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Quinta-feira, 31 de Dezembro de 2009

Rescaldo do ano 2010

 No ano que hoje acaba mudei de vida.

Tornei-me mais independente.

Iniciei algo que há muito idealizava.

E já olho para o futuro de outra forma.

 

Mas não foi só profissionalmente que a minha vida mudou.

Posso dizer que estou mais feliz.

E que já não estou tão "só".

E como a vida faz mais sentido quando não estamos sós.

 

Resolvi um ou dois problemas que me vinham a chatear nos últimos meses.

Posso até soltar um "finalmente".

Porque temos a mania de adiar as soluções mais simples?

Acho que é mesmo pelo medo da mudança...

 

É a segunda vez que publico este texto.

A primeira vez fi-lo a 31 de Dezembro de 2008.

Era exactamente igual a este.

Talvez na altura até nem tenha feito muito sentido.

Mas foi na esperança de que hoje, último dia de 2009, fizesse mais.

Mesmo que seja só à esquerda, direita ou centro.

Feliz 2010.

 

Nota actualizada:

Nem tudo se cumpriu, mas sei agora o que falta.


publicado por Peter WouldDo às 00:47

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Quarta-feira, 30 de Dezembro de 2009

O Não Post

 Xiiiiiiu.

Ele ontem foi dormir mais cedo e não teve tempo de escrever um post em condições.

Ouvi dizer que volta amanhã...

                                              ... ou depois...

                                                               ... ou talvez no próximo ano.


publicado por Peter WouldDo às 00:04

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Terça-feira, 29 de Dezembro de 2009

A minha aldeia quer casar-me

 

Eu sou um moço de aldeia.

Com cerca de três mil habitantes nos arredores de Guimarães.

E por vezes sofro muito com isso.

Os últimos quatro dias que lá passei foram muito intensos.

Toda a gente me quer casar.

“Já tens namorada?”, era a frase que seguia o habitual “Olá”.

À resposta negativa demonstravam admiração.

Para os meus conterrâneos não faz sentido eu ainda continuar solteiro.

E por isso juntaram-se para me resolver o “problema”.

Recebi bolos rei decorados com fotos das filhas solteiras.

Sempre que me cruzava com alguma moça com idade para já ter juízo ela deixava cair algo.

Um lenço, por exemplo, na esperança que eu o apanhasse para elas poderem dizer: “Salvaste a vida ao meu lenço. Estarei-te sempre grata. Em que é que te posso ajudar?”

As primeiras ocorrências deste género deixaram-me enternecido.

Quando as mães com filhas por casar começaram a fazer marketing comecei a responder com risos amarelos.

No momento em que a própria família entra na campanha “Vamos casar o Peter” a piada evapora-se toda.

Uma prima que tenta aproximar-me de uma outra prima…

“A minha prima é perfeita para ti e assim só tenho que dar uma prenda no casamento!”

Até os próprios sobrinhos se juntaram numa espécie de manifestação com palavras de ordem e cartazes dizendo: “Queremos uma tia fixe! Já!”

Aqueles que poderiam ser quatro dias maravilhosos para rever as minhas origens acabaram por ser… não um inferno, mas quase.

Senti-me demasiado perto de altar.

À noite acordava com pesadelos de que poderia acordar no altar, atado a uma cadeira com o padre a perguntar se aceitava a mão dela em casamento.

Olhava para o lado e gritava.

Com o grito acordava e não cheguei a ver a face dela.

Mas para gritar…


publicado por Peter WouldDo às 00:04

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Segunda-feira, 28 de Dezembro de 2009

