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Terça-feira, 30 de Junho de 2009

O "peso" de me tornar culto

 

O Miguel Sousa Tavares vai pôr-me com dores nas costas.

(esta frase escrita assim até parece que sou amigo intimo dele… demasiado íntimo.)

Decidi aventurar-me nas 608 páginas do Rio das Flores, que a ser finalizado constituirá um novo recorde pessoal.

A marca actual está nas 357 páginas do Memorial do Convento.

Ou seja, quase duplicaria a anterior marca.

Acho que a terminar o Rio das Flores só com a Bíblia consigo bater um novo recorde.

Ou então as 1492 páginas do Guerra e Paz, de Tolstoi.

Ainda era inocente quando me meti a ler aquele livro.

Embora depois do Rio das Flores o céu seja o horizonte…

 

Assim como a Maya, já fiz as minhas previsões:

As 608 páginas lidas nas viagens de metro a uma média de 20 páginas por dia [10 para cada lado], acabarei o Rio das Flores a 07 de Agosto.

Serão seis semanas com o livro dentro da mala que anda ao ombro.

E pesando aquele aglomerado de papel o que pesa, a minha coluna ficará seriamente afectada.

A Inglaterra ainda não é como os Estados Unidos, mas segundo a jurisprudência de cá, devo conseguir uma indemnização do autor a rondar as 20 mil libras, por danos físicos.

Põe-te a pau Miguelito…

Ninguém o mandou escrever um alegado bom livro com tantas páginas.

Vejam o caso do S. Paulo.

Depois de ter escrito para a Bíblia uma epístola levou com tantos processos judiciais dos Coríntios que teve de vender tudo o que tinha e mesmo assim não chegou.

E assim ficou famosa a I Epístola de S. Paulo aos Coríntios.

Nem sei se ele chegou a escrever outra epístola para a segunda edição da Bíblia.

 

A nível de marketing (packaging - embalagem) o Saramago é muito mais à frente que o Miguel.

O Zé preocupou-se tanto com o tamanho e peso do seu Memorial do Convento que até optou por nem colocar vírgulas ou pontos finais para que o livro ficasse mais leve.

Já o Miguel até capa com abas colocou no seu livro.

E eu que pensava que só as mulheres utilizavam abas nos pensos higiénicos, agora também as uso no Rio dos Flores.

 

Reconheço que assim que acabar de ler o Rio, sentir-me-ei mais culto.

E se o livro fosse meu seria de grande utilidade para colocar o monitor do computador do trabalho mais alto.

Mas não, é emprestado.

Foi essa, aliás, a razão pela qual ainda ontem não usei o Rio das Flores como arma de arremesso contra uma pomba que estava a tantar acertar-me com os famosos pingos brancos.

Mas depois de ter visto o que tinha na mão caiu na realidade.

Agora falando, perdão escrevendo, um pouco mais sobre o conteúdo, reconheço que estou a gostar.

Se for até ao fim tornar-me-ei de certeza um admirador do homem.

E a pesar [fica bem aplicado este verbo], a favor dele estão as “apenas” 520 páginas do Equador.

Cómico é que um só Rio consegue pesar mais que todo o Equador.

Seja ele o país ou uma linha imaginária que passa por vários.

 

Bem, este post começou bem mas já está a descambar por isso é melhor que ele fique por aqui.

 


publicado por Peter WouldDo às 00:04

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Segunda-feira, 29 de Junho de 2009

Aniversários

Hoje, 29 de Junho, deve ser o dia do ano em que mais gente que eu conheço faz anos.

É a minha mãe, o meu cunhado e a minha ex-patroa.

E se o meu grilo de 1991 fosse hoje vivo faria 18 anos.

Sim, porque eu até vir para cá sempre tive todos os anos um grilo.

E de certeza que ainda há mais alguém por aí que faz anos hoje.

Como três já é muita gente justifica-se o post.

Para eles muitos parabéns.

E não esperem por prendas porque estou longe.

Eu estava a pensar em enviar-lhes algo tipicamente inglês.

Mas só me lembrei do pequeno almoço inglês.

Depois fui pesquisar à net e não é permitido enviar ovos estrelados, bacon e salsichas pelo Royal Mail.

Para além disso os portes de envio são muito caros.

Que pena...


publicado por Peter WouldDo às 00:05

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O David marcou o Chochas

 

 

O Chochas contou-me recentemente que da última vez que foi a Portugal a mãe, que trabalha numa espécie de lar, o obrigou a ir visitar um dos internados: um jovem de 20 anos.

Filho, vais conhecer o David porque ele já viveu em Londres.

Coitado, a mãe trouxe-o para Portugal depois de ele se ter tentado matar com uma pistola.

Só que falhou.”

