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Terça-feira, 2 de Junho de 2009

INSIDE MY MIND: procrastination

 

Viro a primeira página dos apontamentos distribuídos pelo professor no último workshop a que fui, e na página dois encontro a palavra procrastination.

Olho para a palavra e apesar de desconfiar que a sua tradução para português seja procrastinação, a verdade é que não sei o seu significado.

O tutor vira-se para um dos presentes e pergunta-lhe quando costuma procrastinar.

Rezo para que não faça o mesmo comigo, caso contrário não sei o que irei responder.

Posso ouvir com atenção a resposta deste primeiro interrogado e pelo que ele diz tentar adivinhar o significado.

Mas pode tudo correr mal e eu tornar-me na gargalhada geral da sala.

Também posso simplesmente dizer que não apetece responder, uma coisa normalíssima nas aulas na Inglaterra.

Mas eu não sou assim.

Cum raio, qual será o significado de procrastinação

Acho que vou enviar um sms para alguém que saiba bem inglês (e português, já agora) para me dizer qual é o significado de procrastinação.

Huuuuuuuuuum.

É difícil encontrar alguém que me responda rapidamente.

E até que a resposta chegue posso estar a ser interrogado sobre quando procrastino.

Raio de palavra.

Porque é que eu nunca aprendi o significado desta palavra?

Será que algum professor ma deveria ter ensinado?

Será que deveria ter lido algum livro em que esta palavra estivesse escrita?

Nem sequer me recordo da boca de quem já a ouvi.

Mas de que a ouvi da boca de alguém tenho eu a certeza.

Terá sido de um político, no meio de algum discurso em que mais de metade da população portuguesa não percebe mais de metade da mensagem?

É o mais certo.

O tutor vira-se agora à procura de alguém a quem perguntar outra vez quando procrastina.

Para já safei-me.

Será que ele vai perguntar uma terceira vez?

Espero que não.

Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaarrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr.

Raio de palavra que me está a dar cabo da cabeça!

Uf.

Mudou de assunto.

Agora pergunta quais são os nossos valores.

Mais uma pergunta difícil.

Mas pelo menos a esta sei responder e conheço todas a palavras que ele utiliza.

Quando chegar a casa a primeira coisa que vou fazer é ir ver ao priberam.pt qual o significado de procrastinação.

 

-------------------------------------------------------------------------------

procrastinação | s. f.

derivação fem. sing. de procrastinar

 

procrastinação 

s. f.

Acto! ou efeito de procrastinar; adiamento.


procrastinar - Conjugar 

v. tr.

1. Diferir de dia em dia.

2. Demorar, protrair.

v. intr.

3. Usar de delongas.

 

 

sinto-me:

publicado por Peter WouldDo às 00:04

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Segunda-feira, 1 de Junho de 2009

INSIDE MY MIND: o decote

 

Há 14 pessoas na sala de aula, sentadas numa espécie de U.

Eu sou uma delas, e estou sentado na parte interior do U.

O tutor está de pé na parte aberta do U.

Ao meu lado esquerdo está uma miúda muito gira, e com um decote que me chamou a atenção quando entrou na sala.

Não consigo parar de pensar nele, o que aguça a minha curiosidade para olhar para lá.

O problema é que na sala estão mais 14 pessoas que me podem ver a olhar para o decote, e uma delas é a própria miúda.

Hummmm.

Reparo que a concentração das pessoas no tutor é grande e todos olham para ele.

Mas continuo a correr riscos de ser visto pela miúda e pelo tutor, que está de frente para mim.

Reparo também que o tutor faz uma espécie de volta com o olhar, percorrendo todas as pessoas sentadas no U.

Contabilizado o tempo, terei cerca de três a quatro segundos entre cada passagem do seu olhar por mim.

Mais que suficiente para regalar aquele belo decote

Fico só mesmo com o risco de ser visto pela miúda.

Um risco que, apercebo-me agora, pode ser reduzido se inclinar a cadeira para trás.

Continuo a conseguir ter ângulo para ver o decote, e o risco de ela me ver é menor.

Acho que está tudo preparado para o primeiro desviar do olhar.

Aqui vai…

Liiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiindo.

Espectacular decote.

Valeu a pena correr riscos.

Ora aqui vai o segundo olhar…

Feeeeenooooomeeeeeenaaaaaaal.

Os riscos de ser apanhado são míninos e a recompensa dificilmente poderia ser melhor.

Depois da dupla contemplação volto a virar as minhas atenções para o que o tutor está a ensinar.