A minha relação com a fronteira do Reino Unido

Uma confissão:
Eu detesto a mania dos britânicos de serem diferentes.
Mas hoje só vou escrever da mania de ter fronteira para os europeus.
Viajar dentro da União Europeia e mesmo assim ter de mostrar identificação para entrar num país acho que só mesmo no Reino Unido.
São no mínimo 10 minutos perdidos.
Mas que pode passar a meia hora de espera como ontem, domingo à noite, quando muitos emigrantes regressavam a Londres.
E como eu já entrei algumas vezes sei que os funcionários dos serviços de fronteira ingleses detestam o nosso bilhete de identidade.
Não só porque é diferente dos estandardizados passaportes, como eu também acredito que eles detestam aquele amarelo banana.
Mas têm de “comer e calar” porque podemos fazê-lo.
Às vezes ainda me aparece pela frente um artista que pergunta se tenho o passaporte comigo.
Mas leva logo com um redondo não, enquanto o meu passaporte se ri no bolso.
Ele é muito irónico.
A primeira reacção de um funcionário dos serviços de fronteira ingleses quando vê o amarelinho é, e passo a transcrever:
“Rrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr”
Depois fica a remoer enquanto tem de inserir lá no computador o número de oito dígitos.
Olha para mim, e como tirei a foto para o BI num dia sim, não tenho barba.
Ou seja, a foto não combina com a pessoa que ele tem a frente.
Também não ajuda o facto, já comprovado, de que quando a minha barba ultrapassa os quatro dias eu fico parecido com um talibã.
Única solução possível (já que eu não costumo andar com máquinas de barbear no bolso) é ele imaginar-me sem barba.
Adoro fazê-los sofrer.
 
 
NB: São neste momento 3:45. Acabei de chegar de Portugal. Hoje, segunda 28, é feriado na Inglaterra, mas tenho de me levantar às 8h para ir trabalhar.

publicado por Peter WouldDo às 03:49

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Quarta-feira, 23 de Dezembro de 2009

Por Londres, a dormir

Ontem saí do trabalho, meti-me num autocarro sem fim de linha, e adormeci.

Dormi cerca de 45 minutos, às voltas por Londres.

Estava cansadíssimo.

E foi como uma noite inteira de descanso.

Bem eu gostava de dormir assim nas últimas semanas.

Acordo várias vezes e não durmo como deve ser.

Talvez tenha de repetir mais vezes a faceta de ontem.

Afinal, ainda haverá partes de Londres para conhecer durante o sono…

Acho que não tenho dormido como deve ser porque há programas a correr em background no meu cérebro.

Decisões para serem tomadas.

E a ansiedade de ir de mini férias a Portugal por quatro dias.

Talvez essas mini férias sirvam para resolver o que há para resolver.

Como não devo postar mais antes do 25, aqui fica a minha mensagem.

Um Feliz Natal a todos os meus leitores (assíduos e acidentais).

Quem tenham a oportunidade de passar esta festa junto dos que mais amam.

Porque isso sim, é o que mais importa no Natal.

 

Feliz Natal


publicado por Peter WouldDo às 00:04

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Sexta-feira, 18 de Dezembro de 2009

Neva em Londres

Pela segunda vez no mesmo ano está a nevar em Londres.

Segunda vez mas em Invernos diferentes...

Já que a última vez foi em Fevereiro, e parou quase os transportes todos.

Para hoje, sexta-feira, não deve chegar para repetir a "catástrofe", mas já deu para ver lindos cenários.

A caminho de casa, ontem à noite, já deu para captar algumas imagens engraçadas com o telemóvel..

 

 

 

Pelas notícias que recebo de Portugal, também neva em alguns locais, em especial Macedo de Cavaleiros e Bragança.

Agora que penso, só consigo imaginar o Natal com frio, chuva, neve e roupas quentes.

Gostaria de um dia experimentar um Natal com calor, sol, praia e calções de banho.

Será que nesses locais o Pai Natal também se veste de fato quente vermelho?

Ou anda de calções e chinelinho vermelho?

Quanto ao menino Jesus faz mais sentido estar deitado nu em palhas num local do hemisfério sul.

 

 


publicado por Peter WouldDo às 06:26

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Quinta-feira, 17 de Dezembro de 2009

Descobre como ganhar 5 milhões de dólares

Fiquei espantado, há dias, quando vi uma notícia no site do jornal i.

Oferecem até 5 milhões de dólares por informações que levem à captura de um criminoso que o desenho apresento a seguir.

 

 

Mal vi esta foto a primeira coisa que me veio à cabeça foi:

- Mas o que faz o jornalista Vasco Trigo na lista dos mais procurados do FBI?

 

 

Ainda me passou pela cabeça denunciar o meu “amigo” Vasco [tenho-o no Facebook como amigo, acho que conta…].

Mas depressa a razão me veio à cabeça.

Depois, numa conversa com ele, falamos da eventualidade dele ser preso.

