fazemos.

Mas é a verdade.

E quando o que se tem a perder é muito menor do que o que temos a ganhar, ainda maior poderá ser o arrependimento.

Quando vim não esperava facilidades.

Na verdade, também não esperava tantas dificuldades.

Mas é isso que nos prepara para o futuro.

É isso que nos molda e torna naquilo que somos.

Por isso não desgosto.

E sinto que as dificuldades por que estou a passar só me tornaram mais forte.

Estou perto dos 30.

E nunca mais terei 16, 20 ou 25.

E tanta coisa que ainda não fiz…

A falta de dinheiro não é desculpa.

A de coragem sim, é que é.

E isso é só nós querermos para o mudarmos.

Eu sei que o conforto da continuidade e da estabilidade de sabermos que amanhã será pelo menos igual a hoje é uma boa sensação.

É isso que nos faz não arriscar.

Por vezes é bom e precisamos de saber que amanhã não será muito diferente de hoje.

Mas não todos os dias…

Quando regressar a Londres estarei uma vez mais sem emprego, numa das cidades mais caras do mundo.

Mas sei que me vou safar.

Tenho tão pouco a perder.

E posso sempre recomeçar tudo de novo…

 

PS. Tenho a certeza que daqui a umas semanas vou precisar de ler este texto para me auto-motivar.

 

 

sinto-me:

publicado por Peter WouldDo às 00:05

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Quarta-feira, 11 de Março de 2009

Quero o meu velho país de volta!!

 

Portugal está de mal a pior.

Então não é que ontem combinei um café com uma amiga em Braga.

Como tinha de renovar o passaporte pensei:

“Ela sai do trabalho às 18h, e para tirar o passaporte deve demorar bem duas horitas devido às habituais filas, vou à Loja do cidadão às 16h”.

Planos espectacularmente feitos, bem ao estilo do melhor estratega do Mundo chamado Mourinho.

Errado.

Tirar o passaporte demorou-me 5 minutos.

Este país já não é o que era.

Mal carreguei a pedir uma senha de espera saiu logo o meu número.

Sentei-me, dei o BI (nem pedirem o passaporte caducado) e levantei-me logo para tirar a foto.

Depois meti os indicadores e assinei.

Tudo finalizado.

- Tem a certeza que não é preciso nenhuma certidão de nascimento minha ou de óbito de algum avô meu? – perguntei eu à funcionária que ficou a olhar para mim.

- Não, só falta dizer quando quer o passaporte pronto.

- Era óptimo se pudesse estar pronto para Abril.

- Engraçadinho… Se quiser para quinta custa 80 euros, sexta 70 e segunda-feira 60.

- Quê? Quinta já está pronto se eu quiser?

- Está, só tem é de pagar mais.

- Mas não é preciso tanta rapidez. Aliás, eu não estou habituado a que um documento fique pronto tão rapidamente…

- Então fica para segunda-feira?

- Pode ser. Mas dá para enviar para casa?

- Dá, só paga mais 10 euros, e não nos responsabilizamos se for extraviado.

- Ahhhhh, finalmente alguma coisa a que já estava habituado… Então e dá para enviar para Londres?

- Londres?! Acho que não. Pelo menos nunca ninguém tinha pedido isso. Porque não tirou lá no Consulado?

- Porque me apeteceu tirar cá.

- Tenho pena mas não dá porque o envio deve custar muito mais caro, e não temos nada aqui a dizer isso.

- Mas por 10 euros até dá para enviar uma encomenda de um quilo para Inglaterra.

- Pois, mas não pode ser.

- Obrigado. Fico mais descansado que continue a haver burocracia em alguma coisa. Já me sentia na Inglaterra, e como vim de férias sentia necessidade de me sentir no meu país.

 

Depois saí da Loja e fui-me embora para Guimarães.

Não conseguia andar duas horas a ver montras.

O café fica para outra dia.

