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Sexta-feira, 18 de Dezembro de 2009

Neva em Londres

Pela segunda vez no mesmo ano está a nevar em Londres.

Segunda vez mas em Invernos diferentes...

Já que a última vez foi em Fevereiro, e parou quase os transportes todos.

Para hoje, sexta-feira, não deve chegar para repetir a "catástrofe", mas já deu para ver lindos cenários.

A caminho de casa, ontem à noite, já deu para captar algumas imagens engraçadas com o telemóvel..

 

 

 

Pelas notícias que recebo de Portugal, também neva em alguns locais, em especial Macedo de Cavaleiros e Bragança.

Agora que penso, só consigo imaginar o Natal com frio, chuva, neve e roupas quentes.

Gostaria de um dia experimentar um Natal com calor, sol, praia e calções de banho.

Será que nesses locais o Pai Natal também se veste de fato quente vermelho?

Ou anda de calções e chinelinho vermelho?

Quanto ao menino Jesus faz mais sentido estar deitado nu em palhas num local do hemisfério sul.

 

 


publicado por Peter WouldDo às 06:26

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Quarta-feira, 2 de Setembro de 2009

Grupo Gay em sessão fotográfica

 

Eu sei que em Londres tudo é possível.

Mas mesmo assim fui apanhado desprevenido.

Chegava eu à plataforma do metro onde embarcaria rumo a casa, depois de mais um dia de trabalho, quando assisto ao espectáculo.

Um grupo gay de três elementos numa sessão fotográfica, ao que penso para a capa do álbum.

Para que pudesse postar o vídeo, tive de andar à procura de um programa de edição que me permitisse rodar o vídeo em 180 graus.

Isto porque para não dar nas vistas filmei com o telemóvel ao contrário.

O resultado está aqui.

Infelizmente sem som.

  

 

Repararam nas pessoas que entretanto chegam?

Riso geral…

E no nervosismo do elemento mais próximo?

Iniciante…

E nas barrigas de cerveja?

Estética…

E nos rabos “tapados” com fio dental?

Moda…

Depois da última foto (a do vídeo), os três homens vestiram roupas “a sério” e foram embora como se nada fosse.

E Londres continuou igual a si mesma.

 


publicado por Peter WouldDo às 00:04

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Quarta-feira, 22 de Julho de 2009

Mais uma vez de volta

 

Fiquei tanto tempo com a vida a nu que acabei constipado…

(desculpem-me mas este trocadilho estava na minha cabeça desde que comecei a limpar o nariz frequentemente e a espirrar)

Escrevo este post sentado numa mesa do Macdonalds ao pé do meu trabalho.

Desde a semana passada que descobri que este local – ou esta mesa já que uso sempre a mesma – me traz inspiração.

E a verdade é que produzo muito mais.

Ajuda a internet à borla, já que tenho tido alguns problemas com a de casa.

Tem sido essa a razão para a ausência de novidades, aqui.

Reconheço que a falta de algum bom humor também.

Não quer dizer que ele esteja de volta.

Mas eu estou.

No fim-de-semana passado estive a rever alguns posts dos primeiros dias de vida deste blog.

Reparei que não recorria muito ao humor.

Falava de tudo um pouco, até de como arranjei um mapa de Londres.

Quando me lembro de como imaginava Londres antes de ter vindo para cá, parece tudo cómico.

Como qualquer estrangeiro sonhava um dia ver a rainha ao vivo.

Hoje que estou cá e sei dos problemas financeiros dela, só a quero longe, não vá ela ainda me pedir dinheiro emprestado.

Eles que vão mas é trabalhar, já dizia uma certa personagem dos Contemporâneos.

A única coisa que bateu certo foi o Big Ben.

Deve ter sido de o ter visto tantas vezes em fotografia.

Só que pensava que dava para ir lá acima.

Para quem pensa o mesmo tirem o cavalinho da chuva.

Aquilo é só ao longe…

 

Desejem-me as melhoras e se eu acabar por morrer com a gripe A fica desde já um beijinho para as meninas e um abraço para os meninos.

 

PS: Amanhã vou dar a notícia mais desagradável que este blog já deu, e não é a de que morreu o Michael Jackson.


publicado por Peter WouldDo às 00:04

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Quinta-feira, 16 de Julho de 2009

A minha vida a nu

 

 

Como surgem algumas perguntas, resolvi dar mais detalhes sobre a minha vida profissional e financeira em Londres.