Aqui fica a transcrição da conversa:

 

- Vasco, acho que te devias entregar.

- Deixa-te de merdas Peter, porque se eles não me descobriram até hoje, tendo eu até apresentado programas de televisão, não será agora.

- Mas já imaginaste se alguém lê a notícia do jornal i e te denuncia?

- Acreditas que há quem leia o i? E mesmo que leiam não chegam lá porque eu no desenho do FBI pareço mais velho.

- Lá isso é verdade, mas tens na mesma o bigode, os óculos postos e a careca.

- Já tentei usar aqueles produtos que fazem crescer o cabelo, mas não vale a pena.

- E os óculos?

- Não consigo usar lentes.

- E o bigode, que até já nem está na moda.

- Qual é a melhor forma de um terrorista se disfarçar? Hein?

- Não faço ideia, não sou um como tu.

- Pois não. É disfarçar-se de… terrorista e usar um bigode à… terrorista.

- Nunca tinha pensado nisso.

- Ainda tens muito que aprender na arte do terrorismo meu menino.

- Mas olha lá ó Vasco, já que tinhas de mudar o nome de Husayn Muhammad Al-Umari porque não escolheste um nome mais… despercebido e escolheste Vasco Trigo?

- Vasco é a tradução para português de Husayn…

- E trigo é a tradução de Al-Humari?

- Não. Eu é que adorei o pão português e escolhi para nome o principal ingrediente. Tu já me provaste pão transmontano. Aquilo é de morrer por mais.

- Bem original. E diz-me lá, quando apresentavas todas aquelas novas tecnologias no 2010 isso tinha alguma ligação ao teu passado?

- Claro. Achas que fazia aquilo só por gosto!? Eu estava era a dar aconselhamento a futuros terroristas de todo o mundo, porque a RTP já emitia via satélite.

- Huuuuum…

- Mas vou-te confessar uma coisa, Peter. Algo que nunca revelei a ninguém.

- Revela lá.

- Não é do FBI que eu tenho medo.

- Então?

- É dos serviços secretos portugueses (SIS).

- Mas nós temos disso?

- És maluco? São dos melhores do mundo. É por isso que poucos terroristas querem vir para cá. Nem o Ossama quis vir para cá.

- Quem? O presidente dos EUA?

- Não, o verdadeiro Ossama, o Bin Laden.

- Mas ele queria vir para cá?

- O Algarve é quentinho no Inverno e isso seria óptimo para o reumatismo dele. Aquelas cavernas do Paquistão vão matá-lo. Não sabes a humidade que lá faz.

- E foste tu quem lhe sugeriu Portugal.

- Fui, mas os conselheiros dele recusaram a ideia devido, sobretudo, ao SIS.

- Mas porque é assim tão temido o SIS?

- Porque o SIS é tão secreto que quase a totalidade da população portuguesa nunca ouviu falar dele. Os seus funcionários passam horas e horas a investigar secretamente e ninguém sabe o que eles investigam. Já ouviste falar de alguma investigação do SIS?

- De facto não.

- Vês. E lembraste daqueles voos dos EUA com prisioneiros com destino a Guantánamo que passaram por Portugal? Dizia-se que o SIS não sabia de nada. Mas isso foi só para que o SIS continuasse secreto, porque na verdade eles sabiam de tudo. Podes ter a certeza que para além dos jornais portugueses eles chegaram a ir aos sites de jornais e canais de televisão norte-americanos só para acompanhar o que se estava a passar. E correm rumores que até a Al-Jasera chegaram a ver.

- Xiii, de facto os gajos são muito bons. E achas que um deles te pode apanhar?

- Já faltou pouco…

- Então?

- Um dia destes cruzei-me com um deles que estava no café em horário de trabalho.

- Que estava ele lá a fazer em horário de trabalho?

[Vasco olha para mim como quem olha para um parvo]

- Ahhhh, ok. Estava a investigar.

- Claro.

- Importaste que divulgue esta nossa conversa só para que um dia eu não seja acusado de cumplicidade contigo?

- Claro que não, pois ninguém vai acreditar que o meu nome verdadeiro seja Husayn Muhammad Al-Umari.

- Obrigado Vasco. Já agora, tens mais daquele urânio que me arranjaste no outro dia? É que tenho um dente que me tem doído e ouvi dizer que isso fazia bem.

