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Terça-feira, 15 de Setembro de 2009

Dar música a um indiano

 

 

O livro estava num momento fantástico.

Eu quase não tirava os olhos dele.

O metro abanava por todos os lados, mas eu continuava confortavelmente sentado a ler.

Mas no fim de um capítulo precisei de descansar o olhar e levantei-o do livro.

À minha frente estava um jovem indiano de aspecto um pouco duvidoso.

Ele viu-me a olhar para ele e fixou a atenção em mim.

E eu não consegui mais voltar a concentrar-me no livro e a cada parágrafo voltava a levantar o olhar para ele.

Reparei no brinco que ele usava na orelha esquerda.

No fio grosso que usava ao pescoço e na cicatriz do lado direito do mesmo.

Ao aperceber-se do meu desconforto ele começou a sorrir maliciosamente.

Vi-o a reparar no meu Swatch.

E no meu Nokia, quando o tirei do bolso para ver as horas.

Sim, o Swatch estava a funcionar, mas o nervosismo já era tanto que já não controlava o que fazia.

Reparou ainda no símbolo da Ralph Lauren do meu pólo.

Mal ele sabia que tinha custado 10 euros na feira de Barcelos, o império das falsificações do Norte de Portugal.

Segundos depois o sorriso desapareceu e eu pensei que toda aquela cena tirada de um filme tinha acabado.

Mas não.

Ele curvou-se para a frente colocando os cotovelos nos joelhos.

E assim permaneceu a poucos centímetros de mim.

Quase como se quisesse espreitar para o que Malcolm Gladwell tinha escrito sobre o Ponto de Desequilíbrio.

Eu já quase tremia.

A música que estava a ouvir deixou de fazer sentido.

Os Keane soavam ao rufar de uma bateria antes do trapezista saltar.

Só que naquele caso o trapezista era indiano e estava interessado nos meus valores.

Tinha de parar a música para que o meu nervosismo não aumentasse.

Tirei o meu velhinho leitor mp3 do bolso e desliguei-o.

 

 

E voltei a levantar o olhar.

A reacção do indiano tinha mudado.

Tinha a boca aberta e olhava para as minhas mãos onde jaziam o meu velho mp3.

Voltou a chegar-se para traz e encostou-se ao assento.

Meteu a mão direita ao bolso das calças e tirou de lá algumas moedas que me ofereceu.

- You need to buy a new one, man!

Depois tirou o seu Ipod do bolso, mostrou-mo e acrescentou:

- Like this!

 

sinto-me: pobre

publicado por Peter WouldDo às 00:04

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Quinta-feira, 2 de Julho de 2009

Da Índia à Rua Sésamo é um instante

 

No passado fim-de-semana a dona do Fidel (o gato) convidou cá a casa um amigo dela inglês, que regressou recentemente de um ano na Índia, a trabalhar.

Índia, pensei eu, agrada-me.

Vou fulminá-lo com perguntas.

E assim foi.

Com paella e outros petiscos espanhóis na mesa, a tarde estava a correr espectacularmente bem até que o “man” se espetou num comentário.

“Esta casa parece a Rua Sésamo! Um cozinha e os outros limpam.”

O comentário até poderia passar despercebido – e acho que passou para os outros elementos – caso a Rua Sésamo não tivesse as mais variadas personagens lá a viver.

O que me intrigou, como é óbvio.

Em que personagem da Rua Sésamo estaria ele a pensar para mim?

Já nada foi diferente naquela tarde de domingo.

Minutos depois estávamos nós a falar do projecto de paz para o mundo do Ghandi quando eu o interrompi:

“Ouve lá, mas achas que eu sou mais parecido com o Egas ou o Becas?”

Ao que ele respondeu com um sorrisinho que ainda me criou mais dúvidas.

No entanto, concluí que não associou nenhum deles a mim.

Já a conversa ia no facto do custo de vida da Índia ser muito baixo quando eu voltei à carga:

“Mas achas que as minhas bochechas são similares ao Monstro das Bolachas?”

Nova tentativa defraudada.

Ele voltou a rir-se, mas desta vez por menos tempo.

Nos dias que correm qualquer conversa sobre a Índia tem de acabar no Slumdog Milionaire.

