.posts recentes

. DALILA, you made may day!

. A minha aldeia

. O Meu Nome

.arquivos

. Setembro 2010

. Maio 2010

. Abril 2010

. Março 2010

. Fevereiro 2010

. Janeiro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Outubro 2009

. Setembro 2009

. Agosto 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Outubro 2008

. Setembro 2008

. Agosto 2008

. Julho 2008

. Junho 2008

. Abril 2008

.Posts mais comentados

5 comentários
2 comentários

Quarta-feira, 27 de Maio de 2009

DALILA, you made may day!

Ontem, em conversa com mais dois portugueses cá da casa, chegamos à conclusão que os três tivemos uma vizinha chamada Dalila.

Isto apesar de termos vivido em diferentes partes do país.

Para além de ser uma curiosidade super interessante, ajudou-nos a ter um resto de dia ainda mais feliz.

Até acho que dormi melhor só por saber que há mais gente no mundo com uma vizinha chamada Dalila.

E depois de saber que afinal não sou o único, gostaria de ir mais longe.

Pois começo a desconfiar que pelo menos todos os portugueses já tiveram uma vizinha chamada Dalila.

O que nos torna, num mundo idílico, numa espécie de família.

Termos uma vizinha chamada Maria, Ana ou Isabel seria mais uma banalidade.

Mas ter uma vizinha Dalila é diferente, invulgar, incomum, especial, extraordinário e outros adjectivos que realcem a diferença.

É como haver um português a saber falar macedónio.

Ou um inglês a saber o nome do presidente da Comissão Europeia.

E agora que desconfio que quase todos os portugueses têm ou já tiveram uma vizinha chamada Dalila, posso comparar o fenómeno a uma grande coincidência.

Uma coincidência comparável ao facto de se misturarmos azul com amarelo dar verde.

Ou uma coincidência ao nível de todos os políticos já terem metido a mão ao saco.

Algo de que tomamos conhecimento e nunca teríamos previsto.

 

Mas o melhor da festa, é que o nome Dalila ainda dá para brincar.

“Olá Dalila, onde é que está o Sanção?”

Queria mandar um grande beijo à minha ex-vizinha Dalila.

E, já agora, para todas as dalilas de Portugal, do brasil e do mundo.

Lembrem-se que vocês fazem a felicidade dos vossos vizinhos.

Se vocês não existissem, o dia deles não seria o mesmo.

 

No fundo, acho que todos de agradecer às pessoas que escolheram o nome das nossas vizinhas chamadas Dalila.

Não fossem eles, e hoje este post não faria qualquer sentido.

Um sincero obrigado por terem escolhido Dalila como o nome da minha vizinha.

 

Estive a pensar seriamente no nome que vou escolher para a minha filha, se um dia vier a ter uma.

E decidi, depois de muita reflexão, que será Diana.

sinto-me:

publicado por Peter WouldDo às 00:04

link do post | comentar | ver comentários (2) | favorito

Quinta-feira, 19 de Março de 2009

A minha aldeia

É tão bom regressar à nossa aldeia, e rever gente que nos conhece desde pequenos.

É sentirmo-nos em casa.

E a sensação de termos imensa gente a quem darmos bom dia é sensacional, faça-se a redundância.

E as pessoas lá vão respondendo:

- Olá Luís.

 

Tudo seria perfeito se fosse esse o meu nome.

Mas não é.

É o do meu irmão.

Bem mais velho.

E como ele viveu toda a vida na aldeia - superior já a 40 anos - as pessoas usam o nome dele para nós os dois.

Será o mesmo que chamar Planta a todas as margarinas [tinha escrito manteigas].

Ou Kispo a todos os casacos feito num pano que faz barulho quando roçamos as mangas no corpo.

Há uns anos atrás, quando era ainda um sonhador e pensava ser possível não me chamar Luís na minha aldeia, eu ainda corrigia as pessoas.