 

 

Husayn Muhammad Al-Umari

Umari terá participado no atentado ao voo 830 da Pan Am a 11 de Agosto de 1982, que matou uma adolescente e feriu 16 passageiros. O voo, que ligava o Japão ao Hawai, levava 267 pessoas a bordo e Umari terá tido a responsabilidade de construir a bomba que explodiu debaixo de um dos bancos dos passageiros.

Umari tem agora 73 anos e o FBI sabe que está a usar um passaporte libanês. Por ser perito em explosivos é conhecido no meio terrorista como o "Homem Bomba", inspiração para o famoso jogo “Bomber-Man”. Formou, em 1979, o grupo terrorista "Organização 15 de Maio", em memória da revelações das aparições de Fátima, que ocorreram dois dias depois. Embora os sunitas não fumem nem bebam, diz-se que Al-Umari aprecia charutos cubanos em voos da Venezuela para Portugal.

 

 

Eu sei que o post já está longo, mas para quem quiser ler a notícia:

http://www.ionline.pt/conteudo/37139-por-acaso-viu-estes-homens-o-fbi-quer-saber-onde-estao 


publicado por Peter WouldDo às 00:04

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Quarta-feira, 16 de Dezembro de 2009

Porque os homens também choram

No sábado chorei.

De tristeza.

Mas sem motivos próprios.

Procurei um filme triste e vi-o até ao fim.

Sentia necessidade de chorar.

Quando somos demasiadamente positivos temos mais dificuldades em arranjar motivos por que chorar.

E só choramos de felicidade.

Por isso tive de procurar motivos na vida de outros (personagens) para encontrar a minha própria tristeza.

Um motivo pelo qual chorar.

E não é difícil.

Basta pensar em quão árdua é a vida de certas crianças e adultos, em alguns países em guerra ou em pobreza.

Necessitamos de nos recordar a sorte que temos em levar a vida que levamos.

Para valorizarmos o que já temos e tornar as nossas ambições mais realistas.

Porque para alguns, a maior ambição é simplesmente chegar ao fim do dia vivo.

E quão ridícula fica a ambição de ter um leitor Mp3 novo ao pé disso, por exemplo.

Somos egoístas!

Já não me lembro da última vez que chorei de tristeza com motivos próprios.

Mas lembro-me de uma vez em particular.

Talvez tenha sido essa a última vez.

 

Desculpem tê-los feito recordar coisas tristes.

Mas como eu, de certeza que estavam a precisar.

Devem pelo menos concordar comigo nisso.


publicado por Peter WouldDo às 00:04

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Terça-feira, 15 de Dezembro de 2009

O que fisicamente me atrai nas mulheres

Há dias vinha num jornal uma foto com as Miss dos países do Reino Unido mais a República da Irlanda.

Já nem me lembro do motivo da notícia.

Também isso era o menos importante.

Apenas que reparei na foto… e nelas.

Todas elas eram bonitas, ou não fossem Misses.

Mas uma tentação levou-me a escolher a minha preferida.

Miss República da Irlanda.

Quis perceber melhor a minha escolha e quais as características físicas, pois só essas podiam ser avaliadas, que me tinham levado a escolher aquela em detrimento das outras.

Olhei por vários minutos.

Fiz flashbacks no tempo para reparar nas características físicas das raparigas de quem tinha gostado na primária, ciclo, secundária e universidade.

Tentei recordar a face das beldades famosas que me fazem babar de vez em quando.

Kate Hudson, Anna Kournikova, entre outras.

Até que encontrei uma característica em comum entre elas todas.

Têm o nariz redondo.

Ou melhor, redondinho na ponta.

Obviamente que já considerei outras mulheres sem o nariz redondinho na ponta muito bonitas.

E também já me “babei” por outras com personalidades fantásticas.

O que seria suficiente para me fazer feliz o resto da vida.

Mas fisicamente o nariz redondinho na ponta deixa-me de rastos.

Daqui para a frente vou sentir-me em desvantagem.

Pois a mulheres com narizes redondinhos de todo o mundo saberão que terão um poder especial sobre mim.

Isto partindo do principio que todas a mulheres com narizes redondinhos na ponta do mundo irão ler este post.

