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Quinta-feira, 19 de Março de 2009

A minha aldeia

É tão bom regressar à nossa aldeia, e rever gente que nos conhece desde pequenos.

É sentirmo-nos em casa.

E a sensação de termos imensa gente a quem darmos bom dia é sensacional, faça-se a redundância.

E as pessoas lá vão respondendo:

- Olá Luís.

 

Tudo seria perfeito se fosse esse o meu nome.

Mas não é.

É o do meu irmão.

Bem mais velho.

E como ele viveu toda a vida na aldeia - superior já a 40 anos - as pessoas usam o nome dele para nós os dois.

Será o mesmo que chamar Planta a todas as margarinas [tinha escrito manteigas].

Ou Kispo a todos os casacos feito num pano que faz barulho quando roçamos as mangas no corpo.

Há uns anos atrás, quando era ainda um sonhador e pensava ser possível não me chamar Luís na minha aldeia, eu ainda corrigia as pessoas.

- Não é Luís, é Pedro.

- Ah pois é. Desculpa, mas confundo-me sempre.

- Eu sei, rosinha.

- Rosinha!? Não me chamo Rosa!

- Ah pois é, Desculpe.

Mas penso ter sido por volta dos 20 anos que me resignei a ter dois nomes.

Aquele que uso em S. Cristóvão de Selho, a minha aldeia.

E que é o do meu irmão.

E o que uso no resto do mundo, e é o meu nome de batismo.

 

Uma explicação.

Quem nunca viveu numa aldeia desconhece que as mulheres mudam de nome por altura do casamento.

Uma espécie de ritual de amadurecimento.

Quem é Rosa fica rosinha.

As Laurindas passam a laurindinhas.

Maria é substituído por miquinhas.

Teresinha é o substituto de Teresa.

Fátima dá lugar a fatinha.

Estes só para me referir às mulheres da minha rua.

Os “inhas” das aldeias serão o equivalente aos “donas” das cidades.

 

Regressar à aldeia de onde saí há nove anos pode também ser estranho.

Uns crescem, outros mudam-se, e a percentagem de pessoas que conheço desce a pique. Actualmente, as caras que conheço rondarão os 30 por cento.

Já os nomes não serão mais de 5 por cento.

Isto num universo a rondar os 3000 habitantes.

E tirando a minha família (cerca de 10 pessoas) mais uns quantos amigos, serei para sempre Luís, em S. Cristóvão de Selho.

É tão bom sentir-me em casa…


publicado por Peter WouldDo às 00:04

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