Por outras palavras: como sobrevivo eu.

Assim podem ficar com uma ideia mais próxima de como se safa um tuga em Londres.

 

O meu actual emprego é como controlador de stock, na empresa Matches Fashion.

Uma empresa com 14 lojas espalhadas por Londres, e com venda na página da internet.

É nas vendas online que incide mais o meu trabalho, pela segunda vez depois de ter feito quase a mesma coisa no Harrods.

Tenho um salário mensal a rondar as mil libras líquidas.

É o maior salário que já tive na Inglaterra, tirando quando era condutor de empilhadores, em que cheguei a ganhar 325 libras por semana.

No entanto, trabalhava à noite, enquanto agora tenho um horário das 9 às 17.

Agora gastos.

E era um trabalho muito mais duro do que o actual, em que até tenho um computador só ara mim e onde posso escrever textos como este…

 

Por mês, para a renda e despesas como água, electricidade, impostos para a câmara municipal, gás e internet gasto cerca de 380 libras.

Para o passe de transportes são 130 libras por mes.

Cá em casa fazemos despesas de alimentação juntos, e para isso gasto uma média de 100 libras por mes.

Acabo por gastar mais com a alimentação, para o almoço e outras coisas que compro numa média que rondará as 50 libras.

Estas despesas somadas rondam as 660 libras.

Tenho vindo a fazer uma média de um curso por mês, durante um sábado inteiro, que me custa 85 libras (745).

Posso dizer que acabaria com um saldo positivo mensal de 255 libras, caso não comprasse roupa, DVDs, livros e outras coisas a que uma sociedade capitalista nos “obriga”.

Recordo que cá se quero fazer férias tenho de recorrer apenas s poupanças, já que não há subsídio de férias.

Nem de Natal, para as prendas…

 

De momento, por exemplo, estou consciencializado que até Setembro gastarei 1000 libras para me inscrever em três cursos, que vão durar até Março.

Ou seja, começo a ver a semana de férias de que tanto precisava mais distante.

 


publicado por Peter WouldDo às 00:04

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Quarta-feira, 20 de Maio de 2009

Atentados públicos

 

O dia tinha começado bem…

 

(depois desta introdução já todos os leitores estão à espera de desgraça)

Mas o metro chegou já cheio de gente, e eu quase que ficava do lado de fora.

Sentia-me apertado, e comecei a ter reacções corporais.

Um espirro estava a caminho, e eu só me lembrava que a noticia principal do jornal gratuito do dia mostrava que os casos de gripe A estavam a aumentar em Londres.

E tão repentino veio o espirro que só tive tempo de virar a cara para o chão, que é como quem diz, para as pernas de um homem que estava colado a mim.

Não consegui efectuar a manobra de salvação ensinada em folhetos e na televisão: espirrar para o cotovelo.

Como reacção ao meu espirro, metade das pessoas na carruagem começaram a olhar para mim, e de repente senti-me mais à largueza.

Não sei como, nasceram 20 centímetros de distância entre mim e as pessoas mais próximas.

Conforme as pessoas iam voltando ao sono, à leitura dos seus jornais ou livros, senti que começava a perder as atenções.

Na mesma proporção senti os 20 centímetros de liberdade a encolherem.

Mas também era impossível continuarem a existir.

Tudo parecia voltar à normalidade quando os meus intestinos resolveram provar-me que não.

Era altura de libertar os gases criados pelos feijões comidos no dia anterior.

Num espaço de segundos as atenções daquela carruagem voltavam a mim.

Se quem estava a mais de três metros de mim não podia cheirar os gases libertados pelo meu corpo, os mais de 30 centímetros de largueza à minha volta denunciavam-me como o criminoso.

Só na estação seguinte e com a abertura das portas senti que tinha caído uma vez mais no esquecimento.

 

Se todas estas reacções me tivessem assolado em qualquer parte do mundo, sinto que seria acusado de atentado público.

Mas em Londres, só fui criminoso até à estação seguinte...

sinto-me:

publicado por Peter WouldDo às 00:04

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Quinta-feira, 30 de Abril de 2009

Férias baratas para quem quer ficar famoso

 

 

Ando apensar seriamente em ir de férias para o México.

Não há melhor altura do que esta.

Ouvi dizer que os voos com origem no México estão sobrelotados.

Já os voos com destino para o México vão vazios.

