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Quarta-feira, 26 de Agosto de 2009

Intervalos publicitários

Intervalos publicitários

 

 

A personagem principal do filme está quase a ser morta ao tentar salvar o grande amor da vida dele quando começa o intervalo publicitário.

Em Portugal temos tempo para ir à casa de banho mijar nas calmas, pelo caminho pegar num iogurte do frigorifico e comê-lo até ao fim, ir apanhar a roupa que estava a secar no estendal, ir ao quarto buscar uma camisola de manga comprida porque entretanto ficou frio, voltar à casa de banho e dar uma olhadela no autoclismo que parece estar avariado, voltar à sala e ainda ver cinco minutos de anúncios, entre os quais o novo álbum do Emanuel.

Mas pelo menos sabemos que temos pela frente mais 45 minutos de filme.

 

Na Inglaterra, a personagem principal do filme não chega sequer a conhecer a gaja e já é intervalo.

Um gajo põe-se a pé para ir mijar e ainda mal abriu a braguilha e já o filme está a rolar outra vez.

Como o autoclismo está avariado, se fico lá a tentar consertá-lo quando volto à sala já é intervalo outra vez.

Levanto-me para ir buscar um iogurte e mal tenho tempo de o abrir, pois o filme voltou à acção.

Levo o iogurte para a sala e como-o enquanto vejo o filme.

Consequência: deixo cair iogurte na t-shirt.

Passados cinco minutos começa o terceiro intervalo, durante o qual tento limpar o iogurte da t-shirt.

É então que me lembro de que tenho a roupa a secar, mas não tenho tempo de a apanhar porque entretanto recomeçou o filme.

Volto à sala e enquanto me sento reparo que começou a chover.

Não posso, porém, apanhar a roupa senão perco a cena em que a personagem principal quase morre ao tentar salvar o grande amor da vida dele.

No intervalo seguinte nem sequer tento apanhar a roupa porque voltou a ficar molhada.

Opto por ir buscar uma camisola de manga comprida ao quarto porque ficou frio ao chover.

Volto a correr para a sala porque o filme já recomeçou.

No intervalo seguinte desisto de fazer seja o que for porque fiquei estafado com tantas correrias e fico a ver os cinco minutos de anúncios publicitários, entre os quais o novo álbum do Emanuel.

Conclusão:

Tirando a publicidade ao novo álbum do Emanuel, a televisão cá na Inglaterra é bem diferente da de Portugal…

sinto-me:

publicado por Peter WouldDo às 00:04

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Quarta-feira, 4 de Fevereiro de 2009

A presença das senhoras da limpeza nas notícias

Isto anda mesmo mal de posts.

Mas se a crise atinge tudo e todos, porque não haveria de atingr também este blog?

Na verdade, ontem não tive tempo para escrever um textozinho para esta coisa.

Tive a visita de uns amigos no domingo, e que iam embora na segunda.

E na segunda nevou bué em Londres.

A neve origina cancelamento de vôos.

O cancelamento de vôos obriga as pessoas a ficarem nos locais onde foram passar férias.

E é aí que surgem os amigos.

Para dar abrigo.

O início de noite de ontem foi passado com eles a ver os jornais televisivos portugueses.

E toda a gente sabe que essas coisas a que chamam "noticiários" são o equivalente a séries humorísticas cá na Inglaterra.

Cá vai o resumo:

 

Na SIC fizeram uma reportagem especial sobre o encerramento do tribunal da Boa Hora.

Entrevistaram toda a gente.

E quando digo toda gente incluo, obviamente, a senhora das limpezas.

Mas, a personagem que mais me fez sorrir até foi uma outra senhora que todos os dias vai até àquele tribunal assistir a julgamentos.

O ponto alto da sua entrevista foi quando o jornalista lhe perguntou qual o julgamento de que tinha gostado mais.

A dona Celeste de Azevedo aproxima-se do jornalista (e à câmara), olha para o lado para ver se alguém está a ouvir, e começa a contar (falando baixinho) o que viu e ouviu num julgamento.

Foi espectacular vê-la a certificar-se que ninguém a estava a ouvir, quando ao mesmo tempo falava para uma câmara que iria reproduzir as suas palavras para, talvez, milhões de pessoas.

 

Depois uma passagem pelo sensacional jornal da noite da TVI.

Nesses belos minutos de TV o destaque vai para as greves de trabalhadores britânicos no Reino Unido.

Queixam-se que os estrangeiros lhes estão a tirar os empregos.

Confesso que fiquei sensibilizado com os senhores.

Nós, estrangeiros, estamos de facto a roubar-lhes descaradamente os lugares.