O Chochas fez logo uma espécie de filme e imitou-o a apontar a pistola à cabeça, de olhos fechados cheio de medo e a disparar.

Resultado: a bala apanhou-o de raspão afectando-lhe o cérebro.

Quando foi a Portugal, lá foi o Chochas visitá-lo.

“Então tudo bem?”, perguntou o Chochas, na maior das inocências, a um internado num lar.

Duas semanas depois da visita o Chochas recebeu um telefonema da mão:

Filho, não sabes o que aconteceu. O David tentou matar-se outra vez.”

“E conseguiu?”, foi a pergunta óbvia do Chochas.

Não!

Foi comprar uma pistola aos ciganos já depois de ter saído daqui, mas como eles viram que ele não percebia nada venderam-lhe uma de sinalização.”

Como daquelas pistolas só sai ar comprimido fazendo uma grande barulheira, desta vez o David ficou surdo.

O Chocas começou a ficar preocupado com a mãe.

“Oh mãe, esse gajo é um perigo.”

Não é nada filho. O David é uma paz de alma.”

“É o quê? Ele qualquer dia ainda compra uma granada, tira a cavilha e esquece-se. Vai à casa de banho e sobrevive, ao contrário de vocês todos.”

Pois… E se calhar foi por isso que o director do lar pediu para ele ser transferido para o Júlio de Matos.”

Algumas semanas depois deste telefonema o Chochas volta a receber outro da mãe.

Sabes, filho, ontem fui visitar o David ao Júlio de Matos.

Ele agora tem uma namorada.”

“O quê? Isso vai acabar em suicídio em massa.

Ele ainda vai convencer os malucos todos a matarem-se.”

Não digas isso que o David é bom rapaz e a namorada é bonita.”

“Porque é que ela está lá?”

Tentou matar-se.”

Foi depois dessa resposta que a mente do Chochas começou a reflectir.

“A conversa entre os dois deve ser sobre as tentativas de suicídio de ambos.

Que devem ser muitas porque eu não acredito que só tenham sido aquelas duas.

O gajo já se deve ter tentado atirar à frente de comboios, abaixo de pontes e arranha-céus, e sobrevive sempre.

O gajo é um perigo.

Qualquer dia ainda se mata a tentar matar-se.

 


publicado por Peter WouldDo às 00:04

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Quinta-feira, 25 de Junho de 2009

O sonho Wimbledon

Entre os meus sonhos ingleses estava o de ir a Wimbledon assistir a um dia de jogos.

E com a antecedência devida lá fui eu ver o preço dos bilhetes, consoante a minha disponibilidade.

Já previa de antemão que os preços do último fim-de-semana de prova seriam incorportáveis para a minha carteira.

Mal eu sabia que mesmo num dia normal o eram...

 

399 libras para o segundo court?

É caso para dizer:

"CA GANDA XULICE".

E já nem falo no desejo de ver o court principal, porque para isso ia quase todo o meu salário.

 

Este sonho inglês vai para a gaveta.

Um dia que seja rico pode ser que consiga.

Para já fico-me pelo contar de trocos para comprar os patins em linha.

 

Próximo sonho é ver um musical.

Já cá estou em Londres à nove meses e ainda nada.

Falha grande.

Outro é ver um jogo da Premiere League.

Se possivel do Chelsea ou Arsenal.

 

E há outros de que falarei numa outra oportunidade, porque estou cheio de sono.


publicado por Peter WouldDo às 00:04

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Quarta-feira, 24 de Junho de 2009

O prazer de viver numa rua sem saída

 

Às vezes, enquanto caminho da estação de metro para casa, lembro-me de como é bom morar numa rua sem saída.

A ausência de trânsito traz um silêncio maravilhoso à casa.

O pouco movimento de pessoas, o número reduzido de bêbados à noite, são algumas das vantagens.

Ao longe um esquilo salta de uma árvore e comprova o que escrevo no bloco enquanto caminho.

Um bloco de capa dura que custou uma libra.

Conforme me aproximo da casa posso ouvir o vento a fazer-se sentir nas árvores e nas ervas daninhas gigantes, que dificultam o caminho pedonal.

É bom viver num beco sem saída.

Gostava de poder viver sempre numa estrada sem saída.

Estou já muito perto de casa e quase convencido de que esta não podia ser mais perfeita até que começo a ouvir uma batida.

E aí vem-me à memória que no quarto por baixo do meu mora um metro e meio de gente, com um manjerico na parte de cima.

E ainda por cima um manjerico no qual se passarmos a mão não ficamos com um perfume agradável, mas com o cheiro a quitoso.

Aquele a quem aqui já chamei de “Marco Paulo em início de carreira”, mas que terá de ser rebaptizado de manjerico, por ser mais curto.

O tal que é aspirante a DJ, mas que desconfio que nunca o deixará de ser.