Alguém que salve este país…


publicado por Peter WouldDo às 00:04

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Terça-feira, 10 de Março de 2009

Tweety é de que sexo?

 

Estar à meia-noite de um sábado a falar do Tweety pode parecer conversa de bêbado.

Mas juro que não era.

E a questão era até intrigante

Na verdade, o Tweety é macho ou fêmea?

 

 

Nunca tinha pensado nisso, já que desde sempre assumi que seria macho.

Um pintainho, por isso.

Senão seria pintainha.

E como eu os restantes convidados da minha colega de casa espanhola (a dona do Fidel).

Não sei se se lembram, mas o Tweety anda sempre a ser perseguido pelo Sylvester.

Que também se presume ser um gato.

Mas se o Tweety for fêmea, a razão da perseguição poderá estar em causa.

Já que se o Tweety for a Tweety, faz ainda muito mais sentido dizer que o Sylvester estaria a tentar “papar” a Tweety.

Falta é saber como…

A plateia de sábado à noite estava dividida quase em partes iguais nesta divisão.

Já o Fidel, sem opinião, assistia à discussão atento, como que a pensar que macho ou fêmea o(a) Tweety daria um bom jantar…

 

Antes de ir dormir lá fui googlar o assunto, e aqui fica a resposta:

“the answer we all wanna know is clearly seen in a cartoon when Tweety Bird gets attracted to a female bird which was actually Sylvester's painted finger”

Portanto, o Tweety é macho e gosta de fêmeas.

 

No entanto a discussão sobre o sexo do Tweety levou-me a rever o sexo de todas as personagens de banda desenhada que são animais.

E cheguei à conclusão de que sobre o Bambi também não há grandes certezas

Mais uma pesquisa e lá descobri que os cornos (que ele tem já em crescido) também não provam nada, já que há espécies em que as fêmeas também os têm.

Mas depois encontrei a explicação de que ele era o “prince” da floresta, e não a “princess”.

Mania a minha de querer criar polémicas.

Sexos clarificados, continuo a ter dúvidas sobre o passado de alguns cartoons…

Ou vocês não acham estranho o Pato Donald ter sobrinhos e não ter irmãos?


publicado por Peter WouldDo às 00:08

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Segunda-feira, 9 de Março de 2009

De férias em Portugal

 

 

Atrasei-me a postar.

E ao lerem este post já nem deve ser segunda-feira.

Mas a desculpa é que este fim-de-semana foi muito movimentado.

Na sexta à tarde decidi não esperar pela Páscoa e ir já de férias a Portugal.

Neste momento não tenho emprego, e daqui a algumas semanas espero já ter, o que dificultaria a ida a Portugal.

Uma pesquisa por viagens e descobri que os preços até eram acessíveis.

Na Ryanair cerca de 130 libras (145 euros), e na TAP 140 libras (155 euros).

Para viajar na Ryanair tenho de me deslocar para o aeroporto de Stansted.

O que custa 14 libras por autocarro.

Já o voo da TAP saía de Heathrow, para onde há metro.

Ainda por cima a linha que passa perto da minha casa.

Nem hesitei e comprei pela TAP.

Até porque é portuguesa, e eu não comungo das críticas que muita gente lhe faz.

Pelo menos nunca tive razão de queixa, e continuo a não ter.

É tão bom ouvir uma Andreia Cunha a perguntar-nos em português se queremos sumo de laranja para acompanhar a sandes.

Tive de acordar às 3 da manhã de domingo, e fui para Heathrow de autocarro, já que a essa hora não há metro.

Só às 10 cheguei a casa, na freguesia de São Cristóvão de Selho.

E foi aí que criei as primeiras emoções.

A minha mãe não estava à minha espera, e liguei-lhe de fora da casa.

Ela atendeu pensando que estava longe, e a contar-me que iria almoçar com uma tia minha.

- Então não vais almoçar comigo – disse eu.

- Quê?