Só na Asia são milhões…


publicado por Peter WouldDo às 00:04

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Segunda-feira, 14 de Dezembro de 2009

O Meu Seat Ibiza

 

Tenho saudades do meu Seat Ibiza dois lugares de 1994.

Cor que já foi cinzenta e uma pintura desbotada.

Tem ainda amassadelas dos dois lados.

Uma das portas custa, inclusivamente, a ser aberta.

Resultado de dois choques com rails.

O meu carro já foi uma das minhas grandes paixões.

Até ao dia em que tive de o deixar sozinho, em Portugal.

Mas ando com uma foto dele na carteira.

Nunca mais esqueço o dia em que lhe coloquei uma antena para apanhar as estações de rádio.

Tão alta que cria uma resistência aerodinâmica e o carro passou a andar menos 10 kms/hora.

Depois veio o dia em que tive de comprar um botão novo para o vidro eléctrico da porta do passageiro.

Como não havia perto da minha casa concessionário da Seat, e sabendo que algumas peças da Volkswagen davam nos Seat, comprei o botão nessa outra marca.

Mal eu sabia que os botões da Seat davam luz verde e os da Volkswagen davam vermelha.

Desde esse dia que o interior do meu carro é alusivo ao Natal.

Mas o acessório de que mais me orgulho no carro é o rádio.

Não tem leitor de CDs.

Já teve leitor de K7s, mas há muito que deixou de funcionar.

Por isso, só posso ouvir rádio.

Na coluna da esquerda, porque a da direita não funciona.

Bem, às vezes funciona, quando passo por algum solavanco.

Funciona até voltar a passar no solavanco seguinte.

Nunca comprei um rádio novo porque não queria duplicar o valor comercial do meu carro.

Embora isso estivesse constantemente a acontecer sempre que enchia o depósito de combustível.

O meu Seat não tem ar condicionado.

Tem uma coisa mais antiga a que chamam de ar forçado.

Mas aquelas peças que servem para abrir/fechar e direccionar esse ar já há muito que partiram.

Gosto de pensar que o ar condicionado do meu carro é abrir os vidros no verão e fechá-los no inverno.

Ah, o desembaciador do vidro de trás ainda funciona.

Assim como as escovas do limpa-vidros.

A chave é que já tem uma manha para colocar o carro a funcionar.

Mas assim também o risco de roubo é menor.

Eh, Eh. Boa piada.

Quem é que quereria roubar o meu carro.

O último ladrão que tentou roubar acabou por me deixar uma nota de 5 euros e um recado.

Uma pequena ajuda para a compra de um carro novo. Para que esse já dê mais vontade de roubar.

Acho que já nem os pássaros lhe cagam em cima.

Mesmo deixando-o debaixo das árvores.

Deve ser com pena dele, coitado.

O pior da relação entre o meu carro e eu é que ando a pensar em vendê-lo.

Estando cá não preciso dele.

E quando regressar de vez logo se vê.

Mas este Natal vou matar saudades dele.

 


publicado por Peter WouldDo às 00:04

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Quinta-feira, 3 de Dezembro de 2009

Preciosidade de vídeo

Não podia deixar de partilhar este vídeo com a parte do mundo que ainda não o viu.

Qualquer coisa como... quase toda a gente.

Numa das minhas navegações pela net descobri esta publicidade a uma empresa de emigrantes no Canadá.

Parece que vendem carpetes e cortinados, mas muito melhor que os marroquinos.

Peço a vossa atenção para as orelhas do actor pincipal.

Admirem-se:

Na mais sincera das opiniões, eu acho que faltam legendas em português.

Não para o que diz o miúdo de fato, mas para o "dumbo", que fala... português.

De certeza que ele tinha uma cunha para conseguir o papel.

Deve ser filho do dono da Decor Terminal.

E lembrem-se, qual IKEA, qual marroquino, NINGUÉM VENDE MAIS BARATO!


publicado por Peter WouldDo às 00:04

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Quarta-feira, 2 de Dezembro de 2009

Solução original para um problema… original

A “minha” empresa deparou-se, há dias, com um problema.

Tínhamos algumas dezenas de sapatos sem par.

Stock acumulado durante alguns anos de sapatos perdidos ou defeituosos.

Um problema para o qual não havia solução, já que ninguém queria deitar os sapatos ao lixo.