Alguém que fala a mesma língua que Camões, para sua infelicidade [de Camões].

E quando o próprio Camões – que segundo consta era uma pessoa super sociável - não vai à bola com uma pessoa, como poderei eu dar-me bem com ela?

Meto a chave na porta e apetece-me ir para trás, para junto das ervas daninhas.

Voltar a ouvir o vento a roçar nelas.

Mas não, teimo em diariamente entrar e sofrer com batidas até perto das 23 horas.

Agora que foi colocada essa hora como limite.

Depois do manjerico ter subido mais alto que o metro e meio, devido à ajuda das minhas mãos no seu pescoço.

 

 

PS: Repararam na minha subliminar alusão ao S. João?


publicado por Peter WouldDo às 00:04

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Resultados da votação para as frases

 

Depois de 19 comentários, as frases vencedoras são:

 

A

Lkoos cofnuse

Btu yuo cna raed ti!

 

L

While you read this,

I’m looking at your neck!

(neck = decote)

 

D

Don’t tell me

you had to turn your head

to read this?

(esta frase será colocada na vertical)

 

 

O top five:

A         12

L          6

D         5

G         4

H         3

 

Prometo em breve colocar aqui fotos das t-shirts.

Vou tentar no próximo fim-de-semana colocar mãos à obra.

Já comprei os marcadores, faltam as t-shirts de duas libras cada, cerca de 2,40 euros.

 


publicado por Peter WouldDo às 00:03

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Quinta-feira, 18 de Junho de 2009

A riqueza da palavra PUTA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Não fui eu o tuga autor da brincadeira.

Mas reconheço que a originalidade é de se lhe tirar o chapéu.

E sendo o aviso de um WC inglês, a private joke ainda fica melhor.

Tenho uma grande admiração pelo tom directo dos avisos ingleses.

Vão directos ao assunto, e neste caso avisam logo que os canos “já estão a ficar entupidos”.

A versão portuguesa deste aviso seria qualquer coisa como:

“Não atire o papel para a sanita que pode causar entupimentos”.

Em resposta, o verdadeiro tuga pensaria:

“Oh, pode mas de certeza que isso não vai acontecer comigo”.

E pumba, papel para dentro da sanita.

Os ingleses optam por uma versão mais ameaçadora:

“Os canos já estão a ficar entupidos”.

Deixando em entrelinhas que podem mesmo ficar com os bocados de papel que nós vamos atirar lá para dentro, correndo o risco de levarmos com a inundação nos pés.

E qual é a resposta de um tuga a este aviso:

“Reparar que a conjunção das quatro primeiras letras das quatro palavras mais à esquerda formam a palavra PUTA”.

Dito de outra forma:

“Cagou” para o que o aviso dizia.

E o mais provável é que o tuga que riscou o aviso deve ter mesmo atirado o papel para dentro da sanita.

Reparem que ele ou anda sempre com um marcador permanente azul no bolso, ou então foi buscar um a casa só para o serviço.

Volto a afirmar que não fui eu.

Embora também reconheça que sempre odiei deitar papel higiénico sujo para dentro de cestos.

E como não havia mais nenhum contentor por perto…

 

sinto-me:

publicado por Peter WouldDo às 00:04

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Quarta-feira, 17 de Junho de 2009

Podia dar-me para pior…

 

 

 

Preciso da vossa ajuda.

Com o verão a estalar o meu guarda-roupa sente falta de mais t-shirts.

E em vez de andar por aí a esbanjar dinheiro, resolvi fazer as minhas próprias t-shirts.

Pelo menos pintá-las ou escrevê-las.

Só preciso que me ajudem a escolher as melhores duas ou três frases para eu colocar mãos à obra.

Por isso façam-me o favor de ajudar a escolher as melhor.

Só têm de fazer um coment rápido e colocar a(s) letra(s) da(s) favorita(s).

 

A

Lkoos cofnuse

Btu yuo cna raed ti!

 

B

I’m the only one in the world

With a t-shirt like this one!

 

C

What have I done

With a Primark t-shirt!

(Primark é a loja que vende a roupa mais barata da Inglaterra)

 

D

Don’t tell me you had to turn

Your head to read this?

(esta frase sera colocada na vertical)

 

E

Don’t start reading this

Because the last line

Is very small

I told you!

 

F

This was the best t-shirt

I’ve found in the market!

 

G

If you like this t-shirt

You will love the others I have in my room.

Do you want to see them?

 

H

There’s someone in London

With the other half!

Half 1 of 2

 

I

Cutchip maleko tri pocipo

Who said I couldn’t have my own language?

 

J

The last person who read this

is 100ft ahead of you

 

K

STOP thinking I’m creative

My mommy made this t-shirt!

 

L

While you read this,

I’m looking at your neck!