Nessa altura abri a porta e ela ficou cerca de dois segundos a olhar para mim sem perceber o que se estava a passar.

Depois o choro do costume

Decidi ir almoçar sozinho a um restaurante, já que não quis alterar planos.

Aproveitei para rever a minha cidade: Guimarães.

Um bom prato de bacalhau, uma coca-cola e um leite-creme com açúcar torrado.

Tudo à maneira para matar saudades da comida portuguesa, e por apenas 8,20 euros.

E ainda comi ao ar livre... (foto)

Depois de almoço nada melhor que assistir a um jogo de futebol ao vivo (entrada com um cartão de sócio de um familiar meu – por isso à borla).

E ainda por cima ganhamos, para variar em relação aos últimos resultados.

Ao final da tarde estava cansadíssimo.

Tinha apanhado sol a tarde toda no futebol.

Para além de ter dormido poucas horas, já que na noite de sábado houve festa em casa.

E conversas com temas tão interessantes como o Tweety.

Mas isso é tema para o post de amanhã.

 


publicado por Peter WouldDo às 15:58

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Sábado, 7 de Março de 2009

Música da semana - Jamie Cullum

 

Jamie Cullum - Gran Torino

 

É díficil nao ficar emocionado...

 

Vejam o Filme, de Clint Eastwood



publicado por Peter WouldDo às 09:00

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Sexta-feira, 6 de Março de 2009

Paris Hilton, o Fidel e o leite

 

Não sei o que se está a passar comigo.

Ontem estive a ver uma espécie de reality show em que a Paris Hilton escolhe a melhor amiga britânica.

Todas as semanas as candidatas têm provas, e depois ela escolha uma para ir embora.

Pelo meio das candidatas há um candidato.

Que penso não ser preciso dizer qual a orientação sexual.

O incrível é que gosto de ver aquilo.

Ok, admito que há lá duas delas que são muito giras e boas como o milho.

Mas mesmo assim isso não seria por si só suficiente para me fazer ver um reality show.

Decidi procurar bem lá no fundo a razão que me leva a ver, quase todas as semanas, aquele programa.

E acabei por descobrir que era a inveja de não poder ser considerado o melhor amigo britânico da Paris Hilton.

E foi aí que o meu amigo Fidel entrou na conversa.

- Mas tu não és britânico, por isso nunca poderias ganhar!

- Cala-te seu desmancha prazeres!

- Eh Eh, és mesmo totó.

 

Acho que foi a primeira vez que foi chamado de totó por um gato.

Já tinha sido chamado de totó por pessoas.

Agora um gato era a primeira vez.

Mas não foi isso que abalou a minha cada vez maior amizade com o Fidel.

Somos uma espécie de companheiros de jornada.

Ajudamo-nos mutuamente, brincamos os dois e ultrapassamos juntos as grandes questões da vida.

A última foi-me colocada ontem pelo Fidel, enquanto saciava a sede:

- Eu sei que o leite vem das vacas, mas de onde vem o leite em pó?

- Olha, boa pergunta…

- Será que vem de alguma planta?

- A mim só me ocorre uma hipótese..

- Qual?

- As camelas. Com tanto calor que faz lá no deserto, que o leite até deve ficar em pó.

- É uma hipótese. Por acaso nunca tinha pensado nisso.

 

Como podem ver, o nível das nossas conversas é muito alto.

E só por isso os restantes membros da casa não entram nelas.

O dia de ontem acabou em grande, e com mais uma pergunta do Fidel:

- Será que a Paris Hilton dará um dia leite?

 

sinto-me:

publicado por Peter WouldDo às 00:05

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Quinta-feira, 5 de Março de 2009

LG M160 – Ca ganda máquina

 

Começou há dias a correr um abaixo-assinado na cidade contra mim.

Os autores do documento são quase todos os indianos que têm lojas em Londres onde vendem e efectuam reparações e alterações em telemóveis.