Por isso as viagens estão super baratas.

Os hotéis também estão a preços acessíveis.

Parece que o Governo apercebeu-se desta crise turística e começou a oferecer máscaras à chegada dos turistas.

Trata-se de uma nova forma de marketing.

Querem juntar as máscaras ao tradicional chapéu de abas longas.

Os dois em conjunto tornam o utilizador mais parecido com os verdadeiros vilões.

E para quem sonha ser um dia famoso também não há melhor altura.

O destino México está tão em conta que os canais de televisão começaram a abrir os noticiários com entrevistas aos turistas que foram lá passar férias.

A habitual pergunta “Como se sente” está mais em moda que nunca, junto dos jornalistas.

E segundo consegui apurar, se por acaso formos ao hospital poucas horas depois de termos aterrado vindos do México (mesmo que para visitar um familiar ou amigo que lá está internado) os canais de televisão acampam à porta de nossa casa para falar de nós.

Chegam mesmo a entrevistar os nossos vizinhos e a perguntar-lhe: Como se sente?

Tive um amigo que à chegada dos Estados Unidos, e na brincadeira,  resolveu começar a espirrar.

Diz ele que para além de o começarem a comparar com um animal, ainda o levaram para fazer um batalhão de testes.

Tiraram-lhe tanto sangue para analisar que ele teve de comer 39 pacotes de ketchup do McDonalds para voltar a encher o corpo.

 

Felizmente não estou em Portugal.

Em Londres sempre me senti mais seguro.

É uma cidade que tem viagens que possibilitam a fuga para centenas de destinos, entre eles o México e a Califórnia.

Para além de termos milhares de famílias originárias desses dois locais.

E depois há os engraçadinhos que copiam estratégia de marketing mexicana e já andam com as ditas máscaras na rua.

Felizmente não andam com os chapéus.

Não consigo imaginar dez pessoas com aqueles chapéus colocados à hora de ponta no metro.

É que se forem nórdicos, ainda consigo ver a cena.

Agora se são da altura dos próprios mexicanos…

 

sinto-me:

publicado por Peter WouldDo às 00:04

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Quarta-feira, 11 de Março de 2009

Quero o meu velho país de volta!!

 

Portugal está de mal a pior.

Então não é que ontem combinei um café com uma amiga em Braga.

Como tinha de renovar o passaporte pensei:

“Ela sai do trabalho às 18h, e para tirar o passaporte deve demorar bem duas horitas devido às habituais filas, vou à Loja do cidadão às 16h”.

Planos espectacularmente feitos, bem ao estilo do melhor estratega do Mundo chamado Mourinho.

Errado.

Tirar o passaporte demorou-me 5 minutos.

Este país já não é o que era.

Mal carreguei a pedir uma senha de espera saiu logo o meu número.

Sentei-me, dei o BI (nem pedirem o passaporte caducado) e levantei-me logo para tirar a foto.

Depois meti os indicadores e assinei.

Tudo finalizado.

- Tem a certeza que não é preciso nenhuma certidão de nascimento minha ou de óbito de algum avô meu? – perguntei eu à funcionária que ficou a olhar para mim.

- Não, só falta dizer quando quer o passaporte pronto.

- Era óptimo se pudesse estar pronto para Abril.

- Engraçadinho… Se quiser para quinta custa 80 euros, sexta 70 e segunda-feira 60.

- Quê? Quinta já está pronto se eu quiser?

- Está, só tem é de pagar mais.

- Mas não é preciso tanta rapidez. Aliás, eu não estou habituado a que um documento fique pronto tão rapidamente…

- Então fica para segunda-feira?

- Pode ser. Mas dá para enviar para casa?

- Dá, só paga mais 10 euros, e não nos responsabilizamos se for extraviado.

- Ahhhhh, finalmente alguma coisa a que já estava habituado… Então e dá para enviar para Londres?

- Londres?! Acho que não. Pelo menos nunca ninguém tinha pedido isso. Porque não tirou lá no Consulado?

- Porque me apeteceu tirar cá.

- Tenho pena mas não dá porque o envio deve custar muito mais caro, e não temos nada aqui a dizer isso.

- Mas por 10 euros até dá para enviar uma encomenda de um quilo para Inglaterra.

- Pois, mas não pode ser.

- Obrigado. Fico mais descansado que continue a haver burocracia em alguma coisa. Já me sentia na Inglaterra, e como vim de férias sentia necessidade de me sentir no meu país.