(neck = decote)

 

M

In the country I came from

This t-shirt is cool!

 

sinto-me:

publicado por Peter WouldDo às 00:04

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Terça-feira, 16 de Junho de 2009

O programa de rádio que foi

O programa que o meu Blog deu na Comercial

teve tanto sucesso que foi directo ao arquivo...

Quem se salvou de o ter ouvido mas mesmo assim quer saber como sofreu quem ouviu, pode seguir o link clicando na imagem.

A produção deste blog não se responsabiliza por quaisquer danos causados pelos textos reproduzidos.

Também informamos que já houve gente a ser internada em hospícios por ouvir coisas menos desagradáveis que os quase 60 minutos deste programa, que ainda por cima não tem imagens.

Pelo menos há umas musiquitas pelo meio.

Os Outlandish, por exemplo.

A famosíssima banda da Dinamarca constituída por um marroquino, um hondurenho e um paquistanês...

E que cantam uma música com a linda passagem "...Pessoas, Pessoas, Pessoas..."

O que se safa da página de arquivo do programa ainda é o link para este mesmo blog.

Apesar de tudo,

OBRIGADO COMERCIAL.


publicado por Peter WouldDo às 00:05

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O final de noite do Chochas

“Se eu não chegar até às três da tarde ide buscar-me à esquadra da polícia”, disse o Chochas ao sair de casa, no sábado, ao final da tarde.

Uma frase que deixava transparecer o seu receio em ser apanhado pelos pais da Alice, na própria casa deles, e com a filha Alice.

Mas a verdade é que pouco passava da meia-noite quando chegou.

Os pormenores, esses, só os fiquei a conhecer no dia seguinte.

A noite de Chochas e Alice começou, como tudo previa, num bar a petiscar e a beber umas bejecas.

Como a miúda já o tinha prevenido, ele não precisou de pagar nada.

E muito menos soube quem pagou.

Mas isso também pouco interessa.

Quando a Alice sentiu que os pais e a irmã já poderiam não estar em casa (o Chochas desconfia que foi a irmã dela que lhe mandou mensagem) ela lá decidiu que estava na hora de rumar a casa.

O tempo passava e o Chochas não fazia a mínima ideia se os pais da Alice comiam normalmente rápido.

Ou até se gostavam de sobremesa.

Condições que deixavam no ar uma incerteza sobre quando eles poderiam chegar.

Uma incerteza que poderia condicionar a sua “performance”.

Uns copos do melhor whisky do pai da Alice, gaba-se o Chochas, e a coisa aqueceu ainda mais.

Pouco tempo teve ele para contemplar a bela casa onde estava.

Quando ele se apercebeu já os dois estavam no quarto dela e a coisa a acontecer.

E a imagem do pai dela a entrar pela porta não lhe saia da mente.

O Chochas é um jovem que conta todos os pormenores, mas que são difíceis de aqui reproduzir.

Posso apenas revelar que na noite de sábado ele se “atrasou” um pouco e que só com muita ajuda da Alice conseguiu atingir os objectivos.

Estava o trabalho feito e logo ele se apressou a vestir-se e a despedir-se.

Poucos minutos depois e já o coração dele batia mais calmamente.

E os dois estavam felizes.

O Chochas e a Alice, uma jovem de “quase” 18 anos.

sinto-me:
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Segunda-feira, 15 de Junho de 2009

Apresento-vos o Chochas

Já tinha falado nele, mas só de passagem.

Mas desde o início do mês que temos cá em casa mais um morador.

Cá em casa é como quem diz…

Na garagem.

Um desenrasque a um tuga que teve de deixar o anterior quarto à pressa.

Mas este tuga é um campeão de humildade.

Leva a situação de morar quase numa “barraca” na maior desportividade.

Brinca com a situação com a maior das naturalidades.

E para ajudar à festa, ele é um garanhão com as mulheres.

E quando afirmo isto, estou a ser sincero, pois já o vi em acção e sei que tenho coisas a aprender com ele.

Esta semana o Chochas, nome de guerra dos tempos de criança, conheceu uma miúda francesa num bar: a Alice.

Duas noites depois ela convidou-o para no passado sábado irem correr para Hyde Park.

Coisa que ele já não fazia há anos, segundo ele.

Lá vestiu os calções e t-shirt e lá foi ele correr.

Chegado deparou-se com a miúda vestida de cima a baixo com o melhor equipamento da NIKE, IPod no braço e todos os demais acessórios.

Ele, com uns calções à tropa, t-shirt branquinha e sapatilhas com um buraco causado por uma beata mal apagada.

Segundo contou ele, a miúda teve menos folgo que ele para a corrida.

Já no final, ela pediu-lhe para ele a acompanhar a casa.