Penso que o número rondará as mil lojas.

E a verdade é que eu já estive em quase todas.

E nas quais ainda não estive, já estou proibido de entrar.

Passo a explicar.

 

Esses indianos gostam de se gabar.

E, por isso, colocam à entrada das lojas um cartaz com o seguinte texto:

Desbloqueiam-se todos os telemóveis”.

O problema deles é que eu tenho um LG M160 que custou cerca de 25 euros.

A primeira reacção deles quando lhes mostro o telemóvel é a de dizer que não conhecem a máquina.

Provavelmente por ser tão barato e fraquinho.

Depois começam a pesquisar nas listas para saber qual o software e cabos a utilizar.

E é aí que ficam admirados.

Este LG M160 não aparece em nenhuma.

Já tive um deles que não aceitou a derrota à primeira e pediu-me para passar uns dias depois.

Ia investigar o caso…

Uns dias depois lá estava eu e … nada.

Não tinha descoberto a solução.

 

Eles gostam de se gabar, mas até são sinceros.

Tanto que mal eu saio da loja tiram logo os cartazes.

Ou então alteram o que diz:

Desbloqueiam-se QUASE todos os telemóveis”.

E nesse segundo caso acrescentam um outro:

PETER, mantém-te longe

 

A TMN lá consegue fazer-me a vida negra.

Venderam-me um telemóvel tão fiel à rede que não permite que o mude para outra.

 

Alguém quer este LG M160 para fazer a vida negra aos indianos de Portugal?

 

sinto-me:

publicado por Peter WouldDo às 00:06

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Terça-feira, 3 de Março de 2009

A importância de se chamar Peter

 

Venho por este meio fazer um pedido.

Estou a precisar de ser lido por alguém da América do Norte.

É uma das poucas regiões de onde ainda ninguém me lê (ver o mapa no fim da página), e porventura uma das mais populosas do mundo.

E eu sinto que é uma falha do Loucura Londrina não ter leitores na América.

Já mandei um email ao meu amigo Peter Pan, que vive em Neverland, o rancho que era do Michael Jackson.

Mas parece que ele anda em baixo, por isso venho pedir a alguém que conheça alguém que viva lá na terra do Obama, para dar a conhecer este blog.

Se o Pan não estivesse tão em baixo, ele poderia dar uma ajuda e vinha aqui ler posts.

Mas tive conhecimento que ele pode ter sido abusado sexualmente por Michael Jackson, antes mesmo de ele ter vendido o rancho por 24 milhões de dólares.

Um processo já estará a correr nos tribunais, e como a Sininho terá sido testemunha ocular, tudo deverá ser resolvido em breve, com Michael Jackson a ter de pagar mais uma indemnização.

 

A minha amizade com o Peter Pan já é de longa data.

Conhecemo-nos numa audição para entrar num filme da Disneys e nunca mais perdemos o contacto.

Lembro-me como se fosse hoje.

Estávamos os dois sentados na sala de espera a ensaiar uma das cenas em que tínhamos de voar.

E lá acabamos por meter conversa um com o outro:

- Tens de abanar os pés quando estás no ar!

- Para quê?

- Para dar a sensação de que estás mesmo a voar.

- Achas que resulta?

- Comigo resulta. Já fiz esta cena para os meus sobrinhos e eles ficaram a pensar que eu tinha voado mesmo.

- Boa. Obrigado pela dica. Já agora, eu sou o Peter Pan. E tu, como te chamas?

- Eu chamo-me Peter WouldDo.

- Xiça que os gajos fizeram mesmo questão de chamar para a audição só gajos chamados Peter.

- Pois foi. Está ali o Peter Murphy e o Peter Gabriel, mais ao lado está o Peter Jackson e o Peter Sellers e ali sozinho está o São Peter.

- Não sei é o que faz aqui o Pete Sampras, já que lhe falta o R no fim do nome.