 

Depois saí da Loja e fui-me embora para Guimarães.

Não conseguia andar duas horas a ver montras.

O café fica para outra dia.

Alguém que salve este país…


publicado por Peter WouldDo às 00:04

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Quinta-feira, 5 de Março de 2009

LG M160 – Ca ganda máquina

 

Começou há dias a correr um abaixo-assinado na cidade contra mim.

Os autores do documento são quase todos os indianos que têm lojas em Londres onde vendem e efectuam reparações e alterações em telemóveis.

Penso que o número rondará as mil lojas.

E a verdade é que eu já estive em quase todas.

E nas quais ainda não estive, já estou proibido de entrar.

Passo a explicar.

 

Esses indianos gostam de se gabar.

E, por isso, colocam à entrada das lojas um cartaz com o seguinte texto:

Desbloqueiam-se todos os telemóveis”.

O problema deles é que eu tenho um LG M160 que custou cerca de 25 euros.

A primeira reacção deles quando lhes mostro o telemóvel é a de dizer que não conhecem a máquina.

Provavelmente por ser tão barato e fraquinho.

Depois começam a pesquisar nas listas para saber qual o software e cabos a utilizar.

E é aí que ficam admirados.

Este LG M160 não aparece em nenhuma.

Já tive um deles que não aceitou a derrota à primeira e pediu-me para passar uns dias depois.

Ia investigar o caso…

Uns dias depois lá estava eu e … nada.

Não tinha descoberto a solução.

 

Eles gostam de se gabar, mas até são sinceros.

Tanto que mal eu saio da loja tiram logo os cartazes.

Ou então alteram o que diz:

Desbloqueiam-se QUASE todos os telemóveis”.

E nesse segundo caso acrescentam um outro:

PETER, mantém-te longe

 

A TMN lá consegue fazer-me a vida negra.

Venderam-me um telemóvel tão fiel à rede que não permite que o mude para outra.

 

Alguém quer este LG M160 para fazer a vida negra aos indianos de Portugal?

 

sinto-me:

publicado por Peter WouldDo às 00:06

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Segunda-feira, 16 de Fevereiro de 2009

Numa rádio, em Londres, é tudo em grande

 

Nos últimos dias tenho ouvido rádio, de manhã, no trabalho.

E como em Portugal, a rádio traz carradas de informações pela matina.

O problema é que em Londres é tudo em grande.

O trânsito demora uma carrada de minutos.

São vias e ruas que nunca mais acabam.

Acidentes aos molhos.

Uma informação tão chata que um condutor que não tenha dormido o que devia acaba por adormecer ao volante.

Algo que vai fazer com que o bloco de trânsito seguinte tenha mais um acidente uma rua com problemas para relatar.

Mas impressionante é mesmo a informação cultural.

Com tantos concertos, peças de teatro, filmes, palestras, exposições e outros acontecimentos, quando o bloco informativo termina já alguns eventos têm lotação esgotada ou mesmo terminaram.

Os passatempos também são de realçar.

Se as rádios de Londres resolvessem fazer perguntas tão fáceis como as que as rádios portuguesas fazem as linhas telefónicas locais congestionavam todas.

Para além de que poderiam encher um teatro ou um estádio só de bilhetes oferecidos.

E discos pedidos???

Nem queiram saber.

Há rumores que um dia uma rádio de Londres, e depois de se ter inspirado na Rádio Clube da Pampilhosa, resolveu colocar discos pedidos por sms.

Recebeu tantas mensagens de telemóvel que durante uma semana só passou discos pedidos.

E dizem as más-línguas que uma boa parte das músicas eram do Tony Carreira e do Toy, esse belo exemplar da canicultura portuguesa.

Consequência da presença de um grande número dos emigrantes portugueses na cidade.

Acho que ainda tenho o número guardado no meu telemóvel desse dia.

Em Londres é tudo em grande.

Juro que às vezes chego a ter pena dos jornalistas das rádios de Londres.

Sobretudo dos jornalistas desportivos.

Acompanhar as equipas de futebol da cidade nos nacionais é informação garantida para quase duas horitas.

Ora temos Chelsea, Arsenal, Tottenham, Fulham, West Ham, Charlton, Queen Park Rangers, Crystal Palace, Leyton, Millwall, Barnet, Brentford e o Dagenham & Redbridge.

Isto só para falar nos nacionais.

