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Terça-feira, 22 de Setembro de 2009

Explicação para ausência

Estou de férias em Portugal.

Até à próxima segunda-feira dia 28.

Desculpem a minha ausência dos últimos dias.

Compreendam que tenho de aproveitar este sol fabuloso que cá encontrei.

E como já fui apelidado de "espreitador de decotes", tenho de dar razão a essa alcunha.

Nos primeiros dias cá tenho andado muito ocupado a não fazer nada.

Beijos e até ao próximo post, seja ele quando for...


publicado por Peter WouldDo às 17:51

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Terça-feira, 15 de Setembro de 2009

Dar música a um indiano

 

 

O livro estava num momento fantástico.

Eu quase não tirava os olhos dele.

O metro abanava por todos os lados, mas eu continuava confortavelmente sentado a ler.

Mas no fim de um capítulo precisei de descansar o olhar e levantei-o do livro.

À minha frente estava um jovem indiano de aspecto um pouco duvidoso.

Ele viu-me a olhar para ele e fixou a atenção em mim.

E eu não consegui mais voltar a concentrar-me no livro e a cada parágrafo voltava a levantar o olhar para ele.

Reparei no brinco que ele usava na orelha esquerda.

No fio grosso que usava ao pescoço e na cicatriz do lado direito do mesmo.

Ao aperceber-se do meu desconforto ele começou a sorrir maliciosamente.

Vi-o a reparar no meu Swatch.

E no meu Nokia, quando o tirei do bolso para ver as horas.

Sim, o Swatch estava a funcionar, mas o nervosismo já era tanto que já não controlava o que fazia.

Reparou ainda no símbolo da Ralph Lauren do meu pólo.

Mal ele sabia que tinha custado 10 euros na feira de Barcelos, o império das falsificações do Norte de Portugal.

Segundos depois o sorriso desapareceu e eu pensei que toda aquela cena tirada de um filme tinha acabado.

Mas não.

Ele curvou-se para a frente colocando os cotovelos nos joelhos.

E assim permaneceu a poucos centímetros de mim.

Quase como se quisesse espreitar para o que Malcolm Gladwell tinha escrito sobre o Ponto de Desequilíbrio.

Eu já quase tremia.

A música que estava a ouvir deixou de fazer sentido.

Os Keane soavam ao rufar de uma bateria antes do trapezista saltar.

Só que naquele caso o trapezista era indiano e estava interessado nos meus valores.

Tinha de parar a música para que o meu nervosismo não aumentasse.

Tirei o meu velhinho leitor mp3 do bolso e desliguei-o.

 

 

E voltei a levantar o olhar.

A reacção do indiano tinha mudado.

Tinha a boca aberta e olhava para as minhas mãos onde jaziam o meu velho mp3.

Voltou a chegar-se para traz e encostou-se ao assento.

Meteu a mão direita ao bolso das calças e tirou de lá algumas moedas que me ofereceu.

- You need to buy a new one, man!

Depois tirou o seu Ipod do bolso, mostrou-mo e acrescentou:

- Like this!

 

sinto-me: pobre

publicado por Peter WouldDo às 00:04

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Terça-feira, 8 de Setembro de 2009

Portugal mudado

Confesso que hoje ponderei seriamente não ir de férias a Portugal.

Eu sabia que o país estava mal, mas não sabia que tanto.

Chegou da tugalândia o João (português que vive cá em casa) e as notícias que ele trouxe não me podiam deixar mais preocupado.

Liguei imediatamente para alguns amigos e familiares para confirmar se o que ele dizia era verdade.

E tudo bateu certo.

Não fosse eu ter descoberto que ia a Portugal no fim-de-semana das eleições, e juro que não iria.

Depois lá ponderei os prós e os contras e lá decidi que tenho de ir.

No entanto, vou com algum receio do que me possa acontecer durante a semana que vou passar nesse país.

Não tenho palavras para a novidade que ele me trouxe.

O Toy tem novo álbum, com algumas versões, chamado “Recordações”?

Um dos temas é “Et si tu n´existais pas”

Já para não falar no tão aclamado “Nights in white satin”, afamado pelos The Moody Blues em 1967, quando o Toy ainda só tinha 4 anos mas já transpirava talento.

Segundo a wikipédia, ele começou a carreira aos 5.

E fez sucesso no bué-ré-ré e no 1-2-3.

Eu desconfio que as crianças engraçam com ele.

Talvez porque ele é da mesma estatura que elas.

Ou porque é gordinho.

Os putos ainda devem ser dos poucos que compram os álbuns dele.

- Oh mãe. Dá-me 10 euros…

- Já te disse que não. Aquelas gomas fazem mal aos dentes.

- Mas não é para gomas.

- Então para que é?

- É para comprar o último álbum do Toy.

- Mas o álbum do Toy também faz mal… só que ao cérebro.

- Buáááááááááá, logo este que tem aquela música dos The Moody Blues de 1967.

- João Nuno, não te quero a ver a fazer birras. Pega lá os 10 euros.

 

E lá está o Toy a facturar.

Eu vou mais longe e afirmo aqui perante milhões de pessoas que desconfio que a Pixar, apercebendo-se do sucesso do Toy junto das crianças decidiu nomear um dos seus primeiros filmes de “Toy Story”.

Em português, “A Estória do Toy”.

Embora no filme o Andy (o Toy renomeado) nunca chege a emigrar para a Alemanha nem se torne num “Nome incontornável da música ligeira portuguesa”.

