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Loucura Londrina | Aventuras Em Blog

Um Português A Aprender a Viver Em Londres, E Nem Sempre Da Maneira Mais Fácil

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Loucura Londrina | Aventuras Em Blog

12
Mar09

Vamos salvar os bebés!

Peter WouldDo

 

Ainda é possível salvar os bebés!

Juntem-se a mim.

Não há direito de lhe fazerem o que lhes estão a fazer.

Tenho a certeza que a humanidade mudará para sempre.

 

Na segunda conheci pessoalmente uma priminha minha de cinco meses.

A Inês.

Já tínhamos trocado umas mensagens e fotos na net, mas ainda não a tinha visto ao vivo.

E quando a cheguei a casa dela, tive oportunidade de assistir ao momento de maior demonstração de amor de um pai pela filha: a mudança de fralda!

- Xiiii, nunca vi nada disto. Acho que ela nunca se tinha sujado tanto!

- Sim, sim, deves mudar a fralda muitas vezes…

- Tou a falar a sério. A fralda não deve ter ficado bem colocada.

- Quem é que a colocou?

- Fui eu, mas tinha ficado bem, tenho a certeza, porque tive tanto cuidado.

- Claro que deve, só que esta devia ter defeito.

 

Cerca de 37 toalhitas depois, o pai da Inês lá decidiu que se calhar era melhor mesmo dar-lhe um banho.

Banho dado com alguma perícia, tenho de reconhecer, e a Inês, deitada no sofá sem roupa, estava mais contente que nunca.

Mexia-se como grande agilidade, próprio de um bebé de 5 meses.

Até que… o pai começou a vesti-la.

E tudo mudou na vida daquele bebé.

Fralda (desta vez bem colocada).

Camisola interior.

Fato de macaco.

(E já a Inês quase não conseguia mexer os braços)

Mais uma camisola.

(E a Inês estava completamente paralisada como que dentro de um fato de astronauta)

E fosse ela para a rua ainda levava com um casaco por cima.

 

E é aqui que acho que é possível fazer alguma coisa pelos bebés.

DEIXEM OS BEBÉS LIVRES.

Eles precisam de se mexer.

Vamos combater os pais de todo o mundo que vestem os bebés.

Eles precisam de exercitar os braços e as pernas.

Não há direito de deixar imobilizado um bebé com roupa, como alguém que partiu todo os ossos e leva gesso no corpo todo.

12
Mar09

9 Meses

Peter WouldDo

 

Faz hoje (quinta feira, 12) nove meses que fui para Inglaterra.

E achei engraçada a curiosidade de ter vindo de férias aos nove meses.

Como se uma licença de parto se tratasse.

Ou uma nova fase estivesse para se iniciar.

Muita coisa mudou nestes meses.

Mais do que estava à espera.

Ainda estou longe de chegar a algum lado.

Mas pelo menos agrada-me o caminho que vejo para percorrer.

E é nestas alturas que alguém que arriscou ir à procura de um sonho diz, àqueles que não têm coragem de o fazer, que esta é a melhor sensação do mundo:

A de nos sentirmos no caminho certo.

É um lugar-comum dizer que só nos arrependemos do que não fazemos.

Mas é a verdade.

E quando o que se tem a perder é muito menor do que o que temos a ganhar, ainda maior poderá ser o arrependimento.

Quando vim não esperava facilidades.

Na verdade, também não esperava tantas dificuldades.

Mas é isso que nos prepara para o futuro.

É isso que nos molda e torna naquilo que somos.

Por isso não desgosto.

E sinto que as dificuldades por que estou a passar só me tornaram mais forte.

Estou perto dos 30.

E nunca mais terei 16, 20 ou 25.

E tanta coisa que ainda não fiz…

A falta de dinheiro não é desculpa.

A de coragem sim, é que é.

E isso é só nós querermos para o mudarmos.

Eu sei que o conforto da continuidade e da estabilidade de sabermos que amanhã será pelo menos igual a hoje é uma boa sensação.

É isso que nos faz não arriscar.

Por vezes é bom e precisamos de saber que amanhã não será muito diferente de hoje.

Mas não todos os dias…

Quando regressar a Londres estarei uma vez mais sem emprego, numa das cidades mais caras do mundo.

Mas sei que me vou safar.

Tenho tão pouco a perder.

E posso sempre recomeçar tudo de novo…

 

PS. Tenho a certeza que daqui a umas semanas vou precisar de ler este texto para me auto-motivar.

 

 

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