E era disso que falávamos quando eu fiz o seguinte comentário:

“Não acho que o Popas tenha um pescoço mais alto que o protagonista do filme…”

Toda a gente ficou a olhar para mim sem saber o que dizer, e o ambiente ficou pesado.

Na tentativa de resfriar os ares perguntei se gostavam da minha imitação da Agripina.

Mas com aquela voz fininha só piorei a situação.

Já o homem se preparava para se ir embora quando acabei logo ali com o mistério e perguntei:

“Mas afinal com que personagem achas que eu sou parecido?”

Ele não teve meias palavras:

“Resmungão dessa maneira só podes ser com o Ferrão.”

Fui a correr ao quarto vestir a minha t-shirt verde, desci e perguntei-lhe:

“E agora?”

 

NR: Sempre me identifiquei com o Cocas, e vem este gajo agora dizer que pareço o Ferrão, xiça.

sinto-me: cocas

publicado por Peter WouldDo às 00:04

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Quinta-feira, 5 de Março de 2009

LG M160 – Ca ganda máquina

 

Começou há dias a correr um abaixo-assinado na cidade contra mim.

Os autores do documento são quase todos os indianos que têm lojas em Londres onde vendem e efectuam reparações e alterações em telemóveis.

Penso que o número rondará as mil lojas.

E a verdade é que eu já estive em quase todas.

E nas quais ainda não estive, já estou proibido de entrar.

Passo a explicar.

 

Esses indianos gostam de se gabar.

E, por isso, colocam à entrada das lojas um cartaz com o seguinte texto:

Desbloqueiam-se todos os telemóveis”.

O problema deles é que eu tenho um LG M160 que custou cerca de 25 euros.

A primeira reacção deles quando lhes mostro o telemóvel é a de dizer que não conhecem a máquina.

Provavelmente por ser tão barato e fraquinho.

Depois começam a pesquisar nas listas para saber qual o software e cabos a utilizar.

E é aí que ficam admirados.

Este LG M160 não aparece em nenhuma.

Já tive um deles que não aceitou a derrota à primeira e pediu-me para passar uns dias depois.

Ia investigar o caso…

Uns dias depois lá estava eu e … nada.

Não tinha descoberto a solução.

 

Eles gostam de se gabar, mas até são sinceros.

Tanto que mal eu saio da loja tiram logo os cartazes.

Ou então alteram o que diz:

Desbloqueiam-se QUASE todos os telemóveis”.

E nesse segundo caso acrescentam um outro:

PETER, mantém-te longe

 

A TMN lá consegue fazer-me a vida negra.

Venderam-me um telemóvel tão fiel à rede que não permite que o mude para outra.

 

Alguém quer este LG M160 para fazer a vida negra aos indianos de Portugal?

 

sinto-me:

publicado por Peter WouldDo às 00:06

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Terça-feira, 18 de Novembro de 2008

As palavras "indianos" e "comer" não resultam na mesma frase

Os indianos estão a dar-me cabo da cabeça.

Só porque há dias disse que a comida estava muito picante, agora gozam-me constantemente.

Eles, que estão habituados a comer tudo super picante.

Vou ter que arranjar maneira de os calar.

Ando a pensar em oferecer-lhes um bom bife de vaca, para depois me rir com a reacção deles.

Eu sei que ao fazer isso estarei a ser mauzinho, mas eles não param de me gozar.

O que me obriga a medidas mais avançadas de retaliação.

Outra coisa que não me deixa comer descansado quando eles estão ao pé de mim são os talheres que usam.

Ou melhor, a ausência deles.

Na verdade, os indianos (ou pelo menos os do meu departamento) trazem de casa uma espécie de pão (mais parecido com crepes devido à fina espessura) com o qual vão pegando na comida do prato.

Fazem uma espécie de pega que leva a comida à boca.

Nas primeiras vezes fiquei atento para ver se não sujavam os dedos.

E o Lourenço (Goês) no início ainda foi conseguindo.

O prato era uma espécie de caldeirada.

O problema dele foi quando acabaram as batatas e os outros legumes e ficou quase só molho.

Aí ele sujava os dedos, os quais lambia posteriormente.

 

Como podem ler, comer ao pé deles torna-se… desgastante!

Gostaram desta palavra?

Ética, não? 

sinto-me:

publicado por Peter WouldDo às 23:18

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