Uns metros mais à frente ela disse-lhe que morava num dos respectivos apartamentos de luxo de Kensington, uma zona rica cá de Londres.

O Chochas ficou de boca aberta.

Sempre na boa, lá lhe perguntou que fazia ela à noite.

Derretida, a miúda contou-lhe que os pais e a irmã iam jantar fora, mas que ela tinha optado por ficar em casa.

Ah, também o convidou para ele lhe fazer companhia.

Planos delineados, lá veio ele para casa.

Durante a tarde recebeu um sms dela: MUDANÇA DE PLANOS.

Teriam de começar a noite fora de casa a jantar, depois beber uns copos e acabar na casa dela.

O risco aumentava, já que os pais poderiam voltar a qualquer momento.

Para ajudar à festa, as economias dele estavam muito baixas, e com uma miúda de Kensington o jantar pode ficar bem caro…

Com a maior das humildades resolveu mandar-lhe um sms de resposta a avisá-la que andava “short of money”, não fosse ela ficar à espera que ele pagasse a conta.

A resposta chegou segundos depois: “Mas quem disse que teríamos de pagar alguma coisa? Ah, e dress smart.”

Dress Smart é o mesmo que dizer anda bem vestido, ou traz fato.

Foi então que ele se lembrou que aquele comentário poderia ter sido consequência da roupa da manhã, ou em especial das sapatilhas.

Mas o que mais o surpreendeu foi o “teríamos” na mensagem, que indicava que nenhum deles teria que pagar a conta.

Começou logo a fazer filmes imaginando-se a sair da barraca vestidinho de fato e gravata.

Mas a verdade é que o fez e a noite promete.

Ele pelo menos está com fé que vai molhar o bico.

Quando escrevo este post ele acaba de sair de casa, por isso não faço ideia de como acabará a noite.

 

 

E como não sei se esta estória teve o mesmo impacto em vocês como teve em mim, só relato o que aconteceu no resto da noite com o Chochas se vocês pedirem.

De certeza que será divertido.

Porque quase tudo o que acontece na vida do Chochas o é.

sinto-me:

publicado por Peter WouldDo às 00:04

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Sexta-feira, 12 de Junho de 2009

Um ano na Inglaterra

 

Faz hoje, sexta-feira dia 12 de Junho de 2009, um ano que cheguei à Inglaterra.

Passou tão rápido, agora que olho para trás.

Hoje podia escrever sobre trabalho, carreira, futuro, sonhos e muitas outras coisas que me levariam à repetição.

Mas não o vou fazer.

Reparo que tenho andado a escrever muito sobre um tema nos apontamentos pessoais, e é sobre ele que quero escrever hoje aqui.

Vou fazer um rescaldo, mas sobre o amor.

Aviso que provavelmente sairá um texto bastante pessoal, e até chato.

Mas como sei que o que é pessoal atrai o ser humano, sei que ninguém vai desistir da leitura deste post neste ponto final.

 

Eu sou uma espécie rara de homem.

Cheia de contradições, ainda por cima.

Para além de acreditar no amor, acho que não o sei quantificar.

Olho para trás, e tenho dificuldade em dizer se alguma vez estive realmente apaixonado.

Ou se já estive várias vezes e em todas fui mal sucedido.

Mas a maior contradição é que como grande crente no amor, nunca tive uma namorada.

Pelo menos na minha definição de namorada.

Nunca nomeei ninguém de “minha namorada”.

Já tive paixonetas, aventuras, amores platónicos, grandes amigas e as habituais “namoradas” da primária.

Mas nunca ninguém que considerasse como uma verdadeira namorada.

Alguém que sentisse preencher-me quase a 100 por cento, e com quem estivesse por um largo período de tempo.

Cometi alguns erros na minha vida amorosa.

Deixei “passar” grandes pessoas.

Mas o pior é que já depois de me aperceber disso posso ter deixado passar mais ainda.

E tudo porque não sei quantificar o amor.

Essa será a raiz de todo o meu problema.

E o mais engraçado, é que acho que serei um grande amante.

Sem querer tornar isto num texto publicitário daqueles sites de encontros, acho que serei uma boa companhia.

Divertido, romântico, falador e ao mesmo tempo bom ouvinte.

Mas também muito exigente.

O outro grande problema.

E com o passar dos anos, e o crescimento da solidão amorosa, o muro não desce.

Continuo a procurar características na pessoa amada que se calhar não estão ao meu alcance ou nem sequer existem.

Poderia descrevê-las e aprofundar-me em cada uma.

Mas já os poetas o fizeram e com melhor mestria.

Às vezes digo para mim mesmo que vou mudar.

Mas isso não acontece.

Depois concluo que ainda não terei encontrado a “pessoa”.

Ou que terei mesmo de ficar assim: amorosamente solitário.

E aí lá se vão ao ar todos os meus projectos.