Imaginem se eles resolvessem falar das equipas dos distritais.

Passavam as segundas-feiras inteiras só a dar resultados e tabelas classificativas e as sextas-feiras a fazer antevisões.

Não falo na publicidade, porque até eu estaria aqui uma eternidade só a escrever e vocês a ler.

Mas imaginem só que eles resolviam vender segundos de publicidado a todos os cafés Central ou talhos da cidade...

 

sinto-me:

publicado por Peter WouldDo às 00:02

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Quinta-feira, 5 de Fevereiro de 2009

Neve - sorte ou azar?

Não faz sentido, de facto, este blog chamar-se Loucura Londrina e não fazer qualquer alusão ao nevão caído durante domingo e segunda-feira.

Acreditem que foi uma verdadeira loucura londrina.

Que durou, durou, durou, quase toda a semana.

Bem o estilo britânico.

Por isso, aqui ficam três post sobre o assunto.

Para compensar a ausência dos últimos dias.

 

O que no domingo à tarde parecia pólen vindo das árvores, transformou-se à noite num espectáculo de se ver.

“Tão giro”, disse eu, acrescentando logo de seguida: “Estava a ver que não via neve, depois de ter nevado na minha rua em Portugal”.

Na manhã seguinte (segunda) acordo às cinco da manhã.

Uma hora depois abro a porta da rua e a primeira passada acaba cerca de 10 centímetros abaixo do nível da neve.

“Huuuuuuum, assim vou ficar com os pés molhados. Vou buscar um par de meia suplementar”.

Lembrei-me ainda de um conselho que já me tinham dado: colocar um saco plástico em cada pé.

Assim fiz e resultou na plenitude Tinha chegado à estação com os pés enxutos.

Poiucos minutos depois o maior azar do dia.

Chega um metro. (Mais tarde vim a saber que foi um dos poucos da manhã).

Porquê azar, pergutam.

Azar porque trabalhei das sete às 16, como um dia normal.

Mas quem ficou em casa (cerca de dois terços dos funcionários do Harrods) acabou por ser pago da mesma forma que eu.

Para compensar quem trabalhou, ficamos a saber que nos vão dar um dia de folga à escolha.

- “Huuuum, escolho a passada segunda-feira”.

- “Ah, esse dia não pode ser porque já passou!”, dizem-me.

- “Pois é. Xiça, se sabia tinha ficado a dormir. Para a próxima faço como os outros…”

 

E na verdade, não tenho dúvidas que com estas decisões, da próxima vez, uma grande parte do terço das pessoas que foram trabalhar não o fará.

sinto-me:

publicado por Peter WouldDo às 22:23

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O nevão de Londres e Portugal

Só nos aeroportos da cidade de Londres foram cancelados, na segunda-feira, 650 voos.

A uma média (por baixo) de 150 passageiros por voo, foram cerca de 100 mil as pessoas que ficaram em terra.

Durante todo o mês de Janeiro, o aeroporto do Porto teve um movimento a rondar os 300 mil passageiros.

Na mesma segunda-feira, ficaram em casa, sem irem trabalhar, 6,5 milhões de pessoas, na Inglaterra.

O equivalente à soma dos habitantes da área metropolitana de Lisboa e Porto, mais os concelhos de Coimbra, Braga, Setúbal, Guimarães, Bragança, Mirandela, Penacova e Sobral de Monte Agraço.

O prejuízo está estimado em 6 mil milhões de libras.

Qualquer coisa a rondar os 2% do PIB português.

Cerca de 99 por cento dos londrinos nunca viu um limpa-neve dentro da cidade.

Pudera, não há. (mentira, há alguns)

Ultrapassa os 99 a percentagem de habitantes da Serra da Estrela que se queixa de não poder ver a telenovela devido ao barulho ensurdecedor dos limpa-neve.

Os transportes de Londres tiveram de adaptar carruagens do Metro para limpa-neve dos carris.

O exército português usa algumas chaimites (tanques) como transporte de soldados desde 1966, mas tem feito várias adaptações, como mudar os motores.

sinto-me:

publicado por Peter WouldDo às 22:19

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Terça-feira, 20 de Janeiro de 2009

Um pequeno pulo e talvez o início de algo

 

 

Hoje foi um dia muito especial para mim

Mas, para que percebam porquê, vou começar pelo início.

Um dia qualquer de Abril de 2008 apercebi-me que não estava contente com a vida que tinha.

