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Domingo, 1 de Fevereiro de 2009

O Meu Nome

Muitos de vocês já sabem, mas o meu nome verdadeiro é Pedro.

Eu ainda tentei disfarçar, traduzindo.

Mas algum comentadores não resistiram a revelar o segredo...

E Pedro é um nome que até gosto.

Apesar de me estarem constantemente a pedir bom tempo, e para acabar com a chuva.

Mas, para ser sincero, gosto ainda mais da forma como o meu nome é dito pelos ingleses.

Vou mais longe: acho que a forma como eles dizem o meu nome é o que mais gosto nos ingleses.

(qualquer dia faço um ranking das coisas que mais gosto nos ingleses)

 

Toda a gente sabe que a fonologia do meu nome em português é “pêdru”.

Dito por ingleses sai qualquer coisa como “pédjrou”.

O que cai bem nos meus ouvidos.

Estou até a pensar em ir mais longe e pedir a todos os meus amigos portugueses que me comecem a chamar assim.

Acho que não é pedir muito.

Até à minha família e à minha mãe estou a ponderar fazer esse pedido.

Sei que ela vai, muito provavelmente, chamar-me maluco.

E que depois vai alegar que o meu nome de baptismo é “pêdru” e não “pédjrou”.

E que eu sou português e não inglês.

E que vai terminar a conversa com um simples: OH, CALA-TE!

E eu vou esquecer a maluquice.

Mas mesmo assim vale a pena tentar.

Tenho quase a certeza que seria mais feliz se toda a gente me chamasse “pédjrou”.

 

Agora me lembro que em francês também não está mau… “pédrrrrrrô”

Em ucraniano é que não gosto.

Um dia conheci uma ucraniana, chamada Tânia, e quando ela ia para dizer o meu nome saiu uma coisa parecida com um espirro..

Fiquei sem saber se tinha pronunciado Pedro com sotaque ucraniano ou se estava constipada.

Vivo nesse dilema há sete anos.

sinto-me:

publicado por Peter WouldDo às 23:08

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Quarta-feira, 14 de Janeiro de 2009

Três estórias que sozinhas não davam um post

Os ingleses não sabem as horas à tarde.

Por isso, voltam a contar a partir do 1.

Não usam as 13, as 17 ou as 23 horas, por exemplo.

Quando lhes digo as horas com números depois do 12 ficam desnorteados.

Gosto tanto de os ver à nora, eh eh.

Por isso, lá no trabalho, deixaram de me perguntar as horas.

Pelo menos, deixei de ser o cuco lá do tasco.

 

 

Uma coisa que me irrita nos ingleses é a capacidade que eles têm para inovar quando não é preciso.

Um exemplo: telefono para um serviço público e atende a máquina.

“You are number one in the queue” (você é o número um na lista de espera)

Cum raio!

Fico mais de um minuto a ouvir esta mensagem que se torna enervante pois sei que sou o seguinte, mas fico uma eternidade a saber isso.

Prefiro a música enervante dos atendedores dos serviços púbicos portugueses, ou as telefonistas das câmaras municipais do interior que atendem: “Tou?”

 

 

Ontem, pela RTP, fiquei a saber que há uma actriz/cantora vimaranense que está a fazer sucesso aqui em Londres.

Chama-se Sofia Escobar e actua na peça teatral West Side Story.

Tem 28 anos e pode em breve ganhar o prémio de melhor actriz de musicais do Reino Unido em 2008.

A votação é online.

Por isso, que tal ajudarmos a tuga a ganhar aquilo?

 

procurem por "The VIAGOGO Best Actress in a Musical"

O último nome é o dela.

E não precisam de escolher mais nenhuma.

Se o fizerem melhor, os ingleses não descobrem que fomos nós, tugas, a fazê.la ganhar.

Eh, eh, eh

 

 

Votação:

http://www.whatsonstage.com/surveys/fillsurvey.php?sid=24

 

Notícia RTP/Lusa: 

http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?article=379827&visual=26&rss=0

 

PS.: quem está longe de Portugal ou gosta de ver canais lusos pela net, aqui fica um bom site:

http://www.adtvextra.com/liga/

Em cima, à direita, estão os streams 

sinto-me:

publicado por Peter WouldDo às 00:06

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Terça-feira, 13 de Janeiro de 2009

Que figurinha a dos trolhas ingleses

Dez horas da manhã, vou eu para o trabalho e que vejo?