Mulher, filhos, casa, carro, cão e patins em linha.

Se calhar sou é um masoquista que adora os momentos iniciais de uma paixão em que tudo parece perfeito.

Mas que termina pouco depois com desilusão ou frustração.

Vou-me contentando com esses momentos naifs.

Mas continuando a acreditar que um dia poderei sentir que encontrei a pessoa certa.

 

Podia continuar por horas.

Mas já fui mais fundo do que alguma vez tinha ido.

sinto-me:
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Quarta-feira, 10 de Junho de 2009

Não ler porque não tem nada de especial

Hoje estou sem criatividade, e contra isso não há nada a fazer.

Por isso vou contar coisas banais.

Hoje, quarta-feira, há greve no metro, e por isso levantei-me às 6:30.

Já estudei o percurso a fazer usando comboio e autocarros, mas vai ser lindo vai...

É o que faz morar longe do trabalho.

 

Também quero dizer que pela primeira vez desde os 18 anos não votei em eleições.

Está-se mesmo a ver porque é que o PSD ganhou...

 

De referir ainda que estou a adorar o meu trabalho.

A explicação é simples: só gajas boas, boas, boas...

Mas isso é um tempo para os próximos posts.

 

Outro possivel é uma ideia que Londres roubou ao Bom Jesus, em Braga.

 

Também em breve irei escrever sobre a minha ronda pelos cafés portugueses, no passado fim de semana.

Foi lindo.

Só adianto que vai meter tugas (elas) a jogar dominó aos gritos e a beber Sagres.

 

E fico por aqui senão depois o factor surpresa não funciona.

Beijinho e até qualquer dia.

 

PS: o programa da Comercal fica disponivel em breve online. Eu depois aviso.

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Terça-feira, 9 de Junho de 2009

Como dar a volta a uma engraçadinha…

 

Aqui fica transcrita um conversa minha no messenger com uma amiga.

Ela lá começou por tentar ser engraçadinha…

Mas acabou por ser apanhada.

Eu que no início só lhe queria dizer que o meu blog ia dar na rádio...

 

Ah, e claro que o nome verdadeiro dela não é Ivone.

 

Peter WouldDo diz:

é verdade, tb tenho novidades

Ivone diz:

diz

conta

tou preparada

vais ser pai??

Peter WouldDo diz:

como é q advinhaste?

alguem te disse?

Ivone diz:

as noticias correm depressa, meu caro

sorry

Peter WouldDo diz:

mas quem te disse?

agora tou curioso...

Ivone diz:

tás a falar a sério??

Peter WouldDo diz:

mau...

entao n sabias nada

Ivone diz:

tás a falar sério??

eu tava no gozo...

mas conta...

vais mesmo ser pai??

Peter WouldDo diz:

vou

Ivone diz:

Parabéns, papá...

Peter WouldDo diz:

mas tb fui apanhado de surpresa como tu

ainda n consigo ver a cena

axo q vou ter de ir a umas consultas a um psicologo

Ivone diz:

não acredito

tás a falar a sério??

Peter WouldDo diz:

porra

então n acreditas pq?

n me axas capaz?

Ivone diz:

sei lá...

claro q acho capaz...

acho-te mt saudável

mas não estava à espera...

acho-te um rapaz cuidadoso...

Peter WouldDo diz:

e sou... mas ha sempre descuidos...

Ivone diz:

eu sei...a vida prego-nos algumas partidas.

mas tens todo o meu apoio

se precisares de alguma coisa, é só dizeres

mas quem é a mãe?

Peter, fala comigo...

não me dês assim uma notícia e depois desapareces

cá pra mim estás aí a rir-te de mim...

 

Ivone acabou de pedir a sua atenção.

 

Peter WouldDo diz:

eh eh eh, vês como podes passar de engraçadinha a apanhada???

Ivone diz:

cromo

eu já a candidatar-me a madrinha

pregaste-me um susto, confesso

conta lá a novidade

 

 

sinto-me:

publicado por Peter WouldDo às 00:04

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Segunda-feira, 8 de Junho de 2009

AVISO IMPORTANTE

 

 

Para quem ouviu o programa da Rádio Comercial quero esclarecer que não sou tarado sexual.

Claro que esta frase vinda de mim não é garantia nenhuma.

Mas de certeza que as raparigas de quem eu já levei bofetadas podem depor a meu favor, porque eu nem cheguei a tocar-lhes.

Ok, eu até escrevo sobre lingerie feminina, decotes e sobre meter conversa com miúdas que não conheço em aviões…

Mas até sou bom rapaz, solteiro e descomprometido.