Coisas relacionadas com guionismo.

Huuuum.

Reparo agora que com toda esta preparação para ver o decote acabei de perder cerca de vinte minutos de workshop e muitas coisas interessantes ditas pelo tutor.

Tenho de reconsiderar os meus objectivos para este workshop.

sinto-me:

publicado por Peter WouldDo às 00:04

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Segunda-feira, 27 de Abril de 2009

Fim-de-semana empolgante

 

E qual é a terceira coisa melhor do mundo depois do sexo e de uma noite a empanturrar de chocolate?

Uma tarde de domingo com barbecue ao sol quente (raríssimo) da Inglaterra.

E quem é o rei do barbecue cá da casa, quem é?

Certo: EU!

Pronto, já sabem como passei a minha tarde de domingo.

A tarde começou calmíssima, com o visionamento de cinco episódios da série The Twilight Zone a preto e branco (não sei se se lembram) e acabou com um jogo de bola no nosso quintal de 25 metros quadrados.

Pelo tamanho já dá para perceber a confusão que era.

Em jogo estava eu, o J, o Xochas e o Marco Paulo em Início de Carreira (MPIC).

A bola foi parar ao quintal dos vizinhos pelo menos meia dúzia de vezes, mas regressou sempre ao campo de jogo.

O frango, como já tinha dito, ficou óptimo e as salsichas portuguesas ficaram melhor que as salsichas polacas.

Já a tentativa de assar hambúrgueres saiu furada, porque eles colaram na grelha.

Não foi culpa minha, apenas da grelha, claro.

Porque o melhor “barbecuer” cá da casa não ia cometer esse erro.

 

A nível profissional, o teste de sexta na pastelaria correu muito bem, e vou ser contratado.

Como esta semana ainda tenho uns dias de trabalho como jardineiro/trolha noutra casa, começo apenas na quinta-feira.

O que faz com que hoje já não vá à entrevista da marca do M amarelo.

Fica para um futuro mais distante.

Ainda há uma ligeira hipótese de ir para o emprego de Notting Hill, mas apenas muita ligeira.

 

Ficam, por isso, as coisas mais estabilizadas, mas não deve ser por muito.

Porque apesar de este emprego ser permanente, o salário será o mais baixo desde que vim para a Inglaterra.

Só a primeira folha de pagamento servirá para tirar ilações.

Mas sempre é melhor que nada…

 

No sábado voltei a ter outro curso de guionismo.

E cuidado que este moço aqui está a começar a criar furor…

Mais novidades a este respeito em breve.

 

 

PS: Desculpem lá o ego tão grande que tenho neste post, mas faz bem de vez em quando…

sinto-me:

publicado por Peter WouldDo às 00:04

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Sexta-feira, 24 de Abril de 2009

Novo curso e entrevistas de emprego

 

Ontem lá fui eu a mais um dos short courses na área de guionismo.

E como este vai durar 11 semanas (e os outros foram de um dia inteiro) nunca tinha participado numa apresentação.

Aquela parte em que os alunos dizem o nome ao professor.

Só que pelo menos a apresentação de ontem não teve nomes, mas soletrar de nome.

Na maioria dos casos as pessoas nem sequer disseram o nome por completo, mas optaram por soletrá-lo.

E acreditem que era mesmo necessário, porque havia gente de todo o lado do mundo e com nomes parecidos aos dos medicamentos.

Ainda antes dessa parte já a aula estava ao rubro.

Tudo porque mal entrou o professor colocou no ecrã a rodar uma filmagem de um aquário.

Muito parecido às protecções de ecrã dos computadores.

O som era o típico das bolhinhas a sair do aquário.

E assim ficamos por cerca de 15 minutos, enquanto fazíamos a apresentação e iniciávamos a aula.

Poucos minutos depois o professor perguntou-nos se aquilo era um documentário, e a discussão estendeu-se por mais 15 minutos, para espanto meu…

A primeira aula teria muito produtiva para mim, caso eu não tivesse perdido a minha concentração a partir do momento que entrou um dos alunos na sala.

Eu começo a achar que a minha vida necessita de personagens fantásticas.

E no novo curso lá está mais uma para me deliciar.

Ele/a (já dá para perceber…) é de raça negra.

Faz tudo para se assemelhar a uma mulher, mas nota-se perfeitamente pelas feições da cara que é um homem.

Mas todo ele/a parece saído de um filme do Almodôvar.