Trolhas.

Até aqui nada de anormal, já que na Inglaterra também se constroem e reparam casas.

Mas estes trolhas ingleses tinham uma particularidade que me chamou a atenção:

Estavam de copo na mão a beber… café.

Café?????

Que cócózinhos…pensei eu.

Um verdadeiro trolha português a essa hora bebe a segunda Super Bock do dia.

Muito têm os trolhas ingleses a aprender com os portugueses…

Depois reparei que tinham capacetes amarelos na cabeça.

Acho que eles viram vezes de mais o “Bob O Construtor” e agora devem estar a emita-lo.

Em Portugal, no Inverno, os trolhas usam gorros coloridos com as cores das últimas casas que pintaram.

As botas biqueira de aço também não faltavam, como se isso fosse calçado para ser usado numa obra portuguesa.

Nunca para além de umas sapatilhas passou pelos pés de trolha português, quando não são chinelos de meter o dedinho…

Mas juro que o que me fez mais rir foi o cinto que os trolhas ingleses usavam com as ferramentas devidamente arrumadas.

Trolha que é trolha coloca o martelo no bolso de trás das calças de ganga.

E calças de ganga rotas nos joelhos, porque já foram muito usadas…

Era vê-los cheios de camisolas e ainda uma casaca por cima.

Um verdadeiro trolha tuga trabalha em camisolas de alça que já foram brancas.

Ou então t-shirts da Sumol ou dos Móveis Azevedo.

Mesmo no inverno e com temperaturas abaixo dos 10 graus positivos.

A cordinha de segurança para eles andarem nos andaimes também não faltava…

E depois a arrumação daquilo.

Até me metia impressão tanta arrumação.

A arei num saquinho, o entulho noutro, e nada de tábuas com os pregos virados para cima no chão…

Não tenho dúvidas que aquela obra reprovaria numa inspecção em Portugal.

E um trolha português despedia-se no primeiro dia de trabalho naquela casa.

Quase que aposto que se aqueles trolhas ingleses virem uma miúda jeitosa a passar ainda lhe dizem bom dia, sem mandar um piropo foleiro.

E ainda dizem que há crise na construção civil inglesa.

Há crise mas é de valores.

 

 

PS.: E não é que até a tradução da palavra trolha para inglês fica uma coisa abixanada…

“Maison’s Helper”


publicado por Peter WouldDo às 00:01

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Segunda-feira, 12 de Janeiro de 2009

2,4 milhões de doentes

Hoje é segunda-feira, e há sete dias atrás também foi.

E esse dia 05 de Janeiro foi também a primeira segunda-feira do ano.

Mas o que achei mais curioso foi o que li no jornal no dia seguinte.

Na terça-feira dia 06.

Alertava o The Times para o perigo financeiro que poderia ser os 2,4 milhões de ingleses que se deram como doentes na tal primeira segunda-feira do ano.

O jornal fazia contas aos medicamentos para a gripe que poderiam ser precisos para tratar tanta gente.

Entrevistava directores de serviço de urgências de hospitais e gente do ministério da saúde.

Quem lia a notícia ficava com a impressão de que algo de problemático andava no ar, para além de um simples vírus gripal.

Fiquei preocupado.

Uma preocupação que durou até à passada sexta-feira quando soube que no Harrods não houve doentes nessa segunda-feira.

Contaram-me que há uma política interna que impede os funcionários de meterem um sick day nessa segunda.

A curiosidade aumentava.

Antes do “porquê” da praxe, o meu interlocutor acrescentou que até cinco dias de doença a grande maioria das empresas inglesas paga da mesma forma os salários e muitas delas nem pedem comprovativos de doença, se isso não estiver sempre a acontecer, claro.

Quando a conversa acabou lembrei-me da notícia do The Times, e disse:

“Ahhhhhhhh”.