E para as mais indecisas, posso garantir-vos que já tenho um património considerável:

- Duas bicicletas (eu sou assim, gosto de mostrar riqueza)

- Patins do gelo (nunca utilizados em Portugal)

- Uma almofada de penas (impenetrável aos ácaros)

- Umas sapatilhas de cor branca

- Um disco vinil dos Ministar

- Um puff de cor verde alface

- Um livro do Paulo Coelho

- Uma colecção considerável de Playboys

 

E com o dinheiro que a Rádio Comercial me pagou estou a pensar adquirir uns patins em linha.

Mais uma pequena loucura minha.

Como podem ver, um património fora do vulgar para alguém perto dos 30.

 

Se estes valores materiais não fossem suficientes para mudar a vossa opinião a meu favor, também posso falar-vos da minha maneira de ser:

- Não coloco açúcar no café, muito menos nos iogurtes

- Ando sempre com um corta-unhas no bolso

- Adoro apertar bochechas

- Gosto de ver as mulheres vestidas com calças e uma saia ou vestido por cima

- Quero ter uma porrada de filhos, se ainda for a tempo

 

Quero, porém, alertar que sou uma pessoa a quem a fama sobe rapidamente à cabeça e se torna arrogante.

Quando ganhei o prémio para melhor aluno da quarta classe comecei a pedir à minha mãe para me ralar a sopa e a cobrar-lhe dinheiro para ela sair à rua acompanhada comigo.

Obviamente que as receitas foram poucas, e até hoje nunca mais comi sopa ralada.

Mas agora que o meu blog deu um programa de rádio vou cobrar-vos para que possam ler os posts.

Em cerca de um ano tive 20 mil visitas, o que a um euro cada visita daria 20 mil euros…

 

Os cromos de jogadores de futebol que eu poderia comprar com esse valor…

 

sinto-me: Um dos mais felizes na Terra

publicado por Peter WouldDo às 00:04

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Quinta-feira, 4 de Junho de 2009

O Meu Blog Vai Dar...

                          ...um programa de rádio.

na COMERCIAL


Sábado das 21h às 22h.

Domingo das 9h às 10h.

 


Vou tentar ouvir.

Senão depois vocês contam-me como foi.

Fazem aqui um comentário e tal.

Nem que seja para dizer mal.

[atrevam-se!]

que dou-vos uma coça

nem que seja por correspondência

ou então contrato os homens do fraque, para andarem atrás de vocês a dizer que devem 10 euros a uma idosa de 95 anos.

NÃO TÊM VERGONHA?

 

PS: aviso já que sempre que ouvirem as palavras homem, mulher, tipo ou tipa devem fazer de conta que ouviram as palavras gajo e gaja.


publicado por Peter WouldDo às 00:04

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Quarta-feira, 3 de Junho de 2009

Feijões

Isto de trabalhar com muitas mulheres tem que se lhe diga.

E se são muitos os aspectos positivos também há os negativos.

Um dos negativos é que as mulheres são um pouquinho mais histéricas que os homens.

Só um pouquinho, mas são.

Ontem, estava eu no meu almoço a comer uma salada com feijões quando reparei que uma colega de trabalho disse o seguinte quando me viu:

“Pedro is eating beans”…

Logo de seguida gerou-se o pânico entre os restantes colegas de trabalho, e eu sem saber porquê.

Houve gente com as mãos na cabeça, a gritar e a correr de um lado para o outro.

Algumas foram logo de seguida à chefe pedir folga para o dia seguinte.

Outras começaram a chorar.

Uma colega mais alarmista chegou a escrever o testamento.

Uma das coisas mais estranhas na cena é que quando comentavam algo, e ao mesmo tempo que olhavam para mim, apertavam o nariz.

Devem andar todas constipadas, só pode.

Cá tem estado calor, depois de alguns dias de frio.

E devem andar com resfriados.

O resto do dia foi passado de uma forma estranha.

De vez em quando passava uma das colegas por mim e ao chegar ao pé das outras elas perguntavam:

“It’s already working?”

A que tinha vindo ao pé de mim respondia que não.

Ainda hoje não descobri o que elas queriam dizer com isto.

No início ainda pensei que elas tinham invejado a minha salada de feijões.

Mas era só ir comprar uma ao supermercado, como eu fui.

Depois veio-me ao pensamento que na empresa poderia haver qualquer política parecida com as sextas-feiras de jejum da igreja católica, mas na versão de terças-feiras e com feijões no lugar da carne.

Mas isso também faz pouco sentido.

Bem, a verdade é que desconheço porque elas fizeram tal teatro ao ver-me a comer a minha rica salada de feijões.

 

Termino este post com uma notícia desagradável: esta noite morreu a minha planta de estimação.

Tinha-a no meu quarto.

E ainda ontem à noite parecia saudável…

sinto-me:

publicado por Peter WouldDo às 00:04

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Terça-feira, 2 de Junho de 2009

INSIDE MY MIND: procrastination

 

Viro a primeira página dos apontamentos distribuídos pelo professor no último workshop a que fui, e na página dois encontro a palavra procrastination.

