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Sexta-feira, 3 de Julho de 2009

O mindinho opositor

 

Jamais esquecerei a aula de história em que o professor me mandou pegar num livro.

Depois de o fazer, o “terrível” (alcunha pela qual era conhecido o professor) mostrou a principal diferença entre o homem e os restantes animais: o polegar opositor.

Desde que comecei a utilizar o metro de Londres que estou constantemente a lembrar-me desta aula.

Muitos de vocês já devem estar a questionar-se porquê.

E dou desde já a explicação.

Pois não quero fazer suspense com uma explicação tão simples.

Que pode ser dada em poucas linhas e caracteres.

Se bem que agora tenha de ir à casa de banho.

Já volto.

(…)

Já regressei.

Pois então a razão pela qual me lembro constantemente desta aula no metro é porque os ingleses não têm apenas um polegar opositor mas também um dedo mindinho opositor.

Eles acabaram por desenvolver este mindinho opositor para equilibrar os livros que lêem no metro.

Desta forma conseguem segurar um livro só com uma mão e usarem a outra para se segurarem ao varão.

Isto quando vão de pé, claro.

Porque quando vão sentados usam a outra mão para tirar ranhetas do nariz.

Uma mutação originada pelos milhões de livros lidos pelos ingleses no metro.

A espécie deles foi evoluindo (como mostrou o próprio Darwin, um deles) e o dedo mindinho da mão esquerda acabou separado dos restantes três dedos centrais.

Como devo ter sido o primeiro humano a detectar isto, estou a pensar em escrever um artigo para uma revista científica.

Certamente que ficará bem no meu CV, ao lado do prémio da 4ª classe e dos quatro meses de experiência como condutor de empilhadores.

Tenho de reconhecer que eles próprios me inspiraram a tornar-me num leitor de livros no metro.

Como já tinha escrito, estou actualmente a ler o Rio das Flores.

E um livro daquele tamanho jamais caberia entre os dedos de uma só mão.

Mas como sou surfista, posso usar as duas para segurar no livro quando vou de pé.

Para quem não percebeu patavina do que acabei de escrever, aqui ficam os desenhos descomplicadores.

 

 

PS: o livro obviamente que não é o Rio das Flores.

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publicado por Peter WouldDo às 00:04

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Terça-feira, 30 de Junho de 2009

O "peso" de me tornar culto

 

O Miguel Sousa Tavares vai pôr-me com dores nas costas.

(esta frase escrita assim até parece que sou amigo intimo dele… demasiado íntimo.)

Decidi aventurar-me nas 608 páginas do Rio das Flores, que a ser finalizado constituirá um novo recorde pessoal.

A marca actual está nas 357 páginas do Memorial do Convento.

Ou seja, quase duplicaria a anterior marca.

Acho que a terminar o Rio das Flores só com a Bíblia consigo bater um novo recorde.

Ou então as 1492 páginas do Guerra e Paz, de Tolstoi.

Ainda era inocente quando me meti a ler aquele livro.

Embora depois do Rio das Flores o céu seja o horizonte…

 

Assim como a Maya, já fiz as minhas previsões:

As 608 páginas lidas nas viagens de metro a uma média de 20 páginas por dia [10 para cada lado], acabarei o Rio das Flores a 07 de Agosto.

Serão seis semanas com o livro dentro da mala que anda ao ombro.

E pesando aquele aglomerado de papel o que pesa, a minha coluna ficará seriamente afectada.

A Inglaterra ainda não é como os Estados Unidos, mas segundo a jurisprudência de cá, devo conseguir uma indemnização do autor a rondar as 20 mil libras, por danos físicos.

Põe-te a pau Miguelito…

Ninguém o mandou escrever um alegado bom livro com tantas páginas.

Vejam o caso do S. Paulo.

Depois de ter escrito para a Bíblia uma epístola levou com tantos processos judiciais dos Coríntios que teve de vender tudo o que tinha e mesmo assim não chegou.

E assim ficou famosa a I Epístola de S. Paulo aos Coríntios.

Nem sei se ele chegou a escrever outra epístola para a segunda edição da Bíblia.

 

A nível de marketing (packaging - embalagem) o Saramago é muito mais à frente que o Miguel.

O Zé preocupou-se tanto com o tamanho e peso do seu Memorial do Convento que até optou por nem colocar vírgulas ou pontos finais para que o livro ficasse mais leve.

Já o Miguel até capa com abas colocou no seu livro.

E eu que pensava que só as mulheres utilizavam abas nos pensos higiénicos, agora também as uso no Rio dos Flores.

 

Reconheço que assim que acabar de ler o Rio, sentir-me-ei mais culto.

E se o livro fosse meu seria de grande utilidade para colocar o monitor do computador do trabalho mais alto.

Mas não, é emprestado.

Foi essa, aliás, a razão pela qual ainda ontem não usei o Rio das Flores como arma de arremesso contra uma pomba que estava a tantar acertar-me com os famosos pingos brancos.

Mas depois de ter visto o que tinha na mão caiu na realidade.

Agora falando, perdão escrevendo, um pouco mais sobre o conteúdo, reconheço que estou a gostar.

Se for até ao fim tornar-me-ei de certeza um admirador do homem.

E a pesar [fica bem aplicado este verbo], a favor dele estão as “apenas” 520 páginas do Equador.

Cómico é que um só Rio consegue pesar mais que todo o Equador.

Seja ele o país ou uma linha imaginária que passa por vários.

 

Bem, este post começou bem mas já está a descambar por isso é melhor que ele fique por aqui.

 


publicado por Peter WouldDo às 00:04

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