Tinha percebido que afinal não são só os tugas a descobrirem as regalias e falhas dos sistemas.

E o Harrods como tem uma autêntica Babilónia, precaveu-se contra esses falsos doentes.

Mas o raciocínio continuou:

“Que totós são estes jornalistas que não foram capazes de ver que esses 2,4 milhões de doentes na segunda-feira dia 05 de Janeiro eram afinal a percentagem de trabalhadores estrangeiros que têm no país. E nessa percentagem de certeza que está uma boa fatia de tugas.”

E se o Harrods tem esta política interna é porque o “efeito primeira segunda-feira do ano” se vem repetindo…

Quanto anos mais precisaram os ingleses para perceberem que não há nenhuma pandemia de gripes, e que estão a ser chulados pelos emigrantes?

sinto-me:

publicado por Peter WouldDo às 00:27

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Quinta-feira, 8 de Janeiro de 2009

Quem diz que não tem medo dos dentistas?

Nos meus planos para ontem só uma coisa correu mal.

A consulta no dentista.

Andava a adiar uma visita ao senhor da “cadeira mágica”, mas teve que ser.

E quando a marcação teve de ser para o dia 7, até achei conveniente, pois iria tirar o dia de folga.

Mal eu sabia que iria reviver pesadelos de criança.

Acho que até posso ter descoberto o motivo pelo qual as crianças têm quase todas medo de ir ao dentista.

De certeza que é por são ingleses os dentistas que aparecem nos sonhos delas.

 

Mal entrei na sala dos tratamentos comecei logo a estranhar o aspecto.

Tudo muito pequeno para quilo que eu chamaria de consultório.

Pouco maior que o meu quarto.

Primeira pergunta do homem de bata branca: “A consulta é pelo NHS? (serviço nacional de saúde inglês)”

“É sim!”

“Então este check up vai custar 16,20 libras!”

“Mas eu vou precisar de tratar este dente que me tem doído…”

“Huuuum, mas aqui só diz check up. Bem, vamos tirar um raio-x e depois logo se vê”

Cá na Inglaterra os dentistas dão orçamentos.

Raio-x tirado e sou mandado para fora da sala, enquanto que ele é revelado.

Entra outro paciente.

Dez minutos passados, o outro paciente sai do consultório e eu volto a entrar.

“Bem, de facto este dente tem um buraco bem grande. Precisa de ser tratado. Quer com ou sem mercúrio?”

Não estava a perceber a pergunta e perante a minha indecisão, o homem volta à carga.

“Dizem que o mercúrio faz mal, por isso começamos a usar preenchimento sem isso, mas que custa mais caro.”

“Tem de ser privado o tratamento, não dá pelo NHS?”

“Pelo NHS só se for com mercúrio!”

“E quanto custa sem mercúrio?”

“Bem… por ser a primeira vez que vem cá faço-lhe 40 libras, o que é muito barato!”

“Ok, pode ser.”

“Mas vai ter de esperar que trate o outro paciente, porque não estava previsto o seu tratamento.”

“Ok, não há problema.”

Volto a sair do consultório, e de volta à sala de espera, onde aguardava por mim mais uma dose de música de filmes de cowbois e uma televisão com fotos de doenças dos dentes intercaladas com fotos de flores e bonitas paisagens.

O filme ainda estava longe de terminar.

Regresso para o tratamento já depois de ter pago 56,20 libras e já instalado na cadeira fico apavorado com o dentista a esguichar com a seringa da anestesia para o ar.

“Vai doer um bocadinho, mas depois não dói mais.”

Já doia e a primeira de três injecções ainda não tinha começado.

Três doses depois já eu suava.

Com as gengivas a crescer começo a salivar-me.

Mas nada de aspirador de saliva…

Durante o tratamento o meu peito serve de bandeja para colocar as ferramentas.

Termina as "obras", e eu ainda sem aspirador, quando já tinha mais de um litro de saliva dentro da boca e 350 gramas de bocados do dente que ele tratou.

Bebo água e quando vou para bochechar os dentes sai um géiser boca fora.

Tinha o lado direito todo dormente.

Nem a orelha sentia.