Eram sapatos com preços de venda a superar, por vezes, os 500 euros.

Isto o par, claro.

Marcas como Lanvin, Prada, Brian Atwood ou Christian Louboutin.

Num pequeno brainstorming sobre a situação alguém corajosamente sugeriu oferecer os sapatos a uma instituição de caridade que apoiasse as vítimas de minas terrestres.

A pessoa responsável adorou a ideia, mesmo depois de quem fez a sugestão ter confessado que a sugestão era para ser uma piada.

A verdade é que a instituição de caridade será em breve contactada.

Porque a pessoa responsável está mesmo empenhada em fazer a oferta.

E eu estou curiosíssimo para saber como a instituição vai reagir.

É que é bom não esquecer que a maioria dos sapatos das marcas atrás referidas é de... saltos altos.

Já estou a imaginar as vítimas das minas terrestres a usarem sapatos de salto alto da Christian Louboutin.

Só se for para irem à gala dos prémios anuais da instituição.

Ou então à gala de oferta desses mesmo sapatos.

Há gente que não sabe o limite de uma piada...

 


publicado por Peter WouldDo às 00:04

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Terça-feira, 1 de Dezembro de 2009

O Homem Que Murmura Sozinho - 2

“Sorry, what time is it?”, pergunto receoso.

Ele pára, estático, a olhar para mim.

Segundos depois olha para o relógio e atira: “A quarter to six.”

“Thanks”, respondo eu.

Sinto agora que já fui mais longe do que alguma vez iria.

Se bem que perguntar as horas não é o mesmo que perguntar o que ele murmura.

Mas já entrei na zona de desconforto.

Há umas semanas atrás o professor de guionismo disse que deveríamos fazer isso mais vezes.

Sair da zona de conforto e fazer coisas que em circunstâncias normais não faríamos.

Diz ele que isso nos ajuda a criar melhores personagens.

Talvez.

Mas reconheço que não é fácil, apesar de estar a viver numa cidade onde ninguém me conhece e onde posso fazer isso sem consequências de maior.

Há umas semanas atrás parei a olhar fixamente para umas miúdas que estavam a gozar quase toda a gente no metro.

Obviamente que ao fazer isso tornei-me no centro das atenções delas.

E passei a ser eu o alvo do seu gozo.

No momento em que elas se viraram para mim senti que já não havia forma de voltar atrás e só poderia levar as minhas acções em diante.

Como elas já tinham gozado quase toda a gente na carruagem, fazendo referências à roupa ou ao estilo dos cabelos, resolvi usar isso em meu favor.

Toda a gente já estava a ficar farta delas.

E quando comecei a fazer-lhe caretas, toda a gente se riu.

Fazendo com que fossem elas a sentirem-se envergonhadas.

Nessa altura elas teriam duas possibilidades: sair na estação seguinte para acabar com o momento desconfortável, ou aumentar ainda mais a animosidade para comigo e tentarem fazer-me parar.

Infelizmente optaram pela segunda.

Começaram a usar calão inglês.

Parte dele não percebi.

Voltava a estar em inferioridade.

Reparando que chegaríamos à paragem onde teria de sair, usei isso em meu favor.

Levantei-me bruscamente, levando-as a encostarem-se para trás no banco com medo que lhes fosse fazer alguma coisa.

Parei quieto sem dizer nada, o que ainda aumentou mais o suspense.

Por essa altura tinha toda a carruagem a olhar para mim e a tentar adivinhar o que iria eu fazer a seguir.

Quando o metro parou disse, em português:

“Xau meninas feias”.

E saí.

Elas ficaram sem reacção.

A olhar para mim, acho.

Porque nem para trás olhei.

Acho que ganhei o combate.

Mas a minha maior vitória foi ter conseguido sair dessa tal zona de conforto.

No início é difícil, mas reconheço que depois se torna engraçado.

O mais provável é que nunca mais volte a ver aquelas miúdas.

E foi a pensar nisso que levei a “brincadeira” até ao fim.

O homem que murmura foi-se embora.

E como já passa das seis, acho que vou fazer o mesmo

O café fecha às seis e meia.

Quase sem que me apercebesse escrevi cinco páginas de texto.

Nada mau, para uma tarde de domingo chuvoso.


publicado por Peter WouldDo às 00:04

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