 


 

PS: O álbum custa 14.95 euros, com 10% de desconto para cartão jovem…


publicado por Peter WouldDo às 00:04

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Segunda-feira, 7 de Setembro de 2009

Eu e o Justin Timberlake. __________ Perdão, eu o Justin Timberlake

Justin Timberlake? Tu não és o Justin Timberlake?

Eu olhei ao redor, e não vi mais ninguém à excepção de um pretinho, que aparentava 6 anos, que rapidamente me respondeu.

- Não olhes para mim porque o Justin não é de cor.

Voltei-me para a miúda e respondi-lhe que não, não era o Justin Timberlake.

- Huuuum!, respondeu ela pouco convencida.

Retomei a minha caminhada do trabalho para o metro mas sem que antes ela voltasse à carga.

- Mas lá que és parecido és.

Voltei-me para trás e sorri.

Depois segui caminho com o meu saco de compras do Sainsburys, uma espécie de homólogo inglês do Pingo Doce.

Durante os segundos seguintes da caminhada trouxe à mente todas as imagens de que me lembrei do Justin.

Para fazer a comparação parei junto a um carro estacionado e olhei para o meu reflexo na janela.

Continuo a achar que não tenho qualquer parecença com o Timberlake, à excepção do corte de cabelo, talvez, e por vezes a barba grande.

Além do mais, o Timberlake nunca andaria pelas ruas de Londres empunhando um saco de compras do Pingo Doce.

A miúda estava ou bêbada ou a ter ilusões.

Por isso, a minha ideia de tentar entrar num bar do Jet Set segundo a desculpa de que era o Justin Timberlake tem tudo para fracassar.

Mas juro que se a miúda me tivesse dito que era parecido com o George Clooney andaria por aí a beber Nexpresso a torto e a direito.

E o pretinho que não parou de se rir?

 


publicado por Peter WouldDo às 07:34

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Quarta-feira, 2 de Setembro de 2009

Grupo Gay em sessão fotográfica

 

Eu sei que em Londres tudo é possível.

Mas mesmo assim fui apanhado desprevenido.

Chegava eu à plataforma do metro onde embarcaria rumo a casa, depois de mais um dia de trabalho, quando assisto ao espectáculo.

Um grupo gay de três elementos numa sessão fotográfica, ao que penso para a capa do álbum.

Para que pudesse postar o vídeo, tive de andar à procura de um programa de edição que me permitisse rodar o vídeo em 180 graus.

Isto porque para não dar nas vistas filmei com o telemóvel ao contrário.

O resultado está aqui.

Infelizmente sem som.

  

 

Repararam nas pessoas que entretanto chegam?

Riso geral…

E no nervosismo do elemento mais próximo?

Iniciante…

E nas barrigas de cerveja?

Estética…

E nos rabos “tapados” com fio dental?

Moda…

Depois da última foto (a do vídeo), os três homens vestiram roupas “a sério” e foram embora como se nada fosse.

E Londres continuou igual a si mesma.

 


publicado por Peter WouldDo às 00:04

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Terça-feira, 1 de Setembro de 2009

As minhas sapatilhas brancas

 

Quando trabalhei na pastelaria fui obrigado a comprar umas sapatilhas brancas, já que fazia parte da farda, mas eles não forneciam.

Quis o destino que pouco mais de uma semana depois eu deixasse o trabalho.

Dessa forma fiquei guardador de um par de sapatilhas órfãs, já que eu me recusava a perfilhá-las.

Nunca na minha vida me achei capaz de um dia comprar um par de sapatilhas brancas.

Quando o fiz foi quase que se não estivesse presente no meu corpo.

Um pormenor que levou a que me enganasse duas vezes a meter o código do cartão multibanco na altura do pagamento.

Os dias foram passando e quase diariamente olhava para as sapatilhas que jaziam no armário.

Quase pareciam olhar para mim a pedirem para serem usadas.

Aos poucos comecei a olhar para os pés daqueles que pareciam calçar branco.

Reparei que não são assim tão poucos.

Mas notei também que os utilizadores de sapatilhas brancas formam uma espécie de sociedade secreta.

Tão secreta que parece que eles próprios não sabem da sua existência.

E há uma moda, código de deontologia dessa sociedade secreta.

O branco das sapatilhas há muito que deixou de ser branco.

Eles fazem até para que o branco seja sujo.

E eu comecei a enterrar o meu preconceito de que sapatilhas brancas só são utilizadas por cantores de Hip-Hop e membros de gangs nos Estados Unidos e Chelas.

Um dia, a chover, eu olhei para o armário com as palavras da minha mãezinha em mente: “quando chove pega em calçado que não deixe passar água”.

E do armário a seguinte frase:

“Nós não deixamos passar a água e somos muito confortáveis. E a lama de certeza que nos tira este branco que até faz doer os olhos.”

Confesso que cai na tentação, bem à imagem de Adão, aqui há uns anos atrás.

Calcei-as e gostei do que vi.

Combinavam até com as calças de ganga na perfeição.

Ia na rua e ninguém olhava para os meus pés, ao contrário do que eu pensava que ia acontecer.

No trabalho, uma empresa de moda, ninguém comentou.

Estava passado no teste.

E ao final do dia elas estavam de facto menos brancas e mais sujas.

No dia seguinte tive de as usar outra vez.

Foi quase preciso uma petição do outro calçado do armário para que as parasse de usar.

Estou apaixonado pelas minhas sapatilhas brancas sujas.

São confortáveis.

Mas na verdade, acho que é porque me sinto como um membro de um gang americano que sabe cantar hip-hop quando as calço.


publicado por Peter WouldDo às 00:04

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