Se arranhasse o couro cabeludo daquele lado só ouvia o cabelo a ranger.

Eram sete horas quando o pesadelo terminou.

 

Passa pouco da meia-noite quando escrevo este post e ainda tenho a gengiva dormente.

Há minutos atrás ainda só sentia a ponta da língua.

Era como se essa parte do corpo estivesse a levitar dentro da boca…

O gajo deve-me ter confundido com um cavalo, só pode.

Percebem agora porque não houve jantar para ninguém?

Estou cheio de fome, vou comer uma sopa enlatada.

Se fosse uma criança prometia que não ia mais a dentistas.

Como sou adulto e responsável prometo que não vou mais a dentistas… ingleses.

 

 

PS: xiça, que isto ficou bué de grande...

sinto-me:

publicado por Peter WouldDo às 00:16

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Terça-feira, 23 de Dezembro de 2008

NÂO PROVEM "CHRISTMAS PUDIM"

Para uma noite de Natal passada em Londres, nada melhor que um conselho de Londres.

 

Estou seriamente convencido que descobri a razão pela qual os ingleses bebem tanto álcool.

Acho que é porque comem “christmas pudim”.

Uma espécie de cruzamento entre um pudim e uma imitação do bolo rei.

Para além daquilo já conter uma quantidade razoável de brandy, faz um “secão” na boca impressionante.

E se é verdade que eles só comem este “christmas pudim” no Natal, desconfio que como comem muito (eles devoram esta coisa) devem ficar com sede para o resto do ano.

Vai daí, toca a beber álcool.

Outra teoria é que se habituam ao sabor do brandy na boca e querem manter esse sabor a álcool o resto do ano.

Também ganha força a teoria de que bebem outras bebidas durante o resto do ano para tirar o sabor a brandy da boca.

Podem pensar que estou a exagerar, mas os próprios ingleses estão conscientes que bebem muito.

O Governo até criou um site de aconselhamento para quem bebe muito.

No entanto, como os ingleses costumam estar tão bêbados, não conseguem ler o que está lá escrito.

Por isso, Gordon Brown e seus companheiros estão a estudar a possibilidade de colocar o site a três dimensões.

Um pouco à imagem daqueles filmes que era preciso ver com óculos, caso contrário parecia tudo desfocado.

Assim, quem está bêbado vê tudo focado.

Bem, agora vou beber uma cervejinha para tirar o sabor a brandy do “Christmas pudim” que comi anteontem.

 

Feliz Natal para todos os leitores, em especial para os comentadores.

Sim, porque quem comenta os meus posts faz-me mais feliz.

 

sinto-me:

publicado por Peter WouldDo às 23:59

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Domingo, 19 de Outubro de 2008

O mistério do Menu 8

Os ingleses são malucos por galinha.

Podia ter escrito pito, mas não quiz usar linguagem foleira...

Há um restaurante de fast-food que vende galinha frita em quase todas as esquinas de Londres.

No Sábado não resisti, e foi a um aqui ao pé de casa que está sempre cheio de clientes.

Meti-me na fila e lá fui olhando para os menus...

Observando melhor, apercebi-me que quase toda a gente pedia o mesmo menu.

O 8!

Uma bebida de lata, uma pacote (tipo Mac) de batatas fritas, um peito de frango frito e... três coxas.

Tudo por 3,29 libras, qualquer coisa como 4,24 euros.

Nada mal, achei...

Mas pelo caminho a casa pus-me a pensar:

- "Bem, se a maioria das pessoas pedir o menu 8, que tem um peito e duas coxas, como raio fazem eles?? terão as galinhas deles três coxas cada??"

A dúvida não largou o meu pensamento o resto da tarde.

Para mim, há algum mistério do Menu 8.

A explicação mais simples é dizer que eles simplesmente compram mais coxas que peitos, e que a proporcionalidade nas vendas não tem nada a ver com as compras...

 

Mas, mesmo assim, eu acho que aquele Menu 8 ou está a desestabilizar o mercado das galinhas, ou há algum mistério por detrás... tipo as galinhas deles terem três coxas...

sinto-me:

publicado por Peter WouldDo às 22:00

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