Foi difícil desviar o olhar dele e retomar a minha concentração no professor, e nos peixes.

 

O dia de ontem foi mesmo desgastante.

De manhã tive uma entrevista pelo telefone, que durou cerca de 20 minutos.

Uma coisa inédita na minha breve carreira profissional.

Foi-me perguntado de tudo naquilo que parecia um teste de formato norte-americano.

Já sei que fiquei de fora, e que por isso não vou vender produtos financeiros a brasileiros e portugueses.

 

À tarde o meu destino voltou a Notting Hill (não sei se se lembram do clube de ténis…).

Desta vez para stock controller de uma cadeia de lojas de roupa.

Para que a festa começasse logo positiva, atrasei-me cinco minutos para a entrevista.

Tirando isso, acho que o director espanhol até vai à bola comigo.

Na segunda-feira sei a resposta.

 

Hoje, e daqui a algumas horas, faço o tal teste na pastelaria.

Na segunda-feira tenho a entrevista na marca do M amarelo.

 

É fácil perceber que estou mesmo disposto a fazer qualquer trabalho.

O que procuro neste momento é mesmo estabilidade.

Apesar de começar a achar engraçado mudar de trabalho mais ou menos a cada três meses…

O meu curriculum começa a não fazer sentido.

Parece-se mais com uma salada mediterrânea do que com o percurso profissional de um ser humano.

 

 

PS: Já não me lembrava de escrever um post de manhã.

 

sinto-me:

publicado por Peter WouldDo às 08:27

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Terça-feira, 20 de Janeiro de 2009

Um pequeno pulo e talvez o início de algo

 

 

Hoje foi um dia muito especial para mim

Mas, para que percebam porquê, vou começar pelo início.

Um dia qualquer de Abril de 2008 apercebi-me que não estava contente com a vida que tinha.

E resolvi mudar.

Era na altura jornalista de um jornal local de Mirandela.

Um emprego que talvez alguns dos recém-licenciados em jornalismo e comunicação não se importavam de ter.

Olhei para dentro de mim e para as minhas paixões e perguntei-me o que queria fazer.

O cinema surgiu em primeiro lugar.

A essa paixão juntei a minha pouco modesta fantasia de que sou bom contador e criador de estórias.

O resultado foi a necessidade de procurar mais formação em guionismo.

O local óbvio para procurar essa formação seria Londres, já que os Estados Unidos eram financeiramente insuportáveis.

Um emprego garantido numa pequena cidade de Inglaterra (mais uma vez pequena, depois de ter feito Erasmus numa pequena cidade da Holanda, e ter trabalhado em Bragança e Mirandela) e lá segui eu com o objectivo de passados alguns meses me mudar para a capital.

Foi o que aconteceu no final de Setembro.

Surgiram depois os problemas em conseguir uma fonte de rendimento em Londres, que lá acabou por aparecer no Harrods.

Procurada a estabilidade mínima financeira, conseguida apenas em Dezembro, era altura de começar a procurar essa tal formação.

Foi o que se passou ontem à noite, com a participação num workshop de guionismo.

E que bem que correu.

No meu pensamento fiz até um paralelismo com o que vai acontecer hoje (terça dia 20) nos Estados Unidos: a tomada de posse de Obama.

Assim como os americanos têm esperança depositada nos dias que se seguem a essa tomada de posse, também eu tenho uma grande esperança que a pequena formação de ontem seja o primeiro passo para a minha entrada na indústria audiovisual.

As figas estão feitas.

E para me auto motivar tenho uma frase do tutor do workshop de ontem: és o primeiro português que participa comigo nestes workshops (embora haja outros tutores)

Esses workshops são realizados pela Euroscript desde os finais dos anos 80.

Uma invenção genial, devo dizer, para que os guionistas e aspirantes possam ver o seu trabalho avaliado por outros, para além do seu umbigo e ego.

Participei apenas como observador (25 libras) e não levei nenhum guião para ser avaliado (45 libras).

O problema é que tudo o que tenho escrito é em português.

Mas já fiz planos para começar algo em inglês, e no futuro poderei participar de outra forma.

Sinto-me bastante feliz, para contrastar com os momentos em baixo em que estive ainda há algumas semanas atrás.

E hoje só me apetece dizer que o que se passou ontem foi:

 

Um pequeno passo para Peter WouldDo-the-men,

Um grande pulo para Peter WouldDo-o-guionista.

 

WISH ME LUCK!

 

sinto-me:

publicado por Peter WouldDo às 00:22

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