- Exacto, também não compreendo, Pan, mas que queres que faça?

- E espero que Deus não meta o dedinho para ajudar o São Peter…

- De facto, ajuda de divindades não é justo…

 

O Pan lá acabou por ser o escolhido, e o nome dele acabou mesmo por ser o nome do filme.

Para além do filme, o meu amigo deu ainda nome à gaita (Pan Pipe), àquele recipiente onde se fazem os cozinhados, em português denominado de Panela (Pan) e aos famosos montes do Rio de Janeiro, no Brasil, Pan de Açucar.

Para além de tudo isto, depois de verem o filme as crianças passaram a pedir Pan com manteiga.

Se tivesse sido eu, o filme teria se chamado Peter WouldDo, a gaita seria WouldDo Pipe, a panela não seria panela mas também não sei o que seria, os montes chamar-se-iam WouldDo de Açucar e as crianças pediriam baguete com manteiga.

E eu teria adorado contracenar com a Sininho.

Se bem que poderia ter sido eu a passar por uma situação dolorosa com o Michael Jackson.

É melhor continuar anónimo...

 

 

PS: pela foto já dá para perceber porque é que o Michael Jackson não lhe resistiu...

sinto-me:

publicado por Peter WouldDo às 00:07

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Segunda-feira, 2 de Março de 2009

Aumenta o número de visitas... ao meu quarto

As últimas semanas têm sido impressionantes.

Em quase todas tive visitas.

Ora é a família, ora são amigos.

Ou amigos da família e até família de amigos.

Isto tomou proporções tão grandes que há dias acordei e ao meu lado, a dormir não chão, estava uma gaja muita boa.

Depois de a acordar para lhe perguntar quem era ela, lá me disse que tinha era amiga de um amigo e que eu a tinha autorizado a dormir no meu quarto.

Mas acrescentou, com um sorriso de orelha a orelha, que nada de “anormal” se tinha passado na noite anterior.

Claro que fiquei o resto do dia a tentar perceber o que ela quereria dizer com “anormal”, já que não me lembrava de nada…

Embora a ideia de acordar com uma gaja boa ao lado me agradasse.

 

Mas as proporções do número de visitas não ficam por aqui.

Poucos dias depois recebi um email de um gajo, que não conheço, a agradecer-me pela estadia, que tinha sido “muito boa”.

E lá pelo meio do email dizia que estava feliz “por tudo o que de fora do comum aconteceu”.

“Fora do comum!?” – mais uma vez não me lembrava de nada…

Uma gaja toda boa a falar-me de coisas “anormais” que não aconteceram ainda se aguenta.

Agora um gajo que nem sequer conheço a agradecer por “por tudo o que de fora do comum aconteceu” é que já não me deixa de consciência tranquila.

Tive de lhe responder…

E como quem não quer a coisa lá lhe perguntei o que ele queria dizer com “por tudo o que de fora do comum aconteceu”.

A resposta chegou dois dias depois, já eu estava sem dormir há igual período.

“Desculpa se não me fiz entender. Quando escrevei “Por tudo o que de fora do comum aconteceu” estava a referir-me à gaja boa que estava já a dormir no chão do teu quarto quando chegamos dos copos. Eu sei que não costumas ir abaixo com tão poucas cervejas, mas ainda bem que te aconteceu daquela vez. A gaja era mesmo boa… e papei-a toda. Desculpa foi eu ter saido tão cedo, mas o avião não espera.

 

Nunca me senti tão aliviado com palavras como aquelas.

É verdade que a gaja boa não estava com um sorriso por minha causa.

Mas o agradecimento do gajo fazia mais sentido, e isso era o que valia mais…

 

Por tudo isto estou a pensar em alterar o regulamento das estadias no meu quarto.

E para que não haja misturas, os gajos continuam a dormir no chão, as gajas passam a dormir na cama comigo.

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publicado por Peter WouldDo às 00:07

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