- Não é Luís, é Pedro.

- Ah pois é. Desculpa, mas confundo-me sempre.

- Eu sei, rosinha.

- Rosinha!? Não me chamo Rosa!

- Ah pois é, Desculpe.

Mas penso ter sido por volta dos 20 anos que me resignei a ter dois nomes.

Aquele que uso em S. Cristóvão de Selho, a minha aldeia.

E que é o do meu irmão.

E o que uso no resto do mundo, e é o meu nome de batismo.

 

Uma explicação.

Quem nunca viveu numa aldeia desconhece que as mulheres mudam de nome por altura do casamento.

Uma espécie de ritual de amadurecimento.

Quem é Rosa fica rosinha.

As Laurindas passam a laurindinhas.

Maria é substituído por miquinhas.

Teresinha é o substituto de Teresa.

Fátima dá lugar a fatinha.

Estes só para me referir às mulheres da minha rua.

Os “inhas” das aldeias serão o equivalente aos “donas” das cidades.

 

Regressar à aldeia de onde saí há nove anos pode também ser estranho.

Uns crescem, outros mudam-se, e a percentagem de pessoas que conheço desce a pique. Actualmente, as caras que conheço rondarão os 30 por cento.

Já os nomes não serão mais de 5 por cento.

Isto num universo a rondar os 3000 habitantes.

E tirando a minha família (cerca de 10 pessoas) mais uns quantos amigos, serei para sempre Luís, em S. Cristóvão de Selho.

É tão bom sentir-me em casa…


publicado por Peter WouldDo às 00:04

link do post | comentar | ver comentários (5) | favorito

Domingo, 1 de Fevereiro de 2009

O Meu Nome

Muitos de vocês já sabem, mas o meu nome verdadeiro é Pedro.

Eu ainda tentei disfarçar, traduzindo.

Mas algum comentadores não resistiram a revelar o segredo...

E Pedro é um nome que até gosto.

Apesar de me estarem constantemente a pedir bom tempo, e para acabar com a chuva.

Mas, para ser sincero, gosto ainda mais da forma como o meu nome é dito pelos ingleses.

Vou mais longe: acho que a forma como eles dizem o meu nome é o que mais gosto nos ingleses.

(qualquer dia faço um ranking das coisas que mais gosto nos ingleses)

 

Toda a gente sabe que a fonologia do meu nome em português é “pêdru”.

Dito por ingleses sai qualquer coisa como “pédjrou”.

O que cai bem nos meus ouvidos.

Estou até a pensar em ir mais longe e pedir a todos os meus amigos portugueses que me comecem a chamar assim.

Acho que não é pedir muito.

Até à minha família e à minha mãe estou a ponderar fazer esse pedido.

Sei que ela vai, muito provavelmente, chamar-me maluco.

E que depois vai alegar que o meu nome de baptismo é “pêdru” e não “pédjrou”.

E que eu sou português e não inglês.

E que vai terminar a conversa com um simples: OH, CALA-TE!

E eu vou esquecer a maluquice.

Mas mesmo assim vale a pena tentar.

Tenho quase a certeza que seria mais feliz se toda a gente me chamasse “pédjrou”.

 

Agora me lembro que em francês também não está mau… “pédrrrrrrô”

Em ucraniano é que não gosto.

Um dia conheci uma ucraniana, chamada Tânia, e quando ela ia para dizer o meu nome saiu uma coisa parecida com um espirro..

Fiquei sem saber se tinha pronunciado Pedro com sotaque ucraniano ou se estava constipada.

Vivo nesse dilema há sete anos.

sinto-me:

publicado por Peter WouldDo às 23:08

link do post | comentar | ver comentários (2) | favorito

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Setembro 2010

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4

5
6
7
8
9
10
11

12
13
14
15
16
17
18

19
20
21
22
23
24
25

26
27
28
29
30


.tags

. todas as tags