Olho para a palavra e apesar de desconfiar que a sua tradução para português seja procrastinação, a verdade é que não sei o seu significado.

O tutor vira-se para um dos presentes e pergunta-lhe quando costuma procrastinar.

Rezo para que não faça o mesmo comigo, caso contrário não sei o que irei responder.

Posso ouvir com atenção a resposta deste primeiro interrogado e pelo que ele diz tentar adivinhar o significado.

Mas pode tudo correr mal e eu tornar-me na gargalhada geral da sala.

Também posso simplesmente dizer que não apetece responder, uma coisa normalíssima nas aulas na Inglaterra.

Mas eu não sou assim.

Cum raio, qual será o significado de procrastinação

Acho que vou enviar um sms para alguém que saiba bem inglês (e português, já agora) para me dizer qual é o significado de procrastinação.

Huuuuuuuuuum.

É difícil encontrar alguém que me responda rapidamente.

E até que a resposta chegue posso estar a ser interrogado sobre quando procrastino.

Raio de palavra.

Porque é que eu nunca aprendi o significado desta palavra?

Será que algum professor ma deveria ter ensinado?

Será que deveria ter lido algum livro em que esta palavra estivesse escrita?

Nem sequer me recordo da boca de quem já a ouvi.

Mas de que a ouvi da boca de alguém tenho eu a certeza.

Terá sido de um político, no meio de algum discurso em que mais de metade da população portuguesa não percebe mais de metade da mensagem?

É o mais certo.

O tutor vira-se agora à procura de alguém a quem perguntar outra vez quando procrastina.

Para já safei-me.

Será que ele vai perguntar uma terceira vez?

Espero que não.

Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaarrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr.

Raio de palavra que me está a dar cabo da cabeça!

Uf.

Mudou de assunto.

Agora pergunta quais são os nossos valores.

Mais uma pergunta difícil.

Mas pelo menos a esta sei responder e conheço todas a palavras que ele utiliza.

Quando chegar a casa a primeira coisa que vou fazer é ir ver ao priberam.pt qual o significado de procrastinação.

 

-------------------------------------------------------------------------------

procrastinação | s. f.

derivação fem. sing. de procrastinar

 

procrastinação 

s. f.

Acto! ou efeito de procrastinar; adiamento.


procrastinar - Conjugar 

v. tr.

1. Diferir de dia em dia.

2. Demorar, protrair.

v. intr.

3. Usar de delongas.

 

 

sinto-me:

publicado por Peter WouldDo às 00:04

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Segunda-feira, 1 de Junho de 2009

INSIDE MY MIND: o decote

 

Há 14 pessoas na sala de aula, sentadas numa espécie de U.

Eu sou uma delas, e estou sentado na parte interior do U.

O tutor está de pé na parte aberta do U.

Ao meu lado esquerdo está uma miúda muito gira, e com um decote que me chamou a atenção quando entrou na sala.

Não consigo parar de pensar nele, o que aguça a minha curiosidade para olhar para lá.

O problema é que na sala estão mais 14 pessoas que me podem ver a olhar para o decote, e uma delas é a própria miúda.

Hummmm.

Reparo que a concentração das pessoas no tutor é grande e todos olham para ele.

Mas continuo a correr riscos de ser visto pela miúda e pelo tutor, que está de frente para mim.

Reparo também que o tutor faz uma espécie de volta com o olhar, percorrendo todas as pessoas sentadas no U.

Contabilizado o tempo, terei cerca de três a quatro segundos entre cada passagem do seu olhar por mim.

Mais que suficiente para regalar aquele belo decote

Fico só mesmo com o risco de ser visto pela miúda.

Um risco que, apercebo-me agora, pode ser reduzido se inclinar a cadeira para trás.

Continuo a conseguir ter ângulo para ver o decote, e o risco de ela me ver é menor.

Acho que está tudo preparado para o primeiro desviar do olhar.

Aqui vai…

Liiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiindo.

Espectacular decote.

Valeu a pena correr riscos.

Ora aqui vai o segundo olhar…

Feeeeenooooomeeeeeenaaaaaaal.

Os riscos de ser apanhado são míninos e a recompensa dificilmente poderia ser melhor.

Depois da dupla contemplação volto a virar as minhas atenções para o que o tutor está a ensinar.

Coisas relacionadas com guionismo.

Huuuum.

Reparo agora que com toda esta preparação para ver o decote acabei de perder cerca de vinte minutos de workshop e muitas coisas interessantes ditas pelo tutor.

Tenho de reconsiderar os meus objectivos para este workshop.

sinto-me:

publicado por Peter WouldDo às 00:04

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