E por isso, vou lançar uma sugestão que para já se destina a todas as senhoras dalimpeza e mulher-a-dias do Reino Unido.

PAREM DURANTE 24 HORAS!

A porcaria que ficará deve chegar para esses senhores perceberem quanto precisam de vocês.

 

Por último a RTP e as notícias de falências.

Os funcionários de uma fábrica de agulhas, com medo de perderem o emprego, foram para o Rossio protestar com a intenção de serem recebidos pelo ministro da Economia, Manuel Pinho.

Na reportagem diziam que acabaram por ser ouvidos por dois assessores de um secretário de Estado.

Ou seja, o equivalente aos distritais de futebol na política.

E conta-se, segundo fonte anónima, que só não foram recebidos pela senhora das limpezas porque ela já tinha acabado o turno:

 

- Dona Maria chegue aqui.

- Que querem? Já piquei o cartão e estou de saída!

- Estão ali fora uns senhores que querem falar consigo!

- Que senhores? Não me venham com mais aspiradores porque já tenho dessas coisas que chegue em casa!

- Não é nada disso. São trabalhadores de uma fábrica de agulhas que querem falar com o ministro.

- E o Manel não tá aí?

- Não veio ao ministério hoje!

- E o TóJó, o secretário de Estado?

- Teve uma reunião no Porto.

- Ai, mas não pensem que eu os vou receber. Mandem então aí dois assessores estagiários. Eu ainda tou para receber umas horas extras que dei em Novembro.

 

sinto-me:

publicado por Peter WouldDo às 00:01

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Quarta-feira, 12 de Novembro de 2008

Ser emplastro no Japão

 Sempre me ri com o emplastro do FC Porto.

Aquele desdentado que aparece em todo o lado e até tem uma página na internet.

Nunca mais me esquece um directo da RTP sobre as eleições norte-americanas e o emplastro surge por trás do jornalista, que estava em Washington, a dizer que o pai dele era o Barack Obama.

Como se isso fosse possível, já que a cor da pele nem sequer é similar.

Ok, à excepção depois do quarto dia dele sem tomar banho…

Esta cena obviamente que não aconteceu.

 

Mas agora imaginem uma equipa de filmagem japonesa a gravar um vivo de uma jornalista para um programa de economia em pleno centro financeiro de Londres.

De repente, surge por trás da jornalista um gajo que (dizem-me ser português) diz adeus e sorri.

Segundo consegui apurar, este infeliz tinha o desejo de um dia ser também emplastro, mas com a particularidade de ninguém o conhecer.

Um canal japonês foi uma oportunidade única.

O tal português estaria a usar um lenço palestino verde.

Vai-se lá saber onde eu já ouvi falar desta peça de roupa…

Não sei se o vivo foi repetido devido ao emplastro.

Muito menos se o programa fez sucesso acrescido devido à cena.

Mas desconfio que este emplastro já alguma vez terá uma página dedicada a si e à arte de “emplastrar”.

Bem, no Japão nunca se sabe…

sinto-me:

publicado por Peter WouldDo às 00:02

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Sexta-feira, 5 de Setembro de 2008

Ser pago para aplaudir e rir...

Uma das experiências que sempre me fascinou foi a de assistir às gravações de programas de televisão.

Aqueles em que há uma plateia sempre pronta a aplaudir e rir, mesmo que as piadas sejam fraquinhas....

Há uns anos atrás, andava eu ainda a estudar, tive a aoportunidade de participar no Preço Certo em Euros.

Convenci uns amigos a fazer o mesmo e lá fomos nós com destin o a Lisboa, num comboio, a meio da noite, com poucas horas de sono, depois de uma noite de copos.

Como forma de pagamento da nossa participação ofereceram-nos o almoço: duas sandes e um somo.

Mas o mais caricato foi termos descoberto, já durante as gravações que duraram a tarde toda (gravamos três programas) que para preencher os lugares da plateia vagos havia uma empresa a contratar gente por 50 euros a tarde.

Ou seja, nós tínhamos recebido duas sandes e um sumo e eles 50 euros.

Interessante.

 

Há dias lembrei-me se com tantos canais e programas de televisão este não seria um emprego rentável para ter em Londres.

Comecei a pesquisa... e descobri que cá na Inglaterra as pessoas são mais participativas nos programas e por isso não há necessidade de pagar.

Há mesmo programas da BBC (o da imagem Top Gear sobre carros) em que a lista de espera chega a rondar os dois a três anos!!!!

E assim acabou uma carreira que não chegou a começar...

sinto-me: quase de férias...

publicado por Peter WouldDo às 18:07

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