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Segunda-feira, 30 de Março de 2009

O Céu como eu o vejo

 

 

Numa cidade como Londres os credos são quase tantos quantos os existentes em todo o mundo.

E olhem que são muitos: 4200 diferentes credos (entre eles religiões, igrejas, tribos, movimentos, e por aí fora…)

E perante este número surge-me uma questão que penso ser pertinente: esta gente quando morre vai toda para o mesmo céu?

Descomplicando: O céu é só um para todas as religiões?

É que se é aquilo um dia pode dar para o torto, se é que já não deu.

Alguns crentes até já devem ter sido despromovidos para o inferno por terem arranjado problemas no céu.

E a haver desacatos entre crentes de diferentes credos só um Deus pode apaziguar os ânimos.

Mesmo não sendo ele igual para todos.

Aliás, também nesse campo pode haver dificuldades.

Imaginem os Deuses a andarem à porrada depois dos crentes terem começado…

Partindo do pressuposto que os Deuses estão no Céu.

Mas a estarem, ficarão sempre numa sala à parte com climatização, banheira de hidromassagem e outros benefícios a que só um Deus tem direito.

Voltando à luta entre deuses, de certeza que com o Buda ninguém se mete.

Com aquele tamanho e gordura bem ao estilo de um lutador de Sumo, os outros devem parecer franguitos.

Já do Maomé, desconfio que cá em baixo os seus crentes fazem dele um gajo mau, mas na verdade ele deve ser um mariquinhas, lá em cima.

E, claro, o gajo da Igreja Universal do Reino de Deus já deve ter limpado os bolsos aos Deuses todos…

O Céu deve funcionar por representações.

Tipo Organização das Nações Unidas.

Em que nas mesas, e à frente dos sentados, está uma placa a dizer o credo e o cargo do representante.

E, claro, quantos mais crentes na Terra mais poder tem cada credo.

O que faz dos Cristãos o grupo mais poderoso com 2,1 mil milhões de crentes.

Logo depois vêm os Islamitas, com 1,7 mil milhões de crentes.

Em terceiro surgem os… Ahhhhhh, estava-me a esquecer dos não crentes (ateus, agnósticos e outros)…

E para vão estes quando morrem?

Outra pergunta pertinente.

A não ser que no Céu haja uma área reservada para eles.

Tipo uma sala para fumadores num restaurante.

Com mordomias inferiores aos crentes, claro.

E sem representante na Organização das Religiões Unidas (ORU).

Já agora, sabem como se despedem os Deuses uns dos outros?

 

“Até amanhã se EU quiser”

 

sinto-me:

publicado por Peter WouldDo às 00:04

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Quarta-feira, 18 de Março de 2009

Voos de avião na hora da morte

 

 

Segundo dados recentemente divulgados pelo Ministério do Céu, em todos os voos que já caíram, havia pelo menos uma pessoa a bordo e que tinha a sensação de que o voo ir correr mal.

Uma média que prova que há sempre alguém com razão.

O Relatório Anual das Crenças mostra ainda que 80 por cento dos católicos falecidos em quedas de aviões fizeram o sinal da cruz aquando do levantar voo.

E cerca de 50 por cento desses pretendiam fazer o mesmo ao aterrar, mas não puderam já que o avião se despenhou.

Em declarações ao Loucura Londrina, São Pedro admitiu que o número de fiéis a bordo de aviões tem vindo a diminuir ao longo dos anos, mas que os que voam continuam muito activos.

Entre os pedidos mais frequentes a Deus durante as viagens de avião está:

Que isto chegue são e salvo ao destino”.

Seguido de:

Só queria em notas o que se gasta em combustível para pôr isto no ar…

A surpresa surge no momento das quedas dos aviões com o “Ai mãezinha” a ser mais vezes dito do que o “Ai Meu Deus”.

“Apesar de estarem mais perto do céu, as pessoas continuam a sentir-se mais perto das mães do que de Deus, o que reconheço que merece mais atenção da parte do Ministério do Céu”, salienta São Pedro.

 

Entre as reacções dos fiéis à morte não parece haver nada fora do vulgar.

Quem é que apagou a luz?”, é de longe a frase mais dita, com quase 93,4 por cento.

A segunda frase mais dita é: “De quem é este braço?”.

E o “Tava a ver que nunca mais chegava a terra firme” é a terceira frase mais dita.

Já à chegada ao Céu, e já depois de uma pequena conversa com São Pedro, os fieis costumam dizer:

Xiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii, tanta nuvem!

Apesar de várias tentativas nossas, não foi possível obter dados relativos ao Ministério do Inferno.

Não sendo possivel, por isso, obter o número certo de fiéis que tiveram como destino aquela estância turística, depois de morrerem.

No entanto, segundo dados não oficiais, são cada vez mais os que acabam por ter férias eternas no inferno, devido às altas temperaturas que lá se fazem sentir.

O recente investimento em praias por parte do Ministério do Inferno também poderá ser um dos factores a pesar na altura da escolha.

Os pecados já não pesam assim tanto na divisão de fiéis na altura da morte.

 

Pelo menos assim espero, já que apesar de praias o Inferno não tem água.

E quem me tira a água, tira-me a vida…

 


publicado por Peter WouldDo às 00:04

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