E resolvi mudar.

Era na altura jornalista de um jornal local de Mirandela.

Um emprego que talvez alguns dos recém-licenciados em jornalismo e comunicação não se importavam de ter.

Olhei para dentro de mim e para as minhas paixões e perguntei-me o que queria fazer.

O cinema surgiu em primeiro lugar.

A essa paixão juntei a minha pouco modesta fantasia de que sou bom contador e criador de estórias.

O resultado foi a necessidade de procurar mais formação em guionismo.

O local óbvio para procurar essa formação seria Londres, já que os Estados Unidos eram financeiramente insuportáveis.

Um emprego garantido numa pequena cidade de Inglaterra (mais uma vez pequena, depois de ter feito Erasmus numa pequena cidade da Holanda, e ter trabalhado em Bragança e Mirandela) e lá segui eu com o objectivo de passados alguns meses me mudar para a capital.

Foi o que aconteceu no final de Setembro.

Surgiram depois os problemas em conseguir uma fonte de rendimento em Londres, que lá acabou por aparecer no Harrods.

Procurada a estabilidade mínima financeira, conseguida apenas em Dezembro, era altura de começar a procurar essa tal formação.

Foi o que se passou ontem à noite, com a participação num workshop de guionismo.

E que bem que correu.

No meu pensamento fiz até um paralelismo com o que vai acontecer hoje (terça dia 20) nos Estados Unidos: a tomada de posse de Obama.

Assim como os americanos têm esperança depositada nos dias que se seguem a essa tomada de posse, também eu tenho uma grande esperança que a pequena formação de ontem seja o primeiro passo para a minha entrada na indústria audiovisual.

As figas estão feitas.

E para me auto motivar tenho uma frase do tutor do workshop de ontem: és o primeiro português que participa comigo nestes workshops (embora haja outros tutores)

Esses workshops são realizados pela Euroscript desde os finais dos anos 80.

Uma invenção genial, devo dizer, para que os guionistas e aspirantes possam ver o seu trabalho avaliado por outros, para além do seu umbigo e ego.

Participei apenas como observador (25 libras) e não levei nenhum guião para ser avaliado (45 libras).

O problema é que tudo o que tenho escrito é em português.

Mas já fiz planos para começar algo em inglês, e no futuro poderei participar de outra forma.

Sinto-me bastante feliz, para contrastar com os momentos em baixo em que estive ainda há algumas semanas atrás.

E hoje só me apetece dizer que o que se passou ontem foi:

 

Um pequeno passo para Peter WouldDo-the-men,

Um grande pulo para Peter WouldDo-o-guionista.

 

WISH ME LUCK!

 

sinto-me:

publicado por Peter WouldDo às 00:22

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Domingo, 18 de Janeiro de 2009

O Segredo da Magda

Dia 29 de Setembro de 2008, segunda-feira.

Acordo relativamente cedo e levanto-me do chão do quarto de uma portuguesa que até ao sábado anterior não conhecia.

Nada de suposições erradas.

É amiga de outro português com quem estive em Rugby, e que veio passar o fim-de-semana a Londres.

O primeiro destino é uma agência de envio de dinheiro para o estrangeiro.

É lá que na zona de Stamford Hill está o maior número de anúncios de quartos.

E eu preciso de um.

De todos os que vejo há um que se realça, por estar escrito em português e pelo preço: 85 libras com tudo incluído (mais uma vez peço para não fazerem suposições erradas com isto do tudo incluído).

Ao telefone, com uma voz feminina, combino uma visita para poucos minutos depois.

Instantes depois chegava ao pé de mim uma brasileira a rondar os 1,70 metros, rechonchudita, cabelos escuros compridos e muito simpática.

É a Magda.

Já na casa, Magda mostra-me o quarto (2 metros por 4).

Depois vamos para a cozinha falar de pormenores.

Terei internet, sem pagar mais que os 85 por isso, não terei de limpar nada à excepção do meu quarto e tenho todos os utensílios da cozinha à minha disposição.

Por outro lado, terei de ser o mais limpo possível:

“O rapaz que istava aqui era muito limpo. Durante o tempo todo que istêvi não vi uma só pinginha na sanita”, disse-me Magda.

Uma frase que jamais esquecerei e que por vezes ainda me faz acordar de noite a rir.

Muito faladora, Magda realçou bem cedo na nossa conversa que ao contrário de muitos brasileiros se encontrava legal no país.

Não sei porquê, mas a vontade dela em contar essa curiosidade não me caiu bem, e estranhei.

Magda conta-me ainda que no outro quarto da casa vive ela e mais duas brasileiras.

Saio da casa de Magda já com a sensação que tinha descoberto o meu poiso em Londres.

Ainda vejo mais um quarto, mas decido-me pelo da Magda.

Já à noite, mudo-me para lá.

É aqui que fico a conhecer Eva e Tiana.

As outras duas brasileiras (idades a rondar os 40) que vivem com Magda.

Na terça-feira já as duas me contavam que estavam fartas da Magda e da sua mania das limpezas (a desenvolver num post para breve).

Contam-me que até a roupa delas no guarda-roupa e armários ela mexe, para colocar à sua maneira.

No sábado seguinte, tinha a Magda ido trabalhar, os desabafos das duas brasileiras voltam.

Entre as muitas perguntas que faço, questiono-as que emprego é esse o da Magda, em que ela só tem de lá estar ao Sábado.

A resposta delas é a revelação do maior segredo de Magda:

“Ela é garota de programa. Você não sabia?”

Para ser sincero, chegou a passar-me essa possibilidade pela cabeça, mas a rechonchudisse (acabei de inventar esta palavra) dela fez-me colocar essa hipótese de lado.

A profissão da Magda obviamente não lhe permitia estar legal no país.

Mas, do que eu mais gostava eram as desculpas dela.

Dizia que era baby-sitter de uma menina de um casal muito rico, que só precisavam dela ao sábado.

Chegava sempre no domingo de manhã, perto das 9, mas fazia pouco barulho para que eu não me apercebesse.

Um desses sábados saí de casa sem levar as minhas chaves.

Já perto das 11 da noite liguei-lhe para lhe perguntar se me podia ajudar.

Respondeu-me que estava na casa dos patrões que era longe e que iria lá pernoitar porque eles tinham chegado tarde.

Safei-me com o nosso senhorio que é judeu (o sábado é sagrado para eles) e esperou pela meia-noite para me ir abrir a porta.

 

O segredo está revelado.

Confesso que em nada mudou a minha atitude perante ela.

À excepção do dia em recebeu o primeiro cliente em casa.

Mas esse dia dá outro post.

 

 

PS: Ontem fui a casa da Magda buscar o resto das minhas coisas, mas não estava ninguém.

Liguei-lhe várias vezes para o telemóvel, mas não me atendeu o telefone.

A despedida ainda não está feita.

Será que ela agora também trabalha ao domingo?

sinto-me:

publicado por Peter WouldDo às 23:57

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Segunda-feira, 1 de Dezembro de 2008

Uma salva de palmas para o verdadeiro artista: banksy

As próximas imagens (apenas algumas) apresentam um grande artista.

Conheci-o ainda antes de vir para Londres, através do blog de um outro português londrino.

A curiosidade cresceu e procurei algumas das suas pinturas cá por Londres.

Descobri poucas.

Como esta semana vi uma notícia sobre ele nos jornais, voltei á carga... mas na net.

Então aí o reportório é grande.

Chamo a atenção para a forma como ela "redescobre" paisagens urbanas, e as torna mais agradáveis.

E o melhor é que o consegue fazer conciliando com intervenção política e social.

Bem, o melhor mesmo é olharem com calma para as fotos.

Muitas mais podem ser vistas no seu site, aqui, www.banksy.co.uk

 

Esta foi mesmo a primeira que vi ao vivo em Londres, junto a Oxford Street.

 

 

 

 

 

 

 

 

sinto-me:

publicado por Peter WouldDo às 23:23

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Terça-feira, 30 de Setembro de 2008

FINALMENTE LONDON!!!

AGORA SIM, O NOME DO BLOG FAZ SENTIDO.

 

Como desejava escrever esta frase...

 

Desde o passado Sábado, dia 27, que me encontro na capital inglesa.

Os três primeiros dias senti-me como turista, mas hoje já deu para sentir a cidade como morador.

Perguntar-te-às qual a diferença.

A resposta é simples: a partir de hoje tenho de sobreviver.

O quarto não foi difícil de arranjar. Uma ida a um placard com anúncios, um telefonema, dois quartos visitados (o segundo através de alguém conhecido) e a opção pelo primeiro.

Mas sobre o quarto e a casa em que vou ficar falarei mais à frente, noutro post. Isto porque haverá muito a dizer. Aliás, já há.

Quanto aos primeiros dias, alguns episódios também já estão apontados nos rascunhos, para serem aprofundados.

Por hoje limito-me a dizer que estou de volta à escrita.

Espero que mais frequentemente.

Quero agradecer a quem [é corajoso e] continua a vir ler o que escrevo.

São já mais de 2500 as visitas desde a criação desta página.

Algo que me dá vontade para continuar e até inovar.

Comecei por dar cara nova ao blog.

E prometo que a partir de hoje haverá mais fotos e vídeos.

Apanhei o vício de andar com o telemóvel a filmar...

sinto-me:
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publicado por Peter WouldDo às 23:58

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Terça-feira, 2 de Setembro de 2008

Sabem qual é a cidade mais cara do mundo??

Tenho de reconhecer: para alguns o nome deste blog não está a fazer muito sentido, até ao momento.

Mas para mim faz. Porque apesar de estar numa terriola chamada Rugby, isto faz parte da minha Loucura Londrina. Da minha mudança para Londres.

Um objectivo que não está fácil, é verdade.

Já passaram mais de três meses desde que cheguei a terras de Sua Magestade, e ainda nem a Londres fui.

Mas anseio que o dia em que me mudarei para viver lá chegará em breve.

E se está a demorar, é porque não quero dar nenhum passo precipitado.

Não quero chegar lá, ficar alguns dias e depois ter de me ir embora... por não ter dinheiro para comer, pagar o quarto e não querer pedir emprestado.

Sobretudo depois de ter descoberto numa estatística recente que Londres é a cidade mais cara do mundo!!!

Claro que só assumiu esta possição porque até há pouco o dolar se estava a afundar e com isso Nova York perdeu a liderança.

Mas mesmo assim este Ranking assusta-me.

Por isso, fico contente!

É que assim que me mudar para lá será mesmo uma Loucura Londrina, e o nome do blog fará sentido...

 

sinto-me: assuatdo e contente

publicado por Peter WouldDo às 08:30

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Segunda-feira, 14 de Julho de 2008

Um mês no Reino Unido

Antes de mais deixem-me dizer que gosto de aplicar a palavra Reino Unido.

É cool!!

Depois, acrescentar que no dia 12 deste mês (sábado) fez um mês que estou cá, no Reino Unido.

E para assinalar a ocasião, resolvi colocar aqui o "ranking" das cidades onde já morei.

É algo que provavelmente só eu terei alguma vez feito em todo o mundo (e olhem que somos seis mil milhões de pessoas), mas não faz mal.

 

Ora aqui vai

 

1ª - Guimarães   cerca de 20 anos

2ª - Coimbra                           4 anos

3ª - Mirandela                      19 meses

4ª - Bragança                      16 meses

5ª - Groninguen (NER)         5 meses

6ª - Lyon  (FRA)    cerca de  5 meses

7ª - Rugby (UK)        quase  1 mês

 

 

Claro que Rugby ainda só aqui está para meter nojo, mas apeteceu-me!
Espero em breve colocar Londres no ranking, para que o título deste blog faça mais sentido.

sinto-me: Divertido

publicado por Peter WouldDo às 09:20

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Quarta-feira, 9 de Abril de 2008

O início

Fui desafiado a criar um blog.

Não é que nunca tenha tido um, mas iam ficando desactivados com o passar do tempo ou a mudança de rumo.
Leio quase diariamente alguns blogs e acho que não teria coragem de ter uma escrita tão pessoal como têm alguns bloguistas.

Mas vou tentar aproximar-me disso.
O título deste é bem evidente do que me espera.

Pelo menos, do que eu espero.
Farto da rotina vou arriscar.
Estou actualmente no Nordeste Transmontano, e sinto que cheguei ao limite.
Por isso, decidi que vou para Londres.
Hoje, dia 09 de Abril, ainda não decidi o dia certo em que vou (apenas que será em Junho), nem o que vou fazer ao certo.
Mas, desde que comecei a dizer para onde ia já choveram ofertas de ajuda.

Ou alguém que lá está e me pode ajudar, ou alguém que já lá esteve e me pode aconselhar.
Nos próximos dias vou relatar o que me vai na alma, e os meus passos.

Desejem-me boa sorte.


publicado por Peter